terça-feira, 25 de maio de 2010

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talvez eu mude meu cabelo, talvez eu mude meu nome, talvez leve um dia inteiro...
posso até inventar, atropelar as coisas, sorrir precisando chorar. uma maneira de me destacar, chamar atenção, mas já não há mais ninguém para notar.
como uma estrela que morre e para de brilhar;
talvez eu fuja daqui, talvez eu não passe de um nada. talvez eu afunda e não tente nadar, talvez eu leve um dia inteiro para acreditar que já não sou mais ninguém. talvez alguém me conte...
já não consigo nem mesmo matar minhas próprias vontades.
preciso sair de mim, o oco me confunde;

domingo, 23 de maio de 2010

truths.

eu precisava acreditar em algo, mas já não havia nada para crer.
decidi fingir que as coisas são/estão fáceis, mesmo sabendo que daqui a pouco tudo irá cair em ruínas.
a capacidade de auto-destruição humana é algo absurdamente assustadora, e descobrir que podemos nos tornar algo tão sem emoções e doçura, é uma vantagem. todos que andarem por onde eu andei, se tornaram assim, está mais do que comprovado.
o desespero aparecerá, mas já não tão frequente e incontrolável como antes; a saudade e a necessidade de algo também surgirão ás vezes, mas agora, elas irão embora como se fossem estranhos, sem deixar marcas.
não há motivos para se apegar a nada, quanto mais solidão, menos sofrimento. tudo será arrancado de ti a qualquer momento, indepêndente de qualquer coisa, iremos sempre perder tudo e todos.
sorrir se torna ato involuntário e programado, como um robô. já não existem mais motivos sinceros para que eles apareçam, apenas a obrigação de mostrar algo irreal. e aos poucos iremos envelhecer... solitários, programados, ríspidos...
até o final chegar e ninguém perceber que a jornada acabou, pois os sentimentos existentes, si existentes, dormem escondidos atrás das muralhas construídas.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

a place where you belong.

a vida me ensinou da pior maneira, que precisamos ir com calma, e que não devemos nos entregar antes que a outra pessoa se entregue.
antes dentro do meu corpo habitava a esperança, o amor fervoroso, o medo de perder qualquer coisa que fosse.
hoje habita apenas um vazio, que não será preenchido tão cedo, mas por falta de querer. já não sou mais eu, já não tenho mais os mesmos planos, nem as mesmas vontades.
incrível como uma frase pode mudar praticamente uma vida de convivência.
eu me olho no espelho e não me reconheço, tanto por fora, quanto por dentro. mudei tanto, as transformações foram ocorrendo aos poucos, mas me transformaram um alguém completamente diferente.
olho novamente e reparo, que na verdade, eu só voltei a ser o que era antes. uma carcaça irrelevante, sem apego ou sentimentos vãos por pessoas nulas. sempre fui assim, e não sei porque decidi mudar. mudei para voltar a ser como antes, talvez pior, quem sabe?
nunca me senti tão fria, e o inverno transforma tudo em gelo, e meu coração já não pulsa mais como antes. já não existe mais aquele ser humano compreensivo e persistente, existe apenas a competidora de sempre, transformando tudo em um jogo sem fim, onde quem ganha, na realidade, não ganha nada.
apenas eu, como antes;
e tudo se torna uma confusão momentânea, e a sensação de que a história se repete, e eu nada posso e nada quero contra isso.
as relevâncias, se tornaram irrelevantes e eu perdi todas as minhas prioridades desses últimos tempos, e até as de antigamente.
restou a carcaça com vontade de seguir em frente, mas sem capacidade, sem saber como fazer isso.
e hoje eu só quero continuar aqui, onde eu estou. com esse medo absoluto de ser quem eu sou, de ficar apenas comigo, mesmo quando eu sou a única companhia para a minha própria mente; não dá para fugir a vida toda.
preciso que as coisas se resolvam sem que eu me mova, sem mais marcas ou arranhões. serei apenas o bloco de gelo raciocinante, sem medo ou receio de ferir alguém.
se precisar brincar, se precisar jogar com pessoas, farei, como antes. pior do que antes, não medirei mais meus atos.
e o pior (ou melhor), eu não posso reclamar disso, pois me sinto bem assim. nada mais quebrará as barreiras que construí.
agora sou apenas eu em uma vida sem importância, como antes.

terça-feira, 11 de maio de 2010

habit.

É como uma bomba relógio, prestes a explodir ao menor movimento. A qualquer palavra mal dita, ao menor gesto mal feito, tudo poderá ir para os ares.
Como será, conviver com essa tensão sob você, o tempo todo?
Como será, conviver com uma pessoa da qual você não sabe quando irá explodir?
Pensando assim, entre explodir e perder todas as coisas/pessoas que amo, a melhor saída é relevar.
Conforme se vai relevando, as coisas já não lhe parecem mais tão dignas de explosão, quanto antes. Agir pausadamente, pensar, observar os atos cometidos.
Tudo isso é necessário, e agora, é também feito.
Para que levar tudo tão a sério, se ao final das coisas, tudo será como antes? Explodir nunca foi a solução, nunca mudou nenhum acontecimento, ao contrário, piorou a situação.
Hoje eu vejo isso, tudo está mais claro agora, tudo está mais calmo.
Não que seja uma atitude fácil, para quem explodia no mínimo 5 vezes ao dia, para quem não aceitava brincadeiras, para quem estava acostumada a brigar por qualquer coisa.
Mas é necessário, e não só por/pelos outros, mas também por mim.
E assim as coisas serão agora, auto controle preciso, até a calmaria se tornar hábito.

sábado, 1 de maio de 2010

?

Que tipo de pessoa eu sou, para que mesmo me amando, você vá embora e me deixe aqui?
Que tipo de pessoa eu sou, que mesmo a pessoa me amando, não consegue/quer, ficar comigo?
Pessoas boas são sempre rodeadas de pessoas que as amam...