Desde pequena, eu sempre fui muito independente. Mas por outro lado, sempre tive meu pai me segurando com uma mão só, minha mãe me fazendo dormir... Coisas assim.
Nunca precisei dar um só passo sozinha, mesmo eu querendo fazer isso. E como fazia.
Mas com o passar do tempo as coisas vão mudando, e por mais que eu não queira que aconteça, agora sou forçada a dar os meu primeiros passos sozinha, sem ter minha mãe ou meu pai atrás de mim, ou me segurando com uma mão só.
É engraçado me ver ao meio de tantas pessoas, procurando meu nome em listas e chorando por ter ficado em 88º lugar. Tudo isso sozinha. Logo eu, que nunca nem na padaria fui sozinha, por vergonha e por mimo, pois sempre tive quem faria por mim.
Dessa vez só eu posso dar esses passos. Não posso ficar no carro esperando, ou mandar a minha mãe ligar para mim;
Não posso fingi que esqueci do compromisso, apenas porque não tinha quem ir comigo. Agora sou eu por mim mesma.
Meus primeiros passos, mesmo que sempre independente, nunca fui sozinha, e agora tenho que me virar.
Não posso negar que isso assusta, mas eu tenho que confessar estar adorando isso.
É a parte que eu mais gosto. Conseguir me sentir verdadeiramente independente, livre de tudo e de todos, e aquela sensação gostosa de estar vencendo as minhas próprias barreiras.
Mesmo que exista o choro, por mimo, ou o medo por estar só, as melhores escolhas eu sempre fiz sozinha.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
is ending...
Acho que desde que eu me conheço por gente, eu vou para a escola. Praticamente uma vida, são 16 anos acordando cedo todos os dias e indo aprender, ou sei lá, dormir por lá.
A vida no colégio nunca foi fácil, nunca tive facilidade em fazer amizade e muito menos gostei de matérias como matemática, química, física... Não gosto de ouvir ordens também, e quanto mais me mandam fazer as coisas, menos eu faço, pois gosto de fazer por vontade e não por obrigação.
Em resumo, eu nunca fui a melhor aluna, mas também nunca fui má. Sempre tive notas boas, até mesmo quando não estudo. Acho que não sou de todo mal, rs.
Mas a verdade é, que eu nunca gostei de ir para as aulas, até tinha, um motivo ou outro para ir para a escola, em alguns dias, mas sempre quis que acabasse logo, todos os meus estudos, para eu poder aprender exatamente aquilo que eu escolhi, e não o que me era imposto.
Pois é, está acabando. Faltam menos de três dias para a minha primeira prova de vestibular e menos de um mês para tudo isso acabar.
Fim das aulas de química, matemática, física... Fim do convívio com professores que eu aprendi a admirar e adorar, como o Cacá de história e a Sue Ellen de Português e Literatura. Além de professores, são ótimos amigos, ótimas pessoas, preocupadas não só com o nosso aprendizado, mas também com o nosso bem estar e realizações.
E agora? Como eu vou seguir a partir daqui? Foi nesse último ano que eu conheci as melhores pessoas e fiz as melhores amizades. No começo do ano fizemos o acordo de fazer desse o melhor ano de nossas vidas, e realmente conseguimos, mas não quero que termine. Foram tantas histórias, tantos amores, tantas brigas, tantas risadas e finais de semana de porre juntos, que agora é estranho pensar em tomar um rumo completamente diferente do deles.
Ano que vem cada um estará correndo atrás de seu sonho, de seu destino, e raramente os caminhos se cruzarão. Alguns mudarão de cidade, outros irão viajar... Novos amigos, novos estudos, vida nova.
Mas eu não sei mais se realmente é isso que eu quero. Acordar em um mundo completamente novo, sem aquelas pessoas que eu aprendi a amar e a conviver com todos os erros e acertos, para ter que me adaptar a novas situações, novas pessoas e novos acertos e erros.
Não posso ser hipócrita ao ponto de dizer que sentirei falta de todos e de tudo, mas de uma grande minoria gratificante, sim. São poucas as pessoas, são poucos os momentos, mas é estranho pensar que ano que vem não estarei mais sentada naquela mesma mesa de todos os intervalos, olhando para aquela mesma janela, e vendo as mesmas pessoas, crescerem e me sentindo tão pequena quanto elas.
É um pouco como foi ano passando, quando eu sempre teimava em fazer amizades ou amores no terceiro colegial, e quando o ano acabava, sempre me perguntava como seria no ano seguinte, quando eles fossem embora e eu continuasse ali, a esperar que algo novo me animasse para acordar ás seis da manhã, todos os dias, do próximo ano.
