Nas ruas passam com pressa, não olham para os lados, só os desesperadamente apaixonados é que procuram algo para admirar em meio a muitos com pressa.
Só os verdadeiramente apaixonados é que olham nos olhos ou nas faces dos outros, pois juram estar vendo sempre a mesma pessoa.
Ninguém é de verdade, são todos metade, talvez nem isso. Menos da metade, quase nada.
E aí quando estão em casa, pensam realmente estar verdadeiramente sozinhos, mas na realidade, a pior companhia os persegue constantemente.
O cérebro sabota, nos odeia.
Todos meras metades e não se completam, porque a maioria é meio.
Meio da vida, meio do caminho, meio amor, meio mal amado...
Vivem cercados de mais e menos, de tanto faz, de você quem sabe.
Vivem aprendendo a não falar de boca cheia, não fazer cara feia, sorrir.
Não têm nada e sabem disso.
Mas o cérebro sabota, eles acham que vão conseguir algo, mas o que têm a oferecer é vazio.
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