Desde pequena, eu sempre fui muito independente. Mas por outro lado, sempre tive meu pai me segurando com uma mão só, minha mãe me fazendo dormir... Coisas assim.
Nunca precisei dar um só passo sozinha, mesmo eu querendo fazer isso. E como fazia.
Mas com o passar do tempo as coisas vão mudando, e por mais que eu não queira que aconteça, agora sou forçada a dar os meu primeiros passos sozinha, sem ter minha mãe ou meu pai atrás de mim, ou me segurando com uma mão só.
É engraçado me ver ao meio de tantas pessoas, procurando meu nome em listas e chorando por ter ficado em 88º lugar. Tudo isso sozinha. Logo eu, que nunca nem na padaria fui sozinha, por vergonha e por mimo, pois sempre tive quem faria por mim.
Dessa vez só eu posso dar esses passos. Não posso ficar no carro esperando, ou mandar a minha mãe ligar para mim;
Não posso fingi que esqueci do compromisso, apenas porque não tinha quem ir comigo. Agora sou eu por mim mesma.
Meus primeiros passos, mesmo que sempre independente, nunca fui sozinha, e agora tenho que me virar.
Não posso negar que isso assusta, mas eu tenho que confessar estar adorando isso.
É a parte que eu mais gosto. Conseguir me sentir verdadeiramente independente, livre de tudo e de todos, e aquela sensação gostosa de estar vencendo as minhas próprias barreiras.
Mesmo que exista o choro, por mimo, ou o medo por estar só, as melhores escolhas eu sempre fiz sozinha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário