segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Without Any Explanation.

A irracionalidade de raciocinar em momentos impróprios, me torna uma pessoa fraca.
A fraqueza nem sempre é um defeito, mas para mim nunca foi qualidade. Pessoas fracas acabam perdendo e deixando acontecer, tudo aquilo que elas mais temem. Pessoas medrosas, transformam teus medos em realidade e se afundam.
Destino para mim é irreal, assim como o amor. Cada um colhe aquilo que planta, não tem essa de estar escrito. O amor é só mais uma dessas coisas que criamos e acabamos sendo movidos por ela. Não que eu não creia no amor, pelo contrário, mas o acho irreal. É irreal imaginar que nós, meros seres humanos, nos deixemos ser domados por qualquer pessoa. É irracional ser dependente de outras pessoa até mesmo para respirar. Entregar a felicidade que pertence a nós, a outra pessoa e fazer da história dela a nossa. Mas isso realmente acontece. Eu por muitas vezes desejei não me apaixonar por ele. Muitas vezes desejei esquecer tudo e deixar passar. Mas como deixar a nossa razão de viver ir embora? Com ela, vai também a nossa essência.
O amor da minha vida é a pessoa mais louca que eu já pude conhecer. Eu descobri que a coisa que eu mais amo, é uma pessoa completamente o contrário de mim, e dei a ele, todo poder sobre mim. Mesmo ele não sabendo cuidar nem dele mesmo, sozinho.
A paciência é uma virtude, mas eu não a possuo. A coisa mais difícil para mim é manter a calma, é ser paciente e saber aguardar o momento certo para agir. Isso me deixa com medo de fazer algo errado, e tudo sempre acaba afundando por conta do medo.
Eu desejo força, para saber agir, eu preciso de coragem para dizer novamente 'eu te amo'.Pois eu daria tudo para ter ele feliz, para ter ele ao meu lado. E por muitas vezes eu desejo ele longe de mim, eu desejo não deseja-lo.
Ai está a complexidade e a irracionalidade da razão. Como se pode querer e ao mesmo tempo não querer a coisa mais importante da tua vida?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Christmas, New Year and blábláblá...

Confesso que eu odeio essa época. Sim, podem me matar os conservadores do espírito natalino, aqueles que veneram o ano novo. Não gosto e ponto.
Mas confesso também que mexem comigo. E esse ano está mexendo muito mais do que o normal.
O natal é uma coisa que se tornou tão banal ao meu ver. Quando eu era menor era tudo diferente. Eu não esperava por presente, eu esperava o momento de ver meu avô vestido de Papai Noel e os fogos de artifício que meus tios soltavam a meia noite.
Hoje em dia eu não vejo a hora de ter que ir embora. Não há mais Papai Noel, não há mais fogos de artifício. Tudo é tão frio. Acho que na realidade o espírito natalino mudou em casa.
Não tenho mais meu avô, não falo mais com o meu pai... Coisas a parte...
Ano Novo também, eu sempre esperava com ansiedade. Viajava para a praia com toda a família, íamos ver os fogos na areia, pulávamos as 'sete ondinhas'... Tradições.
Hoje em dia nem viajar mais nós vamos. Se tornou um dia como outro qualquer em que eu desejo dormir e acordar no dia seguinte sem participar de nada.
Talvez seja por isso o meu ódio mortal por finais de ano. Minha mãe também nunca gostou.
Com ela a decepção foi a mesma que a que eu tive. Talvez a culpa seja da minha família. Mas eu não os culpo. Eu não gosto e ponto.
Mas esse final de ano veio seguido de medos, angustias e avareza, mais do que os outros. Por um ponto, eu não queria que ele chegasse nunca mais.
Por pior que tenha sido o meu ano, eu não quero que ele acabei.
Esse ano foi péssimo, mas as coisas boas que aconteceram nele foram tão boas que eu tenho medo de perde-las ano que vem.
As amizades que eu fiz esse ano foram as mais perfeitas, as pessoas que por mim passaram foram de tamanha importância...
Eu amei ouvir tudo o que eu ouvi de algumas pessoas esse ano, que eu sou diferente do que falam, que eu sou uma pessoa boa. As vezes eu preciso disso, porque até eu me acho uma pessoa ruim. Ouvir que não mereço sofrimento me faz bem. Ouvir que eu sou especial pra alguém também.
E finais como eu já disse no post a baixo, são tão irritantes para mim.
E lá vem mais um natal, sorria, tire fotos e reze para tudo acabar rápido. Nada nunca será como antes. Uma pena.
Mais um ano novo. Se vista de branco, sorria e encha a cara. Nada mudará no dia seguinte a não ser que ao invés de colocar 31/12/2009 você irá colocar 01/01/2010.
Números, apenas números.
Visão pessimista? Pra mim é a parte realista de tudo.
Mas no outro ano todos estão cheios de promessas de serem melhores, de fazerem tudo de maneira diferente do que fizeram. Vida nova, esse é o lema.
Pra que tanta enganação? Todos continuaram a fazer as mesmas coisas, a cometerem os mesmos erros. E eu não acho errado. Todos somos humanos e querendo ou não, aprendemos errando.
Ano que vem me da medo. Medo do que vai acontecer, do que pode estar acabando junto com esse ano, do que eu terei que enfrentar.
Último ano no colégio, vestibular, amizades, distancia. Isso tudo me assusta.
Mas estou pronta, mesmo não querendo.
Que venham as festas, o espírito natalino e a irritação do ano novo.!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

