quinta-feira, 10 de março de 2011

pois é, meu bem.

Coração vazio, cabeça cheia.
Como as coisas mudam, não, meu bem?
Foram palavras, gestos...
Um mundo que tinha que ser, que foi, mas que ficou para trás.
Olhos vidrados, coração apertado, mente martelando e pernas tremendo.
São muitos efeitos colaterais ainda.
Pior que ás drogas é a droga do coração.
É sempre aquele susto, aquela insegurança.
Pra que tanta possessividade com ás águas da chuva que passou, molhou e deixou apenas o frio?
Confiança sai de cena, olha ali aquela morena.
Calma coração, não pula agora não.
-Sorria, sorria!
Gritava a razão, mas não queria, não dava não.
A chuva passou, o frio ficou, os olhos continuam vidrados...
Parece que tem gente mexendo com os caminhos, sempre um encontrando com o outro, não é, meu bem?
Não tem ninguém para fazer isso parar.
A cabeça roda, o coração chora e os olhos vidrados são apenas um quadro de toda a solidão.
Do tempo, do vento, do momento de colisão.
Admitir dói o coração, dói mais não saber dizer não.
Pois é, meu bem, as coisas nunca ficarão bem.

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