Foi como um tapa na cara. Ninguém gosta de ouvir a verdade, por mais que já á conheça de todos os ângulos.
E ouvir de alguém totalmente desconhecido, torna as coisas ainda mais difíceis. Ouvir de alguém que você nunca viu na vida, que as pessoas que a tua volta estão, nada mais querem do que vantagens e nada mais fazem que se aproveitar das tuas bondades e belezas, não é nada agradável.
A verdade nunca é conveniente, e sempre faz a gente chorar, por mais que a conheçamos. Eu nunca me senti ofendida ou atingida por ela, mas dessa vez a coisa foi mais fundo, pegou no meu ponto fraco.
Mas a pergunta é, como ela sabia de tudo aquilo? Como ela pode me descrever tão rapidamente e tão precisamente, sem nunca ter se quer colocado os olhos em mim? Essas coisas me assustam.
Mas ao mesmo tempo que foi assustador, foi a maneira mais clara e precisa de perceber, que as coisas não estão nada bem, mas que eu posso ter pequenos momentos de bem-estar, nem que seja com pessoas que eu nunca tenha visto na vida. Talvez seja com elas que eu deva ficar agora.
Tapas na cara ás vezes são necessários, para que nós aprendamos a lidar com as situações. E para perceber que chorar não é nada relevante, que chorar não resolve nada.
Por mais que muitos me rejeitem, sempre existirão aqueles que me acolherão. E pelo que eu sou, não pelo que eu aparento ser.
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