domingo, 12 de junho de 2011

mais alguns passos.

Me sinto um pouco Summer Roberts nesse momento. Preciso dar passinhos de bebê, enquanto aprendo a não uivar para a lua.
Não foi tempo perdido, pelo contrário, foi o maior tempo ganho da minha vida, aprendi muita coisa com os lobos.
Sempre tive consciência de onde estava me enfiando e mesmo assim quis continuar, mas chega uma hora na vida, que poder respirar e ser você mesma sem cobranças e sem medo se irá chatear a outra pessoa, é mais importante do que o orgulho de não admitir que aquele caminho não estava dando certo.
A grande realidade é que nunca quis deixar ir embora uma coisa que me fez bem. Tinha medo, como toda pessoa de carne e osso, de nunca mais sentir aquilo e realmente nunca mais sentirei, a não ser em minhas lembranças. Mas não sentirei porque não tem como, foram momentos e sentimentos únicos que eu nem quero tê-los novamente, sem ser naquele tempo e espaço e com aquela pessoa.
Não estou repassando nada, também. O que eu senti não foi transferido, continua aqui comigo, mas com uma cabeça menos medrosa.
Claro que não será do dia para a noite que tudo ficara menos dolorido, como não foi do dia para a noite que as coisas se tornaram mais claras e maduras para mim. Mas foi preciso. Eu precisei me deixar ir, para poder me ter de volta, só para mim, sem neuras e medos e receios.
A melhor coisa é poder me olhar no espelho e não pensar que não posso fazer isso ou aquilo, porque podem não gostar e isso irá gerar um conflito não desejado. É tudo tranquilo agora, como era no começo, mas que aos poucos foi se tornando em algo massacrante e meio triste.
Esse é o ponto certo para poder voltar para mim e ter tudo o que sempre tive, inclusive esses sentimentos que me fazem tão bem, mas de uma maneira realmente saudável.
Por enquanto, estou me deixando ir, de vagar, com passinhos de bebê e me escorando pelas paredes... Espero conseguir ir de bicicleta daqui a algum tempo, de carro depois, correndo um dia, quem sabe?
Mas agora, só poder pensar e não chorar e não ficar pensando mil maneiras de sentir coisas que não me cabem mais, já é algo que me deixa leve. E ver as pessoas que gostam de mim, felizes, por poderem me ver dando esses passos, é mais leve ainda.

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