Existem vários momentos em que ela odeio a todos.
Tem vezes que ela nem sabe o porque está tão brava, o porque odeia tanto aquela pessoa ou porque ficou tão irritada com um ato tão simples de alguém.
Muitas vezes ela acaba arrependida por tratar mal as pessoas que estão a sua volta, por ter falado coisas sobre uma pessoa que ela nem conhecia -mas que julgou por uma atitude ou outra- e até mesmo por não conseguir disfarçar quando está MUITO irritada.
Por isso ela vive tomando tapas na cara da vida;
Quando ela mais precisa: é aquela pessoa de quem ela não gostava gratuitamente, ou que não gostava por causa de um deslize cometido, que a ajuda.
Quando ela não tem mais ninguém: é aquela pessoa que ela tratou mal a segundos atrás, que está ao teu lado para ajudar.
Quando precisa chorar: é o ombro de uma daquelas pessoas que a irritam que está ali, disposto a ser molhado por tuas lágrimas.
É das pessoas que ela menos espera e que ela dizia tanto que nunca se aproximaria, que ela tem afeto, compreensão e ajuda.
E assim vai levando.
Sim, é o jeito dela, mas ela vive se perguntando de onde vem toda essa irritação, toda essa mania de não gostar de nada, de ficar brava por qualquer coisa... Sem falar no teu ciúmes descontrolado.
Ela vive sonhando, também.
Mas esses sonhos ela sabe que raramente serão realizados.
Ela sonha por sonhar, não para se satisfazer ou para ter algo para fazer. Mas sim porque lá ela nunca está errada. A mais nobre forma de ser egoísta.
Ela jura que vai mudar, ela se esforça para melhorar, mas ai no dia seguinte ela 'acorda de ovo virado', 'dorme com a bunda descoberta', 'o cosmos não favorece' e lá está de mau humor novamente.
Irritada com o mundo. Insatisfeita com tudo...
Até que resolve voltar a sonhar. E nesses sonhos, ela tem sempre a razão.
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