quinta-feira, 31 de março de 2011

is love, only love...

Eram sete da manhã e eu estava sempre de mau humor, mas ela não ligava.
Eram sete da noite e eu estava sempre de mau humor, mas ela também não ligava.
Foram dois meses, passaram- se dois anos.
Cinco, seis, sete, dez anos e ela lá. Não se importando...
Ás vezes mais importante que um grande amor, é uma grande amizade.
Não importa quantos dias e quantas horas ela me aturava de mau humor. Não era importante quantas vezes ela estava me irritando e não saia comigo porque tinha um grande amor e uma grande amizade.
Aprendi a compartilhar. Dividir não! Ela é minha!
Mas compartilho, empresto, deixo passar, finjo que não vi e passa...
É amor desde a hora que acorda com a cara toda borrada de maquiagem até a hora em que ela dá um fora por você no carinha do ônibus da faculdade.
É amor pegando o ônibus errado porque saiu mais cedo da aula e foi no supermercado comprar bebida.
Amor desde o segundo em que ela chega e te conta que estavam falando de você no banheiro e ela não achou certo.
É amor quando eu chego e digo que não gostei, amor quando eu ligo e digo que estou com saudades mesmo tendo falado com ela a poucos minutos atrás.
É amor quando eu simplesmente penso, falo, olho pra ela....
Grandes amores nem sempre são tão bonitos quanto grandes amizades.
Estão ai os contos de fadas Disney para nos mostrar isso. Nada seria a Branca de Neve sem os anões. Bela jamais teria suportado a Fera sem os objetos e móveis animados do castelo. Cinderela nunca teria ido a festa do príncipe sem a fada madrinha e Ariel não chegaria ao barco se não fosse Linguado e Sebastião ao seu lado.
Eu jamais teria chegado até aqui se não fosse ela. Só ela que consegue ser mãe, amiga e filha ao mesmo tempo. Só ela.
Tão ela...

domingo, 27 de março de 2011

e se eu estiver errada...

Eu fico realmente triste, sabe?
Não porque eu não posso suportar, mas porque eu não queria ter que suportar certas coisas.
Tenho tanta saudades de quando eu era apenas uma menina, em um apartamento, que estava sempre sozinha. Se não sempre, na maioria das vezes.
Me relacionar com as pessoas me estragou a saúde.
Com todas as pessoas, desde as da família até aquelas que um dia eu cheguei a chamar de amigas. E olha que eu sempre soube o quão errado isso era. Principalmente por ter um sexto sentido, digamos assim, muito forte. Não adianta forçar, mas eu forcei.
Detesto quando eu machuco as pessoas, mesmo que elas tenham me machucado demais, já. Acho errado, porque não gosto de fazer com os outros o que não quero para mim. Mas nem sempre é possível fazer as coisas todas da maneira certa.
Sei que tenho todos os defeitos possíveis, e os admito, mas a coisa que eu mais queria era que as pessoas não me julgassem por eles, ou que me entendessem. Ninguém erra porque quer e sim porque é leigo demais, ou então ingênuo. Eu pelo menos, nunca errei porque quis, sempre porque confiei demais ou porque desconfiei demais.
Infelizmente a gente nasce com a triste sina de amar alguém. Nascemos também com o fardo do tempo, que mesmo que passe, não apaga jamais certas coisas. E depois que passa, não temos mais como consertar.
Eu queria tanto apagar certas coisas da minha vida. Vontade de arrancar o coração, o cérebro e lavar os dois, até tudo ficar branco e limpo, novo...
Não porque eu não posso suportar, apenas porque não quero suportar.
Acho desnecessário viver sofrendo e me lamentando por certas coisas que eu sei que sempre vão ser assim. Eu tenho todas as provas de que preciso para ter essa certeza, não vai mudar. Isso me deixa furiosa.
Instinto de competição, medo de ser taxada como fraca, como covarde.
Se bem que ultimamente tenho ouvido tantas coisas que sei que não sou, que acho que não ligaria se mais essas coisas fossem listadas, agora.
Mas de qualquer forma, não quero. Não sou assim e não vou ficar me explicando.
Prometi que seria diferente mas o maldito tempo ou sei lá o que, destino, caminho de Deus, rs, fez com que eu não cumprisse essa minha promessa. Não ia deixar esse ano ser dessa maneira, ser triste, mas eu infelizmente comecei sendo feliz. Já diziam: felicidade de pobre dura pouco, rs.
E o maldito do tempo só me esmaga mais e mais.
Minha única vontade é de sumir, simplesmente desaparecer da vida de todo mundo e da minha também. Não entendam como suicídio, sou covarde demais para isso e inteligente demais, também. Mas é isso que eu tenho vontade, de começar uma vida nova. Nome novo, cidade nova.. Quem sabe um dia eu não suma daqui.
Até porque, eu odeio tanto esse lugar e essas pessoas, que nada me segura mais, a não ser a minha mãe e a minha irmã.
Esgotou, sabe? Sempre esgota e eu nunca faço nada a respeito disso, apenas sento aqui e fico reclamando, até porque tenho medo de mudanças drásticas. Não sei lidar com certos sentimentos que eu tenho e isso me dá medo. Outro sentimento que eu temo.
Mas é assim, não porque eu não posso suportar, mas porque eu não quero suportar. Mesmo sabendo que muitas vezes eu mereço isso mais que muitas outras coisas boas. Mas não quero, já aprendi.
Queria tanto poder voltar no começo do ano. Eu estava indo tão bem. Longe de tudo e perto de algum lugar bem melhor. Mas não, eu não sei viver assim.
Preciso estragar tudo para ficar me lamentando depois.

segunda-feira, 14 de março de 2011

and not take it back.

