segunda-feira, 14 de junho de 2010

after the storm, the calm always come.

Mania de reclamar da vida, sim, eu tenho mania de reclamar da vida. Sempre tive, sempre terei.
Ás vezes com motivo, ás vezes sem motivo, ás vezes até sem perceber.
Mas existem momentos em que eu paro e analiso os acontecimentos...
Foram exatos 4 meses. Dias de desespero, nervosismo, medo descontrolado, silencio, solidão...
Foram 2 meses em que eu não contava com ninguém, apenas comigo e rezando para a minha sanidade mental. Quantas questões, quantos medos, perguntas sem respostas e vontade de que alguém gritasse e me fizesse acordar daquele pesadelo.
Decidi então que não dava mais para aguentar sozinha. Segurar a minha barra e a de todos aqui de casa. Pedi ajuda para a pessoa que sempre está ao meu lado, sempre esteve.
E lá se foram mais dois meses... Já não dava mais para esconder, já não dava mais para enganar e nem mudar de nome. Minha mãe estava doente, sim, a pior doença.
"Força, vamos passar por isso". Pedia todos os dias por calma, para conseguir ser racional ao extremo. Com a ajuda dele, e das minhas amigas, as coisas não pareciam tão assustadoras, mas eu ainda temia, e muito.
É fácil para as pessoas mandarem nós termos calma e pensamento positivo, mas eu temia o pior. Minha mãe sempre foi e sempre vai ser a única coisa que eu possuo na vida. Nem pai, nem tios, nem avós, apenas eu, minha mãe e minha irmã. Na maioria das vezes, eu cuidando das duas.
O tratamento começou, a série de cirurgias e exames... Eu procurava me distrair, não ficar em casa, não ficar sozinha.
Os dias foram se passando, a expectativa para o ultimo resultado cada vez maior. Quando ele saiu, que alívio, tudo estava acabado.
Ela conseguiu, eu consegui, estava tudo bem.
Para variar, quando um problema nunca é suficiente, lá vieram outros. Alergia, infecção...
E lá vamos nós mais uma vez, lutar, enfrentar e fazer tudo ficar bem. Eu, mais uma vez sozinha, sem contar nada para ninguém, sempre alegando que estava tudo bem. Mas só eu sabia dos riscos que estavam em jogo.
Hoje eu vejo, como eu dou valor aos pequenos momentos que passo com a minha família, como isso foi importante para que eu dê cada dia mais importância e valor a essas duas que moram comigo. Apesar delas serem o grande poço de chatice e reclamações, elas são tudo o que eu tenho. nada mais, nada menos que a minha família.
E toda a tempestade se foi, o céu está cada vez mais limpo, e agora, poderemos enfrentar qualquer coisa juntas, que eu sei que jamais desmoronaremos.

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