Eu mudei muito.
As pessoas podem até descordar de mim, mas eu sei que eu mudei muito. Em todos os sentidos.
Sempre fui distante das pessoas e hoje eu sei o porquê.
Me deixei levar por uma série de sentimentos por pessoas que eu realmente achei que também tinham um pingo de afeição por mim. Me arrependo de ter me aberto para taís.
Não quero ser ingrata, os momentos em que eu passei com elas, com certeza, foram muito especiais e eu aprendi muito com elas, também. Mas as coisas mudam, as pessoas fazem as tuas escolhas e nem sempre escolhem estar conosco 'na alegria e na tristeza'. Ter alguém apenas para a tristeza é sempre mais cômodo.
Repito, não quero ser ingrata, mas não posso ser hipócrita.
Ando entre o bem e o mal, o certo e o errado, o sim e o não, sempre. Sou radical demais. Odeio ouvir o silêncio, quando pergunto algo e estou disposta a ouvir qualquer coisa, só para não calarem a minha pergunta.
Eu me odeio por isso e já perdi muitas coisas com esse meu jeito.
Mas as coisas que mais me doem, por ter perdido, são três criaturinhas que eu julguei estarem sempre comigo. Infelizmente, os caminhos mudam. Os desejos mudam...
Eu continuo desejando a mesma coisa, mas hoje com mais intensidade. Eu desejo uma certa pessoa com tamanho amor e afeição, que chego a me julgar louca.
E eu percebo que mudei, quando eu penso nessa pessoa. Nas inúmeras coisas que eu já fiz para com ela e ela para comigo.
Ai eu percebo o que realmente me faz bem. Apenas sentar e conversar, apenas ligar e ouvir o barulho do ventilador do quarto dele, enquanto eu choro ou tento entender o que está acontecendo dentro daquela cabeça.
Quando um simples sorriso mexe com as estruturas de um certo alguém, é porque algo de muito especial realmente acontece entre essas duas pessoas. É isso que eu sinto. Não preciso de nada, apenas de um brilho no olhar.
Eu já fui louca, fofa, briguenta, passiva, paciente, ciumenta, possessiva...
Já tentei ser outra, tentei ser sociável, tentei ser certinha, tentei, tentei, tentei...
Cheguei ao ponto em que tento não deixar que me escape mais uma vez, a única coisa que me vem a cabeça, quando perguntam o que eu acho que é a felicidade. A única pessoa que faz com que eu me sinta feliz, mesmo eu não tendo certeza se é felicidade de verdade, mas é o