domingo, 12 de agosto de 2012

sempre existe.

Quando se passa correndo pela vida, poucos detalhes são absorvidos.
Fechá-se para o mundo, com medo de se machucar mais do que o necessário, ou o que pensa ser necessário. Pensa ser o limite.
Poucos sorrisos, cara fechada. Aquela velha fama de pessoa chata.
Poucos amigos, pouca vontade de socializar. Aquela velha mania de pessoa que se esconde pra não se entregar.
Mas ai, em meio a mil rostos, entre tantas pessoas, uma chama atenção. Todos têm essa pessoa, a tal.
Te puxa o olhar, te arranca um sorriso.
A vida corrida entra em câmera lenta e os detalhes se tornam gritos em precipícios e os ecos ensurdecem.
Olha lá, aquele jeito de arrumar a franja, de bagunçar o cabelo e coçar os olhos quando está com sono ou com vergonha.
A voz que vai ficando mais rouca conforme o sono chega, a facilidade pra dormir em qualquer canto, com a cabeça encostada em algum lugar... e sonhar!
Tem aquele jeitinho de sorrir também, não fala nada, só ri. Olha e ri.
Quebra todo o gelo que existe, transforma todo o medo em mar.
Em meio a mil rostos, os olhos que atraem são vivos e confiantes, dizem muito sem dizerem nada.
E a pessoa que era chata, fechada, começa a se soltar.
Se abre como as portas foram abertas para ela passar, em um dia qualquer.
E aquele abraço desajeitado, meio receoso, querendo acalmar...
Porque entre mil rostos e pessoas, um em especial entra na vida para fazer sorrir, para ensinar a ser paciente.
Entre tantas pessoas no mundo, entre tantas vozes, olhares e manias, sempre tem um em especial que nos vidra, nos ensina e nos mostra como tudo pode ser melhor.
E era pra ser assim, era pra ser...
Há quem chame de paixão.