Chega um ponto, um momento em que você olha pra trás e pensa: 'o que foi feito da minha vida?' Claro, tão mais fácil pensar que as coisas mudaram e por isso está tudo péssimo. Mas na maioria das vezes, a maior verdade é que quem mudou foi você, quem estragou ou melhorou as coisas foi você.
Eu mudei tanto e estraguei tanto a minha vida, por ser ridiculamente infantil e ingenua pra certas coisas, que chego a morrer de ódio de mim mesma.
Quantas vezes eu deveria me calar e gritei, quantas vezes deveria gritar e calei... Deveria tanto, mas tanto não perdoar e perdoei e principalmente não voltar atrás e voltei.
Ai, que boa parte dos meus últimos anos eu tenho passado chorando. Chorando porque errei, chorando porque fiz e não queria fazer, chorando porque tenho que fazer.
Eu odeio ter que abrir mão das coisas, pode ser qualquer coisa, odeio sair perdendo, digamos assim.
Mas esses últimos tempos eu não me reconheço. Largo tudo, abro mão de qualquer coisa, apenas por sentir vontade. Toda aquela vontade de lutar, de aprender e de conseguir, se foram, assim, como a minha vontade de viver, de superar.
Vira e mexe eu sinto que me falta algo e quando paro pra pensar, descubro que falta sim, falta mais de mim em mim mesma, falta mais da minha risada espontânea, mais das minhas lágrimas de cansaço por coisas mundanas, mais da minha vontade de viver.
Meus amigos não me satisfazem mais, minha família se resumiu a nada - até porque melhor um nada gigante do que um grande circo de horrores, onde um está sempre competindo com o outro e todos sempre querendo deixar um mal.
Meus amores são preto e branco, minhas vontades são mornas, meus sonhos rabiscados.
Sinto como se minha vida tivesse sido erradamente editada e eu humanamente reinventada, e estragado tudo o que poderia ser bom e gratificante, e transformado em magoa.
E todos esses fatos me dão uma resposta assustadora para a minha pergunta. 'foi-se feito algo ruim, foi-se deixado para trás tudo. eu simplesmente estraguei tudo e não tenho como voltar no tempo para consertar.'

quinta-feira, 10 de março de 2011

pois é, meu bem.

Coração vazio, cabeça cheia.
Como as coisas mudam, não, meu bem?
Foram palavras, gestos...
Um mundo que tinha que ser, que foi, mas que ficou para trás.
Olhos vidrados, coração apertado, mente martelando e pernas tremendo.
São muitos efeitos colaterais ainda.
Pior que ás drogas é a droga do coração.
É sempre aquele susto, aquela insegurança.
Pra que tanta possessividade com ás águas da chuva que passou, molhou e deixou apenas o frio?
Confiança sai de cena, olha ali aquela morena.
Calma coração, não pula agora não.
-Sorria, sorria!
Gritava a razão, mas não queria, não dava não.
A chuva passou, o frio ficou, os olhos continuam vidrados...
Parece que tem gente mexendo com os caminhos, sempre um encontrando com o outro, não é, meu bem?
Não tem ninguém para fazer isso parar.
A cabeça roda, o coração chora e os olhos vidrados são apenas um quadro de toda a solidão.
Do tempo, do vento, do momento de colisão.
Admitir dói o coração, dói mais não saber dizer não.
Pois é, meu bem, as coisas nunca ficarão bem.

quinta-feira, 3 de março de 2011

but today I want...

Hoje quero uma casa e um filho. Um cachorro e um quintal.
Quero um amor, café na cama.
Quero sorrisos, carinhos, caricias de amor durante a noite.
Preciso de palavras, de ouvintes, daqueles lábios.
Hoje eu necessito daqueles olhos, do brilho das estrelas e de um sentimento bom.
Desejo crianças correndo, o frio na barriga e a certeza de um amor.
Amor mutuo, eu amo, ele ama, nos amamos.
Meus móveis, minha decoração, meu jeito estampado em cada parede.
Quero rir até a barriga doer, chorar até adormecer, gritar até enrouquecer, quebrar até não sobrar mais nada.
Preciso me sentir livre, me sentir segura.
Quero um abraço de adeus, um abraço de volta e um abraço de estou aqui e sempre estarei.
Preciso de tão pouco e quero tanto.
São as coisas que vão se tornando difíceis demais e eu que vou desejando de menos.
Pensamentos tolos, nunca me levarão para frente, eu sei.
Mas hoje eu quero um amor, um café e uma cama.