The End.

Nunca acreditei que uma coisa durasse para sempre, mas algumas coisas eu sempre desejei que durassem...
É tão doloroso para mim, ver qualquer coisa chegando ao fim. Mesmo que não seja uma coisa minha/comigo. Me sinto mal mesmo assim.
Eu queria fazer mais do que eu já faço, não deixar que nada acabasse. Mas é tudo tão complicado.
Eu me irrito com as complicações que existem. Na verdade eu me irrito com muitas coisas.
Me irrito com a maneira que as pessoas falam, com o pouco caso que fazem com os sentimentos alheios. Me irrito com falsas promessas, tentativas desesperadas de cessar a dor. Me irrito com gente idiota, com tentativas frustradas de ser o que não é.
Me irrito quando as pessoas tentam se enganar e mais ainda quando tentam enganar as outras pessoas ao seu redor.
É mais fácil eu fazer uma lista do que não me irrita. (?)
Mas o que mais me irrita são os finais. Final de um filme, final de uma amizade, final de um namoro... Finais me irritam principalmente quando não são reais.
Ou quando não queremos que eles sejam reais.
Porque algo tem que terminar? Quem foi que inventou que tudo o que sobe desce, tudo o que vai volta, tudo que começa um dia acaba?
Isso não é certo, isso me irrita.
Me irrita saber que eu não posso lutar contra isso, que eu não posso fazer nada além de sentar e ver tudo desmoronar, tudo acabar.
Ver o final do filme é triste, mas podemos coloca-lo novamente. Mas a história é a mesma e não é aquilo que queremos assistir.
Ver o fim da amizade é triste, mas podemos sempre dar um jeitinho e tolerar erros, sempre existe uma outra chance.
Ver o fim de um namoro é triste, mas se ainda existe amor, ainda há uma chance de tudo ficar bem.
Se tem um fim que eu não acredito, é o fim do amor. Amor que é amor nunca acaba. Ele pode até se transformar em um tipo de amor desconhecido, mas ele nunca se acaba.
Finais me irritam. Eu odeio os finais.
Final do ano, pior época. Medo do que está por vir, nostalgia pelo que se passou.
A partir de agora, como será? Um final sempre vem cheio de dúvidas e respostas e medos infundados e coisas que não queremos nas nossas vidas.
As vezes eu rezo para tudo ser para sempre. Mas se tudo fosse para sempre, a tristeza de uns nunca teria um fim. E esse é o lado bom do fim.
Nem tudo que é bom dura tempo o bastante, mas nem tudo que é ruim é para sempre.
Mas mesmo assim, eu continuo odiando os finais.
Coisa injusta esse tal de fim, faz a gente passar por tantas coisas.
Eu queria poder fazer mais, além de ter que sentar e ver tudo desmoronar.
Finais me irritam.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Senseless, Meaningless Things Simple.

