eu não sei falar de um assunto específico. e sempre que eu tento, eu acabo sempre naquele assunto que é o meu preferido e ao mesmo tempo o meu mais odiado.
eu disse que tinha medo da felicidade. estava com a razão.
sempre tem uma coisa que estraga tudo, que faz tudo dar errado e me destrói como antes. as vezes até mais.
dessa vez doeu mais do que antes, me machucou mais do que antes, mas eu também fui mais forte do que antes.
eu acho que já me conformei com essa situação ridícula e lamentável.
me tornei detestável e amarga.
eu venho aqui tantas vezes por dia, tentando falar alguma coisa, mas não sai mais nada. não sei nem se esse texto sairá completo, ou se será mais um para a minha vasta lista de rascunhos.
e foi pra valer quando eu disse que tinha grudados em mim não só as ideias, mas também todos os defeitos dele.
sim, é a mais pura verdade, começando por isso, não saber falar, não querer falar e amar estar cada vez mais sozinha.
depois disso vem a linda fase de descontar minhas frustrações em coisas 'erradas'. eu não sou uma boa companhia mais. haha'
se é que fui algum dia.
engoli meu orgulho, esqueci a humilhação, pensei que se foda e continuei, me igualei a eles todos.
como pude chegar tão longe? como desci tanto?
isso me enlouquece mais que tudo.
eu rezo pedindo pra esquecer, pra não sentir. como eu queria ser inteligente o bastante pra conseguir sair dessa situação.
mas ao mesmo tempo, se eu esquecesse, se eu saísse de onde me encontro, como eu seria? pois já não me lembro mais como era sem ser vivendo assim. quais as coisas que eu gostava de fazer sem ser estar com ele? qual a minha música favorita antes dele? o que eu fazia para matar o tempo, sem ser falar com ele?
eu não lembro, eu esqueci de tudo isso.
se esquecer dele, não serei nada.
ele me disse que o primeiro passo quando se ama alguém, é aprender a viver sem a pessoa, eu comecei tudo errado então. mas não concordo com ele, não só por não saber fazer, mas por acreditar que quando se ama alguém, a primeira coisa a se fazer é ir de cabeça e querer que as consequencias sendo boas ou ruins, compensem.
posso contar nos dedos de uma única mão, quantas pessoas estão ao meu lado depois de tantas brexas que eu dei para que elas fossem embora. posso contar, quantas delas ficaram ao meu lado, depois de tantas vezes eu ter colocado tudo a perder.
são 3, sem contar com ele, é claro.
não posso fazer nada se meu hobby preferido é desperdiçar minha vida, deixar tudo ir embora, fazer tudo errado e me destruir.
ama-lo é a maneira mais fácil que eu achei de me matar aos poucos, mas também é a única maneira que eu encontro de me sentir viva, amada.
e quando ele me beija, o desejo aumenta e eu me sinto completa, e sei que ele me deseja, que ele está comigo e que sempre estará ali. por mais que ele negue isso.
se tudo isso for um teste, nada ético como já me disseram, eu juro que sairei dele com pontos extras.
posso me machucar, sair sem um pedaço, mas surpreenderei a todos, pois o meu amor por ele é maior do que qualquer vagaba.
de que adianta as pessoas me falarem que eu sou linda, que eu sou interessante, se a coisa que eu mais desejo eu não posso ter, mesmo sendo tudo isso?
meu mundo é ele e não tem saída. eu não vou lutar contra o que a minha consciência suicida quer.
eu vou até o final.
meu amor está em jogo dessa vez. cada erro lhe custara caro, um ponto a menos, uma consideração a menos por ele.
não sei se fará efeito, mas ele provará que dessa vez eu não estou brincando, e sei que ficará com medo, pois a maior verdade que o cerca, é o meu amor por ele.
dessa vez, como já disse, eu vou até o fim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário