Hoje, pela milésima vez, eu acordei pensando: 'cheguei ao ponto final dessa história.'
Mas eu já cheguei a esse ponto tantas, e tantas vezes, que nem mesmo sei mais, se ele realmente existe, ou se é como qualquer outra coisa, que nós inventamos para deixar as coisas mais fáceis, ou então, menos dolorosas. Pensar que esse é o ponto final, é como pensar que não tem mais jeito, como se realmente não existisse mais nenhuma solução razoável para continuar. È como a melhor desculpa do mundo para desistir, sem ter que abaixar a cabeça e dizer: 'sou fraco.'
Do mesmo jeito que os dias passam rápido, e esse um ano se foi como o vento, a minha capacidade de superação, continua enorme, mas sem paciência para maiores danos.
Hoje, pela milésima vez, depois de uma noite péssima de sono, eu acordei triste, mas sem me lamentar pelo que fiz. Acordei feliz, por ter tido a coragem que não tive durante esse um ano. Dessa vez, eu estipulei a barreira, eu coloquei o ponto final.
Mas não um ponto final como desistência, pelo contrário, um ponto final visando uma coisa nova. Esperar a poeira baixar, ver o que pode acontecer, no que pode dar...
Hoje, eu mais uma vez, assisti 500 Dias Com Ela, e por incrível que pareça, ironicamente falando, eu me identifiquei tão patética, quanto Tom. Meus medos, minhas crenças e meus sonhos, são tão delimitados aos dele, que tudo faz sentido.
Desde o começo estávamos avisados, tanto Tom, quanto eu, de que poderia não dar certo. Que seria melhor não rotular e muito menos se entregar. Desde o primeiro instante, Tom se apaixonou por Summer, desde o primeiro instante, eu me apaixonei por ele. Erro!
As vezes o ser humano é tão incapaz de amar a si mesmo, que decide amar ao próximo, como se não tivesse mais o que fazer, mais quem amar, como se ele mesmo não existisse. Para que tudo isso, se um dia esse alguém simplesmente vai embora e te larga com um vazio enorme dentro de ti, que você mesmo cavou?
Sou tão estúpidamente amorosa e sonhadora quanto Tom, e isso me irrita! Ver os meus erros sendo cometidos por ele no filme, me machuca, porque eu sei, que se aquilo acontecer comigo mais e mais vezes, como acontece com Tom, eu os cometeria de novo, como ele faz.
Mesmo sabendo que sempre será um ciclo vicioso, onde um erra, o outro chora, o outro pede desculpas, o outro desculpa, e acontece tudo igual mais para frente.
Não tem como mudar, se os dois não estão dispostos a mudar. A grande verdade, é que só damos valor as grandes coisas ou até mesmo as pequenas, que nos fazem bem, quando sentimos falta delas.
Enquanto Tom, correr atrás de Summer, ela nunca se sentirá desamparada, ela nunca precisará ir atrás dele para lhe pedir que fique. Enquanto eu, cometer os mesmo erros, de jurar ir embora, mas sempre acabar voltando, ele nunca precisará sentir medo da minha partida.
Só quando Tom e eu entendermos isso, é que receberemos o nosso devido valor. Mas até lá, quem sabe, as coisas não melhorem?
Hoje eu decidi que é isso que eu quero. Eu quero ser desejada, eu quero que ele sinta a minha falta, tanto quanto eu sinto a dele. E sei, que ele precisará de mim, tanto quanto eu preciso dele. As coisas não são fáceis, mas admitir que precisa de alguém, é muito mais doloroso.
Decidi então esperar. Sumir por uns tempos, mas dessa vez cumprir com o que eu disse. Se realmente tudo o que aconteceu, tudo o que passamos for real, ele jamais fará como Summer e voltará para me avisar que está noivo.
Apenas quando nós pararmos de nos apaixonar por eles, todos os dias, é que realmente poderemos ter um relacionamento, qualquer que seja esse. Sem rótulos, apenas com o coração.
Pois não adianta nada, eles voltarem e nós cometermos os mesmos erros de antes, nos anularmos, nos apaixonarmos tão loucamente por eles, que não sejamos capazes de fazer o que planejamos, tomar o controle do coração.
Só me resta esperar, para um novo começo e o prolongamento de mais um ponto final.
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