Não vim aqui para falar de um assunto especificamente. Muitas coisas andam acontecendo e tudo está cada vez mais complicado e fora do lugar. Eu estou cada dia mais confusa, mais perdida.
Eu tenho todos os motivos do mundo para odiar muitas pessoas, mas eu não consigo ser assim.
Na verdade eu tenho tantos defeitos, sou tão rabugenta, estúpida, sem educação e muitas vezes eu pego pesado com tudo e principalmente com as palavras que eu sei que vão machucar, mas que também faram as pessoas pararem pra pensar nas coisas que estão acontecendo, no que elas estão fazendo. Não me orgulho disso. É, talvez me orgulhe sim, mas tanto faz.
Meu lado ruim não é nada ruim, é péssimo, mas penso que se a pessoa não consegue tolera-lo, conviver com ele, ela não merece conhecer o meu lado bom.
Hoje eu recebi um e-mail, que me fez chorar muito. Mas não de tristeza, pode até ser que seja um pouco de tristeza sim, mas a maior parte foi de alegria, de saudades.
Eu percebi o quanto as minhas amigas de infância me fazem falta, como elas são importantes para mim e o quanto o que eu mais desejo hoje, é voltar a ser criança, voltar para aquela época, onde era tudo tão complicado aos meu olhos, mas ao mesmo tempo tudo tão fácil.
Não tinham problemas que não tivessem solução, não existiam amores mal resolvidos e nem brigas com amigas por causa de atitudes que elas tomam por causa de namorados.
Era tudo tão... inexplicável.
Eu continuo aqui, vendo a minha história passando por minha mente várias e várias vezes, e a saudades continua apertando o meu peito e eu nada posso fazer.
Tenho tantas coisas na cabeça agora, nem estou me preocupando em ser coerente, mesmo porque não há coerência em mais nada aqui.
São problemas que não me pertencem, mas são tão meus, que chegam a sufocar. Essa ligação estranha que existe entre mim e o incerto, entre mim e os problemas dele. As vezes eu me perco em tantos sentimentos confusos e ando com medo das coisas que eu estou sentindo.
Tudo o que ele sente eu sinto também. Todas as angustias, os medos, as incertezas, os problemas, tudo. Nada me passa.
Eu queria que isso parasse, mas eu sou completamente dele. Só queria que ele também fosse completamente meu.
Sabe o que eu fiz? Uma carta com 16 páginas. Mais uma que nunca será entregue.
Cheguei até a pensar que não vale mais nada. Já está tudo errado mesmo, que continue. Mancadas e mais mancadas, erros e mais erros. Onde está o problema? Alguém pode me ajudar antes que eu fique louca?
Será que eu sou o problema? Eu gostaria de fazer tantas coisas, queria e poderia fazer tão mais do que eu fiz, mas não entendo porque não fiz.
Talvez seja porque não deixaram, mas eu tenho consciência de que muitas das vezes eu não fiz porque eu não queria. Por estar simplesmente desacreditada de tudo, tendo a certeza de que era perda de tempo me expor e me judiar mais. Burra, burra, burra.
Poderia ser tudo tão diferente...
Mas eu aprendi uma coisa, quem realmente quer, consegue.
Eu já fui tão longe com todas as coisas, com todas essas histórias, com toda essa minha teimosia. Não vai mudar em nada se eu parar agora, só me decepcionarei comigo mesma, por não dar o meu melhor. Eu não sou de desistir de nada e nem de voltar atrás nas minhas decisões. Pode não parecer, mas muitas coisas que eu escrevi aqui sobre ele, sobre desistir dele, nunca foram reais, eu nunca tivera de fato decidido aquilo. Era vontade, mas não decisão, não coragem.
E esses dias eu ando tão corajosa.
Segurando barras na família sem me desesperar, controlando a situação com ele. Desafiando aquela que se acha a melhor, mas na verdade é uma vagabunda.... Ando conseguindo me controlar também a respeito das mancadas, inúmeras e repetitivas mancadas que um certo alguém anda dando.
Eu estou cansada de tudo isso, mas já que eu cheguei até aqui, é muito tarde para desistir. Eu sou teimosa e cabeça dura demais para isso. Eu não quero isso.
Gosto da sensação de que fiz o meu melhor, gosto da sensação da vitória.
Abalada sim, mas fraquejando nunca.
Eu queria voltar no tempo, mas não adiantaria nada e não seria para mudar coisas que eu já fiz. Seria apenas para matar a saudades, para poder ter aquelas sensações, aquelas experiências tão únicas e incríveis novamente. Ao lado daquelas que me fazem muita falta.
Quanta estupidez meu. Não me intendo. Juro que não.
Eu queria ser melhor, eu queria me sentir bem em todos os momentos, não em breves e pequenos espaços que me sobram sem nada atormentar minha mente.
É tudo tão esquisito, eu estou tão confusa.

domingo, 6 de dezembro de 2009

My Favorite Kind Of Heroine.

