terça-feira, 24 de maio de 2011

Da série coisas que eu não entendo:

Pessoas efusivas feat. Pessoas felizes demais.

Sério, como viver ou conviver com isso? Esse tipo de gente é um combo felicidade + indiscrição + euforismo + inconveniencia e pra completar, vem de brinde um pacote de positive vibrations, rs.
Não entendo como conseguem. Na minha opinião, você só pode ser feliz o tempo todo se for a Kate Meddleton, e olhe lá, ainda. Ou sei lá, a Angelina Jolie.
Porque pra mim, o combo felicidade é: beleza + bom carater + dinheiro e um homem bonito ao lado. Caso você não tenha isso, me desculpe, mas você não é feliz. Não é e não insista.
O que você acha que é felicidade na verdade é o teu cérebro te sabotando, porque ele te odeia. É a única explicação plausível que eu encontro para pessoas assim, o cérebro sabotando-a. Porque não é possível, ela realmente achar que trabalhar todos os dias, acordar cedo, ter que conviver com cobranças, pagar contas e etc, etc, etc, seja motivos para sorrir.
Ai nesse ponto entre o 'positive vibrations', onde a pessoa virá com o seguinte argumento: 'mas eu tenho vida, saúde, uma família linda...' Amiga, meu pesamos, você não é feliz.
Isso só te torna uma pessoa completamente irritante, que quer porque quer ser uma coisa que não é e continua sendo comum, porque todos nós estamos vivos e temos uma família.
Aliás, se família fosse sinônimo de felicidade...
Agora, uma coisa é sorrir 24 horas por dia até ter cãibras nas bochechas e amar tudo e todos ao redor, outra coisa é GRITAR para o mundo isso. Sabe, bem aquele tipinho que quer que você também seja assim. Ai, não sou obrigada, né?!
Tenho trabalho da faculdade, faxina na casa e falta dinheiro, não vou sorrir pra você.
Mas não satisfeita, essa pessoa é feliz em locais fechados, também. Ouve música e canta junto (isso quando não dança também e ai me vem um combo de vergonha alheia + vontade de matar a pessoa ou me matar), fala alto, MUITO alto, mas MUITO alto mesmo, que é pra todo mundo saber como ela é feliz e engraçada e encara a vida de uma maneira super positiva e ama os animais e protege a natureza e economiza água e............ zzzzzzZZzzzzzZZZZZzzzz
Pouco me importo, mas né?! Cada um no seu quadrado.
Sonho com dias em que inventem cabines privativas, onde ao acordar, entramos cada um na sua e vivemos felizes e isolados, só mantendo contato com quem realmente queremos ou necessitamos muito.

Ai que resmungona, credo, rs.

sábado, 21 de maio de 2011

run with it.

Muitas vezes a vida passa correndo por nós. Quantas vezes não ficamos perdidos no tempo e achando que tudo aconteceu rápido demais e quantas vezes nos arrependemos de não ter dado aquela última olhada ou dito qualquer besteira sem sentido, só para não desperdiçar o momento com silêncio...
Passamos a vida toda sempre olhando e nos preocupando com coisas e lugares errados. Ou olhamos demais para o chão, ou forçamos demais a visão para olharmos para a frente. Ao invés disso, poderíamos olhar para os lados... Ou um pouco para cima, sabe?
Será que chove hoje? Em qual lua estamos?
Vivemos preocupados com o futuro; O que faremos, falaremos, pensaremos, seremos... Remoendo culpas, pensamentos e acontecimentos passados que fazemos questão de esconder. Já foi, se livre...
Desperdiçamos sorrisos, desperdiçamos lágrimas, desperdiçamos esperanças. Deixamos sobrar vazios demais.
E a vida é isso tudo que acontece ao nosso lado. É o cachorro do vizinho latindo até irritar, a empregada lavando a roupa, o avô roncando no sofá e o telefone tocando. É aquele friozinho das cinco da manhã e as borboletas no estômago a tarde...
Ela passa correndo, voando. Mas não adianta forçar a vista, ela não está tão longe assim, não tão há sua frente dessa maneira. E olhar para trás também não vai resolver, por motivos claros. Ela ainda não passou, então não pode estar atrás. Também não cometa o erro de olhar para o chão. Se ela estivesse ali, já teríamos tropeçado nela.
Quem corre somos nós, sempre errados e tão certos.
Apenas olhe para o lado, diga qualquer bobagem, aprecie a paisagem e continue correndo. A vida é complicada demais para andar devagar.

terça-feira, 10 de maio de 2011

efeito sanfona.

