segunda-feira, 27 de junho de 2011

poems, flowers and chocolate liquor. but why not sonnets?

Por que não poemas?
Talvez poemas, flores e bombons de licor.
Não, não. Não gosto de bombons de licor.
É disso que estou falando, sabe? Poder escolher.
O incomodo parece que nunca vai passar mas chega uma hora que as pessoas precisam se acostumar.
Rimei passar com acostumar. Será que na vida dá certo, também?
Passar ou acostumar? Qual será mais fácil e reconfortante?
Por que a vida insiste em forçar tudo ao redor, sendo que ficaria mais fácil se fosse livre?
Liberdade não rima com vazio, mas se realmente prestarmos atenção, caminham lado a lado. O vazio da medo, já reparou? Por ser uma experiência tão relativa...
Uma vaga vazia no centro da cidade quando se está atrasado e precisando muito estacionar, é uma coisa ótima.
Uma geladeira vazia quando se tem fome é uma coisa desesperadora.
É disso que estou falando. Tem-se a liberdade de escolha, mas junto com ela está o vazio.
Nem sempre a vida da escolhas. Muitas vezes ela só impõe e pronto. Você que se vire.
Mas porquê não flores, né?!
Pena que elas murcham e morrem e não duram muito.
Flores duram o tempo exato para uma declaração ou um pedido de desculpas. Duram o tempo exato de duração de uma declaração ou pedido de desculpas. A tempo delas murcharem e morrerem, muita coisa passou e novas declarações e desculpas já devem ser merecidas novamente.
Poemas são eternos. Bombons não, são comestíveis.
Poemas também, comestíveis. Como-os com os olhos, com o cérebro, com o coração e deliciamos a alma.
Poemas fazem bem aos ouvidos e nem precisam ser de amores correspondidos. Podem ser de desilusões tristes e cortantes. Eles alimentam o que há de puro.
Mas por que não sonetos?

domingo, 12 de junho de 2011

mais alguns passos.

Me sinto um pouco Summer Roberts nesse momento. Preciso dar passinhos de bebê, enquanto aprendo a não uivar para a lua.
Não foi tempo perdido, pelo contrário, foi o maior tempo ganho da minha vida, aprendi muita coisa com os lobos.
Sempre tive consciência de onde estava me enfiando e mesmo assim quis continuar, mas chega uma hora na vida, que poder respirar e ser você mesma sem cobranças e sem medo se irá chatear a outra pessoa, é mais importante do que o orgulho de não admitir que aquele caminho não estava dando certo.
A grande realidade é que nunca quis deixar ir embora uma coisa que me fez bem. Tinha medo, como toda pessoa de carne e osso, de nunca mais sentir aquilo e realmente nunca mais sentirei, a não ser em minhas lembranças. Mas não sentirei porque não tem como, foram momentos e sentimentos únicos que eu nem quero tê-los novamente, sem ser naquele tempo e espaço e com aquela pessoa.
Não estou repassando nada, também. O que eu senti não foi transferido, continua aqui comigo, mas com uma cabeça menos medrosa.
Claro que não será do dia para a noite que tudo ficara menos dolorido, como não foi do dia para a noite que as coisas se tornaram mais claras e maduras para mim. Mas foi preciso. Eu precisei me deixar ir, para poder me ter de volta, só para mim, sem neuras e medos e receios.
A melhor coisa é poder me olhar no espelho e não pensar que não posso fazer isso ou aquilo, porque podem não gostar e isso irá gerar um conflito não desejado. É tudo tranquilo agora, como era no começo, mas que aos poucos foi se tornando em algo massacrante e meio triste.
Esse é o ponto certo para poder voltar para mim e ter tudo o que sempre tive, inclusive esses sentimentos que me fazem tão bem, mas de uma maneira realmente saudável.
Por enquanto, estou me deixando ir, de vagar, com passinhos de bebê e me escorando pelas paredes... Espero conseguir ir de bicicleta daqui a algum tempo, de carro depois, correndo um dia, quem sabe?
Mas agora, só poder pensar e não chorar e não ficar pensando mil maneiras de sentir coisas que não me cabem mais, já é algo que me deixa leve. E ver as pessoas que gostam de mim, felizes, por poderem me ver dando esses passos, é mais leve ainda.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nazaré Tedesco que se esconda.

Na verdade, na verdade, eu nunca esperei mais do que educação.
Talvez um pouquinho de consideração por tudo o que se foi vivido e presenciado.
Não mais que isso, não menos que isso. A medida certa.
Sempre soube que quando se dá muito pouco se recebe e quando se fala o que quer, corre-se o risco de ser mal interpretado e passar por coisas que não quer.
Mas fazer o quê? Eu escolhi viver como eu sou e não como querem que eu seja.
Não preciso de reuniões e nem de opiniões para saber o que sou, o que quero e o que gosto. Nunca precisei de ninguém concordando comigo, para eu declarar abertamente se gosto ou não de algo.
Questão de personalidade, sabe?
As pessoas são tão hipócritas. Todas elas e em partes me incluo a esse grupo.
Mas de uma coisa eu sei, sempre valorizei e considerei neguinho que correu ao meu lado no fácil e no difícil, no bonito e no feio, na hora de rir e na hora de reclamar.
Só que ai, a gente sempre acha que pode confiar, pode falar, pode fazer e acontecer que vão entender, vão compreender e não julgar. E é só olhar para o lado que toma aquele susto. Ninguém aceita se não for padrão.
Odeio padrões.
Ai neguinho faz cagada e pá, ao invés de assumir, 'errei mesmo, desculpa ou foda-se', não, vem com desculpinha e com virada de jogo. Não é assim que as coisas andam para o meu lado.
Já fui otária demais, hoje, não tão mais.
Claro, existem poucos e bons que sempre serão perdoados, mas não abusa, você não sabe se faz parte desse clube.
Acho incrível a ideia que fazem de sinceridade e opinião. É que nem comer, neginho ama comer, mas não gosta de ser comido, rs.
E pelo que andam falando, Branca Letícia que se cuide, eu vou desbancar até Nazaré Tedesco.