Não curto.
Não é nem pelo fato de o Natal ser um ritual religioso e eu não acreditar nessas coisas, ou por ser uma data que, necessariamente, temos que passar com familiares.
É pela hipocrisia de todos os atos.
As pessoas passam o ano todo pouco se importando com seus atos mesquinhos e egoístas, não ligam para a família, não fazem caridade e muito menos vão a igreja ou espalham o bem.
E aí, uma semana antes da noite de véspera de Natal, até dia 25 de dezembro, passam desejando energias positivas, cobrando atitudes e palavras bonitas... O tão conhecido 'espírito de Natal'.
Lamento, mas meu espírito é de porco o ano todo, não vai ser nesses dias que irá mudar.
Me encanto sim, com toda a beleza das decorações, com a inocência das crianças todas felizes e realmente desejando que todos tenham o melhor. A 'magia do Natal' me encanta, apenas.
Gosto do ritual de montar à árvore no dia do aniversário da minha irmã, com ela e minha mãe, de escolher os presentes para as pessoas que amo e do almoço do dia 25, com as duas. Mas só.
Quando eu era pequena, o que mais me encantava, era a mesa enorme da casa da minha avó, com todas as minhas primas ao redor e meu avô sentado na ponta. Cresci, minhas primas cresceram, meu avô descansou...
E me restou apenas o encantamento pelas decorações e pequenos e poucos rituais com minha pequena família.
Esse ano foi importante, pude, enfim, passar com a minha avó, depois de longos quatro anos.
Prometi que aproveitarei cada segundo que puder ao lado dela, cada ocasião que me for permitida e cada ritual antigo que tiver a oportunidade de resgatar.
Não desejo 'Feliz Natal' há ninguém, não fico triste se não me desejarem, mas recebi uma mensagem simples, que realmente me fez feliz. Sem falsidade, sem forçar a barra, sem tentar ser o que não é.
Esse ano, foi para mim, apenas simplicidade e carinho recíproco.
A magia do Natal me encantou mais esse ano.