Cresci, apareci e incomodei.
Me mandaram sentar e esperar.
Esperei com paciência, mas nada tem um prazo certo.
Devo ainda estar esperando e nem ao menos sei o quê.
Diziam sempre pra eu me comportar, dessa eu desisti.
Estudar, crescer, aprender, esperar, me comportar.
Bah, quanta coisa. Joguei tudo para o ar.
E é aí que está, jogue fórmulas fora, siga outras poucas...
Faça as suas próprias.
Meus antibióticos venceram, meus calmantes me deixaram nervosa.
A vida viveu e se confundiu. Vivenciou e guardou pra si.
Escondeu, partiu, se quebrou.
Na mania de fazer tudo certo, veio tudo errado.
Meu quebra-cabeças faltou peças, não tenho como terminar.
Era pra ser mais fácil, para as expectativas serem supridas e os planos confirmados positivamente.
Relaxar, me divertir. Crescer, aparecer, esperar...
Não cabe tudo não.
Tudo não passa de um curto espaço, sem tempo de respiração.
Com apenas um piscar de olhos as coisas correm e mudam de lugar e não tem mais solução.
Pois é, cadê os planos que estavam aqui?
Caídos no chão, à muito já não me servem mais.
Ouvi dizer que era pra ser, que os sonhos não escorreriam das minhas mãos.
Enganos cometidos, um ano vivido, agora caído no chão.
Olhar atento, corre contra o vento,
Pensando ser essa a direção.
Acalma as mãos, aquece o coração.
Silêncio.
Me mandaram crescer e aparecer.
Cresci.
Não me disseram que para aparecer precisava passar por tanto.
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