eu precisava acreditar em algo, mas já não havia nada para crer.
decidi fingir que as coisas são/estão fáceis, mesmo sabendo que daqui a pouco tudo irá cair em ruínas.
a capacidade de auto-destruição humana é algo absurdamente assustadora, e descobrir que podemos nos tornar algo tão sem emoções e doçura, é uma vantagem. todos que andarem por onde eu andei, se tornaram assim, está mais do que comprovado.
o desespero aparecerá, mas já não tão frequente e incontrolável como antes; a saudade e a necessidade de algo também surgirão ás vezes, mas agora, elas irão embora como se fossem estranhos, sem deixar marcas.
não há motivos para se apegar a nada, quanto mais solidão, menos sofrimento. tudo será arrancado de ti a qualquer momento, indepêndente de qualquer coisa, iremos sempre perder tudo e todos.
sorrir se torna ato involuntário e programado, como um robô. já não existem mais motivos sinceros para que eles apareçam, apenas a obrigação de mostrar algo irreal. e aos poucos iremos envelhecer... solitários, programados, ríspidos...
até o final chegar e ninguém perceber que a jornada acabou, pois os sentimentos existentes, si existentes, dormem escondidos atrás das muralhas construídas.
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