Ai que fica naquela: tô na merda, tô bem, tô na merda, tô bem, tô na...
Enfim, minha vida a lá Everybody hates Maríllia, rs.
Dá três e meia da madrugada e eu aqui, rolando na cama e pensando: 'porque mesmo que neguinha não morreu entalada com a nata do leite de manhã, mesmo?' Ah, claro, porque ela não morre até matar todos de tédio ou vergonha alheia.
Triste isso, vida vazia. Até me sensibilizo por alguns segundos e.... EPA, segura essa vaca que vou socar a cara dela, manda ela sair do meu caminho!
Lá tô eu na merda de novo por causa da neguinha que esqueceu de enfiar uma peça de mortadela no cu e veio se meter na minha vida. Porquê, né?! Estava com tempo vago e talz...
Vontade de dar uma surra com gato morto em gente assim.
'Mas a culpa é sua que confiou de novo.' Quer saber? Vão tudo toma nos seus cu!
Já diziam os sábios, nego que nasce bunda, morre bunda.
Vou ali, tentar enfiar o cotonete em um ouvido e tirar pelo outro.

domingo, 1 de maio de 2011

I did not regretted. I only regret.

Minha vida jamais foi um livro aberto, ou uma janela transparente. Também pudera, com tantos erros e coisas das quais não me orgulho... Mas a questão não é essa.
O problema é que nunca confiei muito nas pessoas. Vivo naquela de testes, tentando ver qual sobrevive.
Foram tantas as chances que perdi de ter bons amigos, mas não me arrependo, pois os bons distantes amigos que tenho hoje, me são suficientes.
De qualquer forma já errei muito. Mais do que o normal.
Não me arrependo, sempre fui assim. Se fiz foi porque tive vontade de fazer, se não fiz foi porque não quis fazer. E assim sempre fui seguindo.
Houve um momento na minha vida em que eu parei de culpar as pessoas a minha volta e os acontecimentos anteriores, por ser o que eu sou e fazer o que eu sempre fiz. Certo ou errado.
Ai, logo depois desse pequeno momento, me senti menos covarde. Mas entrei em outra questão.
Você já teve algo ou alguém que julgasse a melhor coisa do mundo, mesmo sabendo cada milímetro dos muitos defeitos imperdoáveis dele?
Pois bem, conheço como a palma da minha mão. Ou pelo menos conhecia, uma pessoa.
Eram os defeitos dela que me atraiam, que me chamavam a atenção e que eu amava tanto.
E por esses defeitos, comecei a sentir algo que nunca havia sentido antes: arrependimento.
Me arrependo das inúmeras vezes que errei com essa pessoa e também das inúmeras vezes que ao invés de me calar, machuquei ou tentei machucar essa pessoa com minhas palavras. Eu conhecia bem os defeitos dela, sabia bem quais palavras ela usaria comigo e mesmo assim, queria feri-la tanto quanto me sentia feria. Não, não só assim, mais.
Ai me arrependi de antes. Por que eu agia como uma idiota arrogante, antes? Por que simplesmente agi daquela maneira com ela, sem ela merecer isso? Se eu não fosse tão estúpida, será que as coisas teriam sido diferentes?
Me arrependo.
Me arrependo da atenção que não dei a ela, quando ela queria. Do excesso de atenção que há dei, quando ela precisava apenas de espaço. Me arrependo de ter provocado, do tanto que chorei em cima dela e me arrependo por não ter falado o quanto ela era importante para mim, quando eu sabia que também era importante para ela.
Apenas uma pessoa fez com que eu me sentisse assim.
Nem família, nem melhores amigas e muito menos minha mãe, fez com que eu me arrependesse de algo que eu tenha feito ou falado. Mas entenda, não me arrepender não significa que eu me orgulhe de ter feito tantas coisas.
Aliás, acho que não me orgulho de muita coisa que já fiz.
E hoje essa pessoa continua fazendo com que eu me arrependa. Eu acordo todos os dias arrependida por não poder sentir o cheiro dela no meu corpo, não sentir o toque de seus dedos no meu cabelo.
Me arrependo de não poder olhar mais para aqueles olhos lindos todos os dias e ficar pensando com a maior intensidade enquanto a abraço: ''eu amo você, você é tudo o que eu tenho na vida. Você pode me amar e me segurar aqui, para sempre?''
Me arrependo de nunca ter tido coragem de dizer essas palavras alto.
Eu sei, fui eu quem errou. Eu esgotei, desgastei com essa minha mania besta de agarrar o que não devo e simplesmente soltar as coisas que importam.
Sempre fui tola, mas não era para menos. Nunca tive muitas coisas das quais eu tinha vontade de me agarrar. Vivi afundando e quando encontrei um sinal de vida dentro de mim, era tarde demais. Meus erros já tinham destruído tudo o que poderia ser e não foi.
Me arrependo de querer correr e nunca conseguir fazer isso.



I will have to learn.