para acalmar, algumas pessoas gritam, outras choram, outras se calam, eu escrevo...
sei lá, é estranho pra mim vir aqui para não reclamar da vida, rs. as coisas finalmente parecem estar dando certo e da maneira certa, devagar.
eu aprendi nesse último ano, que preciso ser forte, porque muita gente depende da minha força, principalmente eu mesma. aprendi também, que não importa quantas barreiras existam, quantas coisas ruins ou boas aconteçam, o que tiver que ser, o que tiver que acontecer, acontecerá e não na hora que eu desejar, mas quando tiver que ser/acontecer.
para mim, aceitar isso é muito complicado, pois confesso, sou extremamente mimada e controladora. mas eu vou aprendendo a me controlar, para o meu bem.
descobri que quanto mais se corre atrás, mais se perde, quanto mais se explica, mais se enrola e quanto mais se desliga, mais as coisas fluem.
tenho necessidade demais, em me explicar, em traduzir tudo o que se passa dentro de mim. mas eu não preciso disso. eu não tenho por que me explicar, eu não tenho pra quem dar explicações.
depois do Carnaval e das conversas que rolaram, eu decidi confiar mais em mim. se as pessoas me enxergam de outra maneira, de uma maneira positiva, porque eu vou me sentir insegura ao lado delas? eu vou ser eu até o fim agora, independente do que possa acontecer. mesmo sabendo que a pior coisa do mundo pode acontecer.
e a minha decisão esse final de semana foi tomada. eu vou com essa ideia até o fim agora, e não vou me arrepender, como não me arrependo do que já comecei. (:
não vou negar que hoje eu estou insegura, com medo. mas ao mesmo tempo eu estou tão confiante, tenho alguém para me acalmar.
e mesmo que não seja tudo como antes, que apenas seja.
Clarice Lispector foi muito feliz quando escreveu: " Tudo errou... Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos. "
é bem isso, não vou mais denominar nada, deduzir nada. aprender a viver inconsequentemente é preciso. independente do que possa acontecer, eu vou viver e não vou mais tentar controlar tudo, vou deixar fluir.
danem-se as diferenças, danem-se os erros, os acertos, os acontecimentos e as lágrimas. é preciso deixar velhos hábitos e colher novos acertos.
como eu já escrevi, ser a mesma de antes, mas com as coisas de agora. chega de tentar melhorar a vida de todos e controlar tudo, chega de ser a base de todos. está na hora de encontrar a minha base, e ser feliz no meu porto seguro.
e eu sei que mesmo se eu naufragar, alguém me estenderá a mão. (:
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