Não vim aqui para falar de um assunto especificamente. Muitas coisas andam acontecendo e tudo está cada vez mais complicado e fora do lugar. Eu estou cada dia mais confusa, mais perdida.
Eu tenho todos os motivos do mundo para odiar muitas pessoas, mas eu não consigo ser assim.
Na verdade eu tenho tantos defeitos, sou tão rabugenta, estúpida, sem educação e muitas vezes eu pego pesado com tudo e principalmente com as palavras que eu sei que vão machucar, mas que também faram as pessoas pararem pra pensar nas coisas que estão acontecendo, no que elas estão fazendo. Não me orgulho disso. É, talvez me orgulhe sim, mas tanto faz.
Meu lado ruim não é nada ruim, é péssimo, mas penso que se a pessoa não consegue tolera-lo, conviver com ele, ela não merece conhecer o meu lado bom.
Hoje eu recebi um e-mail, que me fez chorar muito. Mas não de tristeza, pode até ser que seja um pouco de tristeza sim, mas a maior parte foi de alegria, de saudades.
Eu percebi o quanto as minhas amigas de infância me fazem falta, como elas são importantes para mim e o quanto o que eu mais desejo hoje, é voltar a ser criança, voltar para aquela época, onde era tudo tão complicado aos meu olhos, mas ao mesmo tempo tudo tão fácil.
Não tinham problemas que não tivessem solução, não existiam amores mal resolvidos e nem brigas com amigas por causa de atitudes que elas tomam por causa de namorados.
Era tudo tão... inexplicável.
Eu continuo aqui, vendo a minha história passando por minha mente várias e várias vezes, e a saudades continua apertando o meu peito e eu nada posso fazer.
Tenho tantas coisas na cabeça agora, nem estou me preocupando em ser coerente, mesmo porque não há coerência em mais nada aqui.
São problemas que não me pertencem, mas são tão meus, que chegam a sufocar. Essa ligação estranha que existe entre mim e o incerto, entre mim e os problemas dele. As vezes eu me perco em tantos sentimentos confusos e ando com medo das coisas que eu estou sentindo.
Tudo o que ele sente eu sinto também. Todas as angustias, os medos, as incertezas, os problemas, tudo. Nada me passa.
Eu queria que isso parasse, mas eu sou completamente dele. Só queria que ele também fosse completamente meu.
Sabe o que eu fiz? Uma carta com 16 páginas. Mais uma que nunca será entregue.
Cheguei até a pensar que não vale mais nada. Já está tudo errado mesmo, que continue. Mancadas e mais mancadas, erros e mais erros. Onde está o problema? Alguém pode me ajudar antes que eu fique louca?
Será que eu sou o problema? Eu gostaria de fazer tantas coisas, queria e poderia fazer tão mais do que eu fiz, mas não entendo porque não fiz.
Talvez seja porque não deixaram, mas eu tenho consciência de que muitas das vezes eu não fiz porque eu não queria. Por estar simplesmente desacreditada de tudo, tendo a certeza de que era perda de tempo me expor e me judiar mais. Burra, burra, burra.
Poderia ser tudo tão diferente...
Mas eu aprendi uma coisa, quem realmente quer, consegue.
Eu já fui tão longe com todas as coisas, com todas essas histórias, com toda essa minha teimosia. Não vai mudar em nada se eu parar agora, só me decepcionarei comigo mesma, por não dar o meu melhor. Eu não sou de desistir de nada e nem de voltar atrás nas minhas decisões. Pode não parecer, mas muitas coisas que eu escrevi aqui sobre ele, sobre desistir dele, nunca foram reais, eu nunca tivera de fato decidido aquilo. Era vontade, mas não decisão, não coragem.
E esses dias eu ando tão corajosa.
Segurando barras na família sem me desesperar, controlando a situação com ele. Desafiando aquela que se acha a melhor, mas na verdade é uma vagabunda.... Ando conseguindo me controlar também a respeito das mancadas, inúmeras e repetitivas mancadas que um certo alguém anda dando.
Eu estou cansada de tudo isso, mas já que eu cheguei até aqui, é muito tarde para desistir. Eu sou teimosa e cabeça dura demais para isso. Eu não quero isso.
Gosto da sensação de que fiz o meu melhor, gosto da sensação da vitória.
Abalada sim, mas fraquejando nunca.
Eu queria voltar no tempo, mas não adiantaria nada e não seria para mudar coisas que eu já fiz. Seria apenas para matar a saudades, para poder ter aquelas sensações, aquelas experiências tão únicas e incríveis novamente. Ao lado daquelas que me fazem muita falta.
Quanta estupidez meu. Não me intendo. Juro que não.
Eu queria ser melhor, eu queria me sentir bem em todos os momentos, não em breves e pequenos espaços que me sobram sem nada atormentar minha mente.
É tudo tão esquisito, eu estou tão confusa.
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