terça-feira, 20 de novembro de 2012

que não fosse mais nada.

Talvez fosse só mais um dia.
Talvez fosse só mais uma dor.
Talvez fosse só mais um beijo.
Talvez fosse só mais um...
Sufocava como a morte.
Matava com dor.
A água era rasa, afogava os estúpidos.
Não adianta se debater, você não tem mais escolha.
Erga a cabeça, ou a água te engole.
Parece que vai explodir, chegam a achar que pode sangrar.
O machucado não é físico, mas a mente engana.
Todos os dias ao acordar, todas as noites ao se deitar.
Todos as mentes irão se lembrar, dos dias, noites, beijos, dor...
É bem clichê o 'até quem me vê na fila do pão...' mas, até quem te vê na fila do pão sabe.
Mas e daí?
Cuidado, ergue a cabeça ou a água te engole.
Você não sabe nadar, ou até sabe, mas amarraram suas mãos.
Agora ninguém mais tem escolha.
Dias, tardes, noites. Hoje, ontem, amanhã.
Todos os envolvidos nadam.
Todos os envolvidos se certificam de que a água não lhes engolirá, mas que você também não sobreviverá.
Talvez fosse só mais um caso.
Talvez fosse só mais uma noite.
Talvez fosse só mais um abraço.
Talvez não fosse mais nada.


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