Mas a vida se seguiu, e agora quem vai embora sou eu, quem deixará aquelas mesas e pessoas mais novas que teimaram em fazer amizade com pessoas do terceiro colegial, como eu teimava sempre.
Além de estar deixando tudo isso, estarei deixando um pouco de mim naquele lugar. Todas as minhas histórias de seis anos, todas as minhas aventuras desde então, os meus aprendizados... Lá eu aprendi a fazer inimizades, mas também aprendi o quanto é bom ter amigos de verdade, que sim, existem pessoas boas o suficiente para nos aceitar como somos, e que nós também somos bons o suficiente, para aceitar aqueles que nos querem bem. Aprendi a amar lá também. Amei muito naqueles corredores, chorei muito lá também.
Lá perdi meu avô, ganhei um primo, cortei relações com o meu pai e aprendi a conviver com a minha irmã. Foi lá que eu aprendi quem eu era de verdade, sem preconceitos e sem vergonha do que eu me transformava.
Aprendi a mentir, aprendi a sonhar, e também que de onde menos se espera ajuda, é justamente de onde mais nos orgulharemos de dizer que tivemos apoio.
Não amo a todos, mas os poucos de lá que eu amo, são os que me farão falta.
As aulas mais deliciosas de literatura, com a Sue falando horas sem se cansar e com a paixão nos olhos, que nos dá vontade de mergulhar naquele mundo que para ela é tão maravilhoso e nos faz querer ser como eles. As aulas de história, em que o Cacá nos cobra tanto, nos joga a matéria no colo e faz com que nós nos esforcemos ao máximo para aprender aquilo que ele sabe tão bem. E como não falar das aulas do Clóves, com aquele jeito doido dele de ensinar e de lidar conosco. Brincalhão, mas ao mesmo tempo muito sério, faz com que entremos no mundo da biologia brincando e aprendemos sem nem perceber. Quando nos damos conta, já entendemos exatamente o que ele queria que entendêssemos.
Como não citar as aulas da Suzete? Tão chatas, sempre cheias de sermão sobre a UNICAMP. Com os devaneios de algumas vezes em que ela se perdia para mexer no computador, ou quando contava de suas experiências de viagens e cursos.
E por que não falar do Aymoré? Se Deus realmente existe, é ele, sem dúvidas. O cara sabe tudo, deu aula até para Maomé. Tão irritante com os teus diminutivos, porque a turminha sabe que se não souber aquela matéria que é coisa do sexto ano, olha a mãozinha, e dará tchauzinho de miss para a vaga do vestibular, rs.
É, eu realmente sentirei falta de tudo isso, mas não que me fará ter vontade de voltar no tempo, apenas continuar meu caminho, sabendo que eu passei seis anos da minha vida, rodeada de ótimas pessoas. Que mesmo chatas, cansativas, apaixonantes, deslumbradas, elas foram as melhores companhias de todos os meus últimos anos.
E que assim como eu estou torcendo para que a vida delas continue bem, sei que elas também estarão torcendo por mim.
Não foram apenas anos de estudo, foi uma vida aprendendo a ser o que eu sou hoje.
A vida no colégio nunca foi fácil, nunca tive facilidade em fazer amizade e muito menos gostei de matérias como matemática, química, física... Não gosto de ouvir ordens também, e quanto mais me mandam fazer as coisas, menos eu faço, pois gosto de fazer por vontade e não por obrigação.
Em resumo, eu nunca fui a melhor aluna, mas também nunca fui má. Sempre tive notas boas, até mesmo quando não estudo. Acho que não sou de todo mal, rs.
Mas a verdade é, que eu nunca gostei de ir para as aulas, até tinha, um motivo ou outro para ir para a escola, em alguns dias, mas sempre quis que acabasse logo, todos os meus estudos, para eu poder aprender exatamente aquilo que eu escolhi, e não o que me era imposto.
Pois é, está acabando. Faltam menos de três dias para a minha primeira prova de vestibular e menos de um mês para tudo isso acabar.
Fim das aulas de química, matemática, física... Fim do convívio com professores que eu aprendi a admirar e adorar, como o Cacá de história e a Sue Ellen de Português e Literatura. Além de professores, são ótimos amigos, ótimas pessoas, preocupadas não só com o nosso aprendizado, mas também com o nosso bem estar e realizações.
E agora? Como eu vou seguir a partir daqui? Foi nesse último ano que eu conheci as melhores pessoas e fiz as melhores amizades. No começo do ano fizemos o acordo de fazer desse o melhor ano de nossas vidas, e realmente conseguimos, mas não quero que termine. Foram tantas histórias, tantos amores, tantas brigas, tantas risadas e finais de semana de porre juntos, que agora é estranho pensar em tomar um rumo completamente diferente do deles.
Ano que vem cada um estará correndo atrás de seu sonho, de seu destino, e raramente os caminhos se cruzarão. Alguns mudarão de cidade, outros irão viajar... Novos amigos, novos estudos, vida nova.
Mas eu não sei mais se realmente é isso que eu quero. Acordar em um mundo completamente novo, sem aquelas pessoas que eu aprendi a amar e a conviver com todos os erros e acertos, para ter que me adaptar a novas situações, novas pessoas e novos acertos e erros.
Não posso ser hipócrita ao ponto de dizer que sentirei falta de todos e de tudo, mas de uma grande minoria gratificante, sim. São poucas as pessoas, são poucos os momentos, mas é estranho pensar que ano que vem não estarei mais sentada naquela mesma mesa de todos os intervalos, olhando para aquela mesma janela, e vendo as mesmas pessoas, crescerem e me sentindo tão pequena quanto elas.
É um pouco como foi ano passando, quando eu sempre teimava em fazer amizades ou amores no terceiro colegial, e quando o ano acabava, sempre me perguntava como seria no ano seguinte, quando eles fossem embora e eu continuasse ali, a esperar que algo novo me animasse para acordar ás seis da manhã, todos os dias, do próximo ano.
Mas a vida se seguiu, e agora quem vai embora sou eu, quem deixará aquelas mesas e pessoas mais novas que teimaram em fazer amizade com pessoas do terceiro colegial, como eu teimava sempre.
Além de estar deixando tudo isso, estarei deixando um pouco de mim naquele lugar. Todas as minhas histórias de seis anos, todas as minhas aventuras desde então, os meus aprendizados... Lá eu aprendi a fazer inimizades, mas também aprendi o quanto é bom ter amigos de verdade, que sim, existem pessoas boas o suficiente para nos aceitar como somos, e que nós também somos bons o suficiente, para aceitar aqueles que nos querem bem. Aprendi a amar lá também. Amei muito naqueles corredores, chorei muito lá também.
Lá perdi meu avô, ganhei um primo, cortei relações com o meu pai e aprendi a conviver com a minha irmã. Foi lá que eu aprendi quem eu era de verdade, sem preconceitos e sem vergonha do que eu me transformava.
Aprendi a mentir, aprendi a sonhar, e também que de onde menos se espera ajuda, é justamente de onde mais nos orgulharemos de dizer que tivemos apoio.
Não amo a todos, mas os poucos de lá que eu amo, são os que me farão falta.
As aulas mais deliciosas de literatura, com a Sue falando horas sem se cansar e com a paixão nos olhos, que nos dá vontade de mergulhar naquele mundo que para ela é tão maravilhoso e nos faz querer ser como eles. As aulas de história, em que o Cacá nos cobra tanto, nos joga a matéria no colo e faz com que nós nos esforcemos ao máximo para aprender aquilo que ele sabe tão bem. E como não falar das aulas do Clóves, com aquele jeito doido dele de ensinar e de lidar conosco. Brincalhão, mas ao mesmo tempo muito sério, faz com que entremos no mundo da biologia brincando e aprendemos sem nem perceber. Quando nos damos conta, já entendemos exatamente o que ele queria que entendêssemos.
Como não citar as aulas da Suzete? Tão chatas, sempre cheias de sermão sobre a UNICAMP. Com os devaneios de algumas vezes em que ela se perdia para mexer no computador, ou quando contava de suas experiências de viagens e cursos.
E por que não falar do Aymoré? Se Deus realmente existe, é ele, sem dúvidas. O cara sabe tudo, deu aula até para Maomé. Tão irritante com os teus diminutivos, porque a turminha sabe que se não souber aquela matéria que é coisa do sexto ano, olha a mãozinha, e dará tchauzinho de miss para a vaga do vestibular, rs.
É, eu realmente sentirei falta de tudo isso, mas não que me fará ter vontade de voltar no tempo, apenas continuar meu caminho, sabendo que eu passei seis anos da minha vida, rodeada de ótimas pessoas. Que mesmo chatas, cansativas, apaixonantes, deslumbradas, elas foram as melhores companhias de todos os meus últimos anos.
E que assim como eu estou torcendo para que a vida delas continue bem, sei que elas também estarão torcendo por mim.
