Não acredito em Deus, nem em céu e inferno, nem em casamento, para sempres, amor eterno...
Raramente acredito em mim. Raramente sinto medo. Raramente sinto algo verdadeiro.
Normalmente as situações vêm a mim como um turbilhão, como ondas querendo me engolir e eu não sinto nada, a não ser a necessidade de nadar e me desvencilhar delas.
Quando a dor é muito grande, chega um ponto em que nosso cérebro se desliga e ficamos anestesiados.
Pobre menina sofrida, rs.
Um dia eu estava lá, no pátio, em pé em frente a porta da diretoria, discutindo com as três melhores amigas, quais roupas seriam usadas para o festival de dança de Educação Física, mas no segundo seguinte, me vi sendo jogada em um mundo do qual eu não estava pronta para viver.
Aliás, suspeito eu, que nenhum ser humano está pronto para viver, amadurecer e ser responsável. Duvido muito que qualquer pessoa, mesmo vivendo esse mundo, esteja pronta, preparada.
Feche os olhos, e a dor passa.
Pessoas são instáveis e imprevisíveis, por mais conhecidas e calmas que possam ser ou parecer ser.
Nunca se conhece verdadeiramente o outro, lá no fundo, nem mesmo nós mesmos nos conhecemos de verdade.
Não passamos de um monte de massa, que faz não sei o que, não sei para quê, não sei onde e muito menos por onde ou para aonde.
Somos passagem, somos apenas isso.
Rasos.
Nada é em vão na vida, tudo serve para nos guiar. Não sei para onde, ou porquê, mas viver é bom.
Na maioria das vezes é um saco. Mas é bom.
Não acredito em nada, nem mesmo em mim. Não confio nas pessoas, não acho a vida linda e não paro para admirar o dia ou a noite, com frequência.
Isso não me torna menos humana.
O meu egoísmo é exatamente o que me faz humana. É o sentimento mais nobre que eu consigo ter.
Pessoas machucam.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
run.
Era tarde da noite. Na verdade não tão tarde, mas bem noite, daquelas que se apagar as luzes, nada pode ver.
Estava ali sentada, meio deitada, meio não estando ali de verdade.
Algo consumia todos os seus pensamentos, todas as suas vontades e todos os comandos de seus ossos e músculos.
Queria tanto sair correndo, mas só conseguia estar ali, sem estar realmente ali.
Foi quando não sabe onde, como e nem porquê, levantou-se e seguiu aquele caminho que não era o certo, mas era o que precisava seguir.
Sem saber onde estava indo, onde iria parar e como as coisas sairiam. Simplesmente se foi.
Já era mais tarde do que noite, e se pegou parada em um novo lugar. Sentada, quase deitada, mas dessa vez, estando ali de verdade.
Era ali que precisava estar, era aquilo que precisava ver e sentia falta de sentir aquilo.
Esmagava-lhe a garganta, o peito, fazia os olhos arder. Era como estar infartando, o corpo todo tremendo, mas era aquilo que motivava.
Os laços nunca são laços de verdade, se não estão verdadeiramente amarrados, que chegam a prender a circulação, fazendo-lhe sufocar.
Corpos doloridos, olhos de ressaca, quase podia entender Capitu.
Como ser fiel a um desejo que nem mesmo o próprio desejo é capaz de entender?
Em meio a todos esses meios, estava ali, mais noite do que tarde, novamente, já não estando ali, agora sentada, não meio deitada, se apressando para levantar e correr.
Todos os sonhos sufocados pelo laço, todos os caminhos sem direção.
Como entender quando não há consenso entre sentimento e razão?
Amanheceu, levantou e viveu.
Estava ali sentada, meio deitada, meio não estando ali de verdade.
Algo consumia todos os seus pensamentos, todas as suas vontades e todos os comandos de seus ossos e músculos.
Queria tanto sair correndo, mas só conseguia estar ali, sem estar realmente ali.
Foi quando não sabe onde, como e nem porquê, levantou-se e seguiu aquele caminho que não era o certo, mas era o que precisava seguir.
Sem saber onde estava indo, onde iria parar e como as coisas sairiam. Simplesmente se foi.
Já era mais tarde do que noite, e se pegou parada em um novo lugar. Sentada, quase deitada, mas dessa vez, estando ali de verdade.
Era ali que precisava estar, era aquilo que precisava ver e sentia falta de sentir aquilo.
Esmagava-lhe a garganta, o peito, fazia os olhos arder. Era como estar infartando, o corpo todo tremendo, mas era aquilo que motivava.
Os laços nunca são laços de verdade, se não estão verdadeiramente amarrados, que chegam a prender a circulação, fazendo-lhe sufocar.
Corpos doloridos, olhos de ressaca, quase podia entender Capitu.
Como ser fiel a um desejo que nem mesmo o próprio desejo é capaz de entender?
Em meio a todos esses meios, estava ali, mais noite do que tarde, novamente, já não estando ali, agora sentada, não meio deitada, se apressando para levantar e correr.
Todos os sonhos sufocados pelo laço, todos os caminhos sem direção.
Como entender quando não há consenso entre sentimento e razão?
Amanheceu, levantou e viveu.
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