Não queria mais uma vez vir aqui e escrever sobre ele, sobre nós.
E 'de repente, não mais que de repente' eu estou aqui novamente, pensando em tudo o que se passou, em todas as coisas que eu fiz, em tudo que ele representa e tudo o que eu sinto.
Ninguém entende como essa coisa é possível, mas eu não consigo ficar com raiva dele. Não consigo me livrar desse amor, dessa coisa que me prende a ele.
Talvez seja uma parte inconsciente que se agarre a esse sentimento tão incontrolávelmente que me impede de ser realmente independente e não deixe que eu me livre de tudo isso.
É, pensando bem, eu nunca tive esperanças que passasse... Na realidade eu sempre soube que não passaria e que no final eu sempre o perdoarei de todos os erros cometidos. Por mais que eu negue, essa é a verdade.
Pode até ser complicado pra quem vê de fora, mas para mim, que o conheço tão bem, também parece um erro, mas é mais justificável.
Por saber bem o que se passa, por saber bem como as coisas são, eu meio que vou me anulando e sempre procuro um lado positivo nas coisas.
Dessa vez eu pensei: 'por que tanto desespero se nem namorando estamos mais e se eu também não sou completamente fiel a ele?'
E mais uma vez, a raiva passou, a magoa sumiu e só ficou aqui comigo o vazio, a ausência, essa distancia pouca, mas tão dolorosa que há entre nós nesse momento.
Não falar com ele é tão torturante, tão triste.
Queria MUITO poder consertar tudo isso, fazê-lo entender que as coisas não estão dando certo do modo dele, e que dessa vez ele terá que mudar pelo nosso bem.
Pensando melhor, parte da culpa é minha. Por ser fraca, e sem coragem, anulo, adio a nossa conversa a 5 meses já. Não coloco tudo pra fora, não lhe conto como me sinto. Talvez seja isso que falte.
Acho que esse tempo está acabando, o dia da conversa está chegando e eu só não o desejo mais que a ele mesmo. Preciso acabar com essa tortura.
Enquanto isso, eu fico aqui, pensando, tentando colocar as ideias no lugar. Mas eu já sei que é em vão. Ninguém mais acredita em mim. Nem mesmo eu.
Eu sei que não conseguirei cumprir. Eu não quero cumprir essa decisão. Ficar longe dele é anti vida para mim. Mesmo que deva ser o contrário.
Sinto que está em minhas mãos, eu sei que consigo deixar tudo bem. Eu sei que decepcionarei MUITAS pessoas mais uma vez. E eu lamento muito por isso.
Sei que elas não merecem me ter falando em suas orelhas por mais sei lá quantos dias, se tudo der errado novamente, Mas eu quero tentar. :/
Na verdade, eu PRECISO tentar, não é nem querer. Quem sabe assim eu não aprenda.
Estou mais uma vez me agarrando a isso, sem saber quais serão as consequências, e não sinto medo algum.
Tenho duas opções: ou eu já estou acostumada com essa situação, ou eu sou realmente louca e masoquista.
Difícil, mas eu não quero mudar. Não adianta mais eu tentar me enganar, que é isso que eu ando fazendo.
Dizendo a todos que eu estou bem, que eu estou feliz, que tudo vai passar. Dizendo tudo isso a mim mesma. Grandes mentiras que me confortam.
Cansei de tentar esconder de mim a realidade. Eu estou 'sozinha' e nada pode mudar isso. Minhas amigas estão namorando, eu não tenho ninguém por perto para me dar atenção... Sim, em partes pode ser ciumes, mas por outra é a pura realidade. Nunca me senti tão só quanto hoje. Nem com ele eu podia contar, pois não estou conversando com ele. Nunca me senti tão triste, tão perdida.
No fundo ele me faz bem, é minha companhia, meu porto seguro, minha vida.
Me lembro de como é ser feliz quando estou perto dele.

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-"Sabe, suas mudanças de humor estão me deixando atordoada."
-"E se eu não for o herói? E se eu for...... o vilão?"
-"Você não é. Posso ver o que você tenta aparentar. Mas posso ver que é apenas para manter as pessoas afastadas de você. É uma máscara."
(...)
-"Agora estou com medo. Não estou com medo de você.
Só estou com medo de te perder. Como se você fosse desaparecer."

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E nada vai conseguir mudar o que ficou.
Quando penso em alguém, só penso em você. E ai então, estamos bem.
Mesmo com tantos motivos, pra deixar tudo como está. Nem discutir nem tentar agora, tanto faz.

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Não conseguia se lembrar da última vez em que estivera verdadeiramente feliz, quando alguém ou algo a fazia rir tanto que seu estômago a incomodava e seu maxilar doía. Sentia falta de ir para cama à noite sem absolutamente nada na cabeça, sentia falta de apreciar a comida, em vez de comer ser apenas algo que precisava enfrentar a fim de continuar viva, detestava as contrações na barriga cada vez que se lembrava. Sentia falta de apreciar seus programas de televisão favoritos, em vez de apenas assisti-los sem interesse, somente para passar as horas. Detestava não ter motivo algum para acordar; detestava a sensação que tinha quando acordava. Detestava não sentir excitação alguma e não ter nada por que ansiar. Sentia falta de ser amada. Sentia falta dos olhos dele sobre ela quando entrava em um cômodo; sentia falta dos seus toques, seus abraços, seus conselhos, suas palavras de amor.

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Eu fui enganado por você eu não sei desde quando. Então eu decidi, isso tem que ter um fim. Olhe para mim agora, será que um dia eu aprenderei?
Eu não sei como, mas de repente eu perco o controle. Há um fogo dentro da minha alma. Apenas um olhar e eu posso ouvir um sino tocar. Mais um olhar e eu esqueço tudo.
"Mamma Mia", aqui vou eu novamente. Nossa, como eu posso resistir a você?
"Mamma Mia", está aparecendo de novo? Nossa, como eu senti sua falta.
Sim, meu coração está partido, triste desde o dia que nós nos separamos. Por quê? Por que eu o deixei partir?
"Mamma Mia" agora eu realmente sei. Nossa, eu nunca poderia deixá-lo ir. Fiquei brava e triste com as coisas que você faz.
Eu não posso contar todas as vezes que eu te disse que nossa relação estava acabada. E quando você vai, quando você bate a porta, eu acho que você sabe que não ficará longe por muito tempo. Você sabe que eu não sou tão forte.
Apenas um olhar e eu posso ouvir um sino tocar. Mais um olhar e eu esqueço tudo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

One More.

As vezes faço o que quero e as vezes faço o que tenho que fazer.
Eu nunca tive muito a ver com ele. Como chegar nele eu não sei, ele é tão diferente e eu igual a todo mundo.
Nem tudo lhe cai bem, é um risco que se assume, é errando que acaba bem.
Mas se eu não puder fazer ele a pessoa mais feliz, eu chego o mais perto disso possível. Todos os inconvenientes a nosso favor.
O tempo as vezes é alheio as nossas vontades, mas só o que é bom dura o tempo suficiente para se tornar inesquecível.
Vários dias difíceis, altos momentos desperdiçados. Não vou mais jogar a vida para o alto, não quero mais desperdícios. Mas eu gosto dos exageros dele, eu amo o tal incerto.
Minha vida passa e eu luto contra o tempo, tudo o que eu desejo é poder voltar no tempo, ter ele para mim só mais uma vez.
Aquele rosto, aquele gosto, aquele cheiro...
Fiz da dele, a minha, a nossa história. Ele é o que eu quero, o que eu espero, não me lembro mais como era viver sem ele.
Tudo isso é demais pra mim, eu vou congelando no tempo, querendo, esperando... Quando ele vai chegar? Que horas ele vai voltar? Preciso dele para lembrar de respirar.
Mais uma vez ele se vai e eu fico aqui a esperar. Será que um dia isso vai mudar?
Não vivo para ser entendida, mas vivo tentando entender ele. O que há de errado em mim? Quero viver com liberdade, mas amo dividir minha vida com ele. Preciso mudar minha maneira de encara-lo.
Muitas pessoas já passaram pela minha vida, algumas continuam, outras tantas se foram... Mas com ele foi totalmente diferente. Ele é único, especial demais.
Só de pensar nele já me faz sorrir.
Aquele sorriso que eu amo, aquele que me enlouquece e faz com que eu só veja ele. Aquele cheiro, único e especial, só dele, tão dele. Aquele carinho, aquele mau humor que sempre termina com um 'relaxa' e aquele bom humor que vem com um: 'e ai, tá tirando?', simplesmente ele. Na forma única, complexa, é tudo o que eu mais amo e mais desejo.
Se ele não existisse, eu teria que inventa-lo com todos esses defeitos sem iguais, tão banais, tão demais, mas tão meus, tão dele. Porque eu não vivo sem os exageros dele.
Eu preciso das perfeições e imperfeições, tudo misturado, do jeitinho que ele é. Preciso dele agora.
Eu nunca fui desse tipo que fala coisas só por falar, pra agradar, e nunca foi meu estilo fazer promessas só pra conquistar. Não me confunda com outras que já erraram ou brincaram com o coração dele. Tente entender, que toda regra tem sua excessão, ele não pode se fechar para o mundo assim, nem me julgar errada ou perfeita. Decidida a me render, voltei atrás, querendo me perder, tive que salva-lo. Vou errando, tentando acertas.
Mudar o foco não vai adiantar. Cansei, juro que cansei, mais uma vez. Mas sou assim, não consigo parar.
Os dias nunca foram iguais, nada nunca foi comum, mas depois de dele... Como mudou. O inesperavel se tornou rotina esperada, a rotina se transformou em cacos.
Então eu aprendi a amá-lo pelo que ele é, não pelo que faz ou que diz. Eu aprendi que ele vai além de palavras ou explicações. Um dia eu olhei profundamente nos olhos dele e me perdi, não sei mais voltar, não quero mais voltar, é tão bom aqui...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fears and Frustrations.

Com o passar do tempo, vamos nos deparando com coisas que acabam por muitas vezes nos assustando, e nos deixando cada vez com mais medo do futuro.
Quando somos pequenos, não pensamos muito nisso, apenas vivemos um dia de cada vez, e não ligamos para o que está por vir. Temos medo apenas de dormir sem a mãe, coisas assim.
Com o passar do tempo, vamos percebendo que muitas coisas podem acontecer. Muitas coisas podem influenciar nossas vidas, nossas atitudes.
Conforme vamos nos tornando conscientes, vamos ficando medrosos. Eu nunca quis fazer planos por causa disso. Tenho medo de planejar, planejar e me frustrar, acabar não sendo como eu queria e me machucar.
Tenho medo de perceber que não era nada daquilo que eu imaginava, e quebrar a cara, como muitas vezes eu já fiz.
Mas parar de fazer planos não me impede de quebrar a cara, parar de imaginar coisas e fugir do futuro, não me impede de ter medo do que possa acontecer.
Me frustra saber que eu sou a única que não consigo fazer planos. Todas as minhas amigas sonham em casar, ou ter filhos, ou os dois. Sonham com carreiras brilhantes, coisas do tipo.
Eu tenho medo de por essa minha maneira de ser, não conseguir ser boa o suficiente para ser como minha mãe, ou sei lá. Independente física e economicamente de todas as pessoas. Solteira, mas com uma boa casa, um bom emprego.
Claro que eu tenho desejos de fazer boa carreira, mas não fico planejando meu futuro, em que faculdade estudar, em que cidade morar, como será minha casa...
Apenas vou seguindo minha vida, como der, como for possível. O que vier, com toda certeza, é lucro.
Não tenho medo de fantasmas, não tenho medo de insetos, de assalto, tiroteio, nada disso. Tenho medo de perder minha mãe, minhas amigas e aquele tão importante. Tenho medo de me frustrar. Tenho medo de não conseguir atingir minhas próprias expectativas sobre mim mesma. De não conseguir ser tão boa quanto eu quero ser, quanto eu sei que sou capaz de ser, mas que muitas vezes tenho medo de ser.
Estranho, ando cada vez mais confusa, medrosa.