Não foram apenas anos de estudo, foi uma vida aprendendo a ser o que eu sou hoje.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
do not be fooled.
Geralmente as histórias de amor começam com sofrimentos e desafios até as coisas se resolverem e o casal finalmente conseguir ficar junto. Hoje, o que venho contar á vocês não é bem assim;
Não que nunca tenham tido seus desafios no começo, mas o final é bem pior. Não vá esperando um final feliz, juras de amor e relação eterna. Aqui, caro leitor, existe apenas uma história de duas pessoas que se conheceram e com a mesma rapidez que se amaram, se afastaram.
Era uma manhã como qualquer outra, em um dia normal e tedioso como todos, mas ela se forçou a levantar e seguir a rotina. Provavelmente ele tenha feito a mesma coisa, pois tua animação era tão igual a dela...
Naquele dia conseguiu tudo dar errado, nada de rotina, apenas brigas, choros e raiva, muita raiva.
Para ele um dia comum, cuidou de teus afazeres e logo após os ter terminado, cuidou de ter uma vida social agradável, naquela noite tão gostosa de sexta-feira.
Diferente dela, que estava magoada, ferida e que saiu apenas para machucar quem a machucou.
Pois é, há maus que vêm para o bem, e foi atacando que ela foi atacada. Tentou usar ele para machucar, mas acabou arrebatada por algo, que nem mesmo ela, entendia.
Dias se passaram e aquela sensação não saia. Tanto dele, quanto dela. Mesmo as intenções sendo tão diferentes, um para amar, outro para usar, mas o objetivo era o mesmo.
Então, que se entenderam. Mas nada demais, não era difícil de conviver com ele, e ela se tornava amável até demais quando queria. Ele era uma presa fácil para ela, que sempre foi tão astuta em teus planos de ataque.
Mas tempos depois, ela percebeu que não era bem assim. Sim, estavam juntos, ela gostava dele. Ele não era mais um de seus jogos, ele era real, e ela queria ser real para ele também. E conseguiu.
Foram meses felizes. Sem interferências, sem brigas.
Eles se encaixavam perfeitamente, como se fossem feitos sob medida um para o outro. Até perceberem que as coisas não estavam tão boas assim.
Na realidade, ele mudou. Começou a jogar, e ela que tinha abandonado o seu próprio jogo na metade, já não tinha mais como retomar as tuas velhas regras, pois naquele momento, estavam ultrapassadas.
Por que então, que as coisas tomaram esse rumo?
Até hoje ele não sabe, e ela se arrepende de ter parado de jogar.
Muito bem, caro leitor, não digo que as coisas foram tão fáceis no começo, mas o final é mais doloroso do que parece.
Ele, que no começo se mostrou tão manso, uma presa tão fácil, ao final conseguiu dar o bote e arrancar as tripas dela, que se achava tão inteligente e faceira. Que nunca imaginou ser dilacerada de tal forma, por algo tão aparentemente, inofensivo;
Ela aprendeu com isso, que quanto mais fácil as coisas vêm, mais rápido elas vão embora; e quanto mais dócil algo pareça, mais ameaçador é.
Aquele que se debate, que se mostra corajoso, difícil e coloca as cartas na mesa, são mais fáceis de se derrotar, pois não existe nada por trás da mesa. Já aqueles que aparentemente não jogam, são os melhores jogadores.
Ele, não é feliz. Ele deixou de ser feliz a partir do dia em que decidio começar a jogar; ao contrário dela.
Eu disse, não se iluda com histórias bonitas, no final, tudo sempre acaba.
Por bem, ou por mal, acabam.
Não que nunca tenham tido seus desafios no começo, mas o final é bem pior. Não vá esperando um final feliz, juras de amor e relação eterna. Aqui, caro leitor, existe apenas uma história de duas pessoas que se conheceram e com a mesma rapidez que se amaram, se afastaram.
Era uma manhã como qualquer outra, em um dia normal e tedioso como todos, mas ela se forçou a levantar e seguir a rotina. Provavelmente ele tenha feito a mesma coisa, pois tua animação era tão igual a dela...
Naquele dia conseguiu tudo dar errado, nada de rotina, apenas brigas, choros e raiva, muita raiva.
Para ele um dia comum, cuidou de teus afazeres e logo após os ter terminado, cuidou de ter uma vida social agradável, naquela noite tão gostosa de sexta-feira.
Diferente dela, que estava magoada, ferida e que saiu apenas para machucar quem a machucou.
Pois é, há maus que vêm para o bem, e foi atacando que ela foi atacada. Tentou usar ele para machucar, mas acabou arrebatada por algo, que nem mesmo ela, entendia.
Dias se passaram e aquela sensação não saia. Tanto dele, quanto dela. Mesmo as intenções sendo tão diferentes, um para amar, outro para usar, mas o objetivo era o mesmo.
Então, que se entenderam. Mas nada demais, não era difícil de conviver com ele, e ela se tornava amável até demais quando queria. Ele era uma presa fácil para ela, que sempre foi tão astuta em teus planos de ataque.
Mas tempos depois, ela percebeu que não era bem assim. Sim, estavam juntos, ela gostava dele. Ele não era mais um de seus jogos, ele era real, e ela queria ser real para ele também. E conseguiu.
Foram meses felizes. Sem interferências, sem brigas.
Eles se encaixavam perfeitamente, como se fossem feitos sob medida um para o outro. Até perceberem que as coisas não estavam tão boas assim.
Na realidade, ele mudou. Começou a jogar, e ela que tinha abandonado o seu próprio jogo na metade, já não tinha mais como retomar as tuas velhas regras, pois naquele momento, estavam ultrapassadas.
Por que então, que as coisas tomaram esse rumo?
Até hoje ele não sabe, e ela se arrepende de ter parado de jogar.
Muito bem, caro leitor, não digo que as coisas foram tão fáceis no começo, mas o final é mais doloroso do que parece.
Ele, que no começo se mostrou tão manso, uma presa tão fácil, ao final conseguiu dar o bote e arrancar as tripas dela, que se achava tão inteligente e faceira. Que nunca imaginou ser dilacerada de tal forma, por algo tão aparentemente, inofensivo;
Ela aprendeu com isso, que quanto mais fácil as coisas vêm, mais rápido elas vão embora; e quanto mais dócil algo pareça, mais ameaçador é.
Aquele que se debate, que se mostra corajoso, difícil e coloca as cartas na mesa, são mais fáceis de se derrotar, pois não existe nada por trás da mesa. Já aqueles que aparentemente não jogam, são os melhores jogadores.
Ele, não é feliz. Ele deixou de ser feliz a partir do dia em que decidio começar a jogar; ao contrário dela.
Eu disse, não se iluda com histórias bonitas, no final, tudo sempre acaba.
Por bem, ou por mal, acabam.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
dream.

Sabe aquela vontade de anos, aquele desejo de ver aquelas pessoas mesmo que não seja de tão perto, mas que você sabe que elas estão ali, ao vivo, a alguns metros de distância de você?
Aquela sensação mágica, ao se ver no meio de toda aquela multidão que idolatram aquelas pessoas com a mesma intensidade que você. Aquela pouca hora, mas que perdurará na tua memória para sempre, como um dos momentos de maior emoção da tua vida.
Foi simplesmente a sensação mais deslumbrante da minha vida;
Poder vê-los, poder ouví-los...O Gates estava ali, a alguns poucos metros de distância de mim, assim como o Matt também estava. Tão perfeitos, tão maravilhosos...
Além disso, eu não poderia estar em melhor companhia. Minha gêmea estava ao meu lado, o que eu mais precisaria? Foi com uma das pessoas mais importantes da minha vida, que eu dividi um dos momentos mais especiais para mim.
Sentir toda aquela energia, aquela multidão gritando e cantando aquelas músicas, que aqui em casa são tão normais, mas que lá se transformam em uma grande bolha com uma energia absurda.
Valeu a pena todos os desafios; o vento, o frio, toda aquela espera na fila, aquele sol do começo e o cansaço. Tudo isso junto, não paga, não torna menos, aquela experiência maravilhosa que foi, realizar um sonho.
Tudo para ter aquela sensação de frio na barriga, aquela apreensão nos segundinhos antes deles entrarem no palco; ouvir aquela multidão gritar 'Nightmare!!!!!!!' assim que eles entraram e as luzes se acenderam. Tudo para sentir o choro na garganta junto com aquela vontade imensa de gritar junto com todo mundo e no pensamento apenas uma frase: 'eu consegui, estou aqui. é real.'
Eu posso viver milhões de anos, e todos esses sentimentos jamais serão apagados, e eu jamais conseguirei explicar quão intensos eles são.
Mistura de sonho com realidade, nunca pensei que sentiria isso;
"You should have known, the price of evil, and it hurts to know that you belong here, yeah.
Ooooh it's your fuking nightmare!"
Eu daria tudo para reviver aqueles minutos novamente.
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