Geralmente as histórias de amor começam com sofrimentos e desafios até as coisas se resolverem e o casal finalmente conseguir ficar junto. Hoje, o que venho contar á vocês não é bem assim;
Não que nunca tenham tido seus desafios no começo, mas o final é bem pior. Não vá esperando um final feliz, juras de amor e relação eterna. Aqui, caro leitor, existe apenas uma história de duas pessoas que se conheceram e com a mesma rapidez que se amaram, se afastaram.
Era uma manhã como qualquer outra, em um dia normal e tedioso como todos, mas ela se forçou a levantar e seguir a rotina. Provavelmente ele tenha feito a mesma coisa, pois tua animação era tão igual a dela...
Naquele dia conseguiu tudo dar errado, nada de rotina, apenas brigas, choros e raiva, muita raiva.
Para ele um dia comum, cuidou de teus afazeres e logo após os ter terminado, cuidou de ter uma vida social agradável, naquela noite tão gostosa de sexta-feira.
Diferente dela, que estava magoada, ferida e que saiu apenas para machucar quem a machucou.
Pois é, há maus que vêm para o bem, e foi atacando que ela foi atacada. Tentou usar ele para machucar, mas acabou arrebatada por algo, que nem mesmo ela, entendia.
Dias se passaram e aquela sensação não saia. Tanto dele, quanto dela. Mesmo as intenções sendo tão diferentes, um para amar, outro para usar, mas o objetivo era o mesmo.
Então, que se entenderam. Mas nada demais, não era difícil de conviver com ele, e ela se tornava amável até demais quando queria. Ele era uma presa fácil para ela, que sempre foi tão astuta em teus planos de ataque.
Mas tempos depois, ela percebeu que não era bem assim. Sim, estavam juntos, ela gostava dele. Ele não era mais um de seus jogos, ele era real, e ela queria ser real para ele também. E conseguiu.
Foram meses felizes. Sem interferências, sem brigas.
Eles se encaixavam perfeitamente, como se fossem feitos sob medida um para o outro. Até perceberem que as coisas não estavam tão boas assim.
Na realidade, ele mudou. Começou a jogar, e ela que tinha abandonado o seu próprio jogo na metade, já não tinha mais como retomar as tuas velhas regras, pois naquele momento, estavam ultrapassadas.
Por que então, que as coisas tomaram esse rumo?
Até hoje ele não sabe, e ela se arrepende de ter parado de jogar.
Muito bem, caro leitor, não digo que as coisas foram tão fáceis no começo, mas o final é mais doloroso do que parece.
Ele, que no começo se mostrou tão manso, uma presa tão fácil, ao final conseguiu dar o bote e arrancar as tripas dela, que se achava tão inteligente e faceira. Que nunca imaginou ser dilacerada de tal forma, por algo tão aparentemente, inofensivo;
Ela aprendeu com isso, que quanto mais fácil as coisas vêm, mais rápido elas vão embora; e quanto mais dócil algo pareça, mais ameaçador é.
Aquele que se debate, que se mostra corajoso, difícil e coloca as cartas na mesa, são mais fáceis de se derrotar, pois não existe nada por trás da mesa. Já aqueles que aparentemente não jogam, são os melhores jogadores.
Ele, não é feliz. Ele deixou de ser feliz a partir do dia em que decidio começar a jogar; ao contrário dela.
Eu disse, não se iluda com histórias bonitas, no final, tudo sempre acaba.
Por bem, ou por mal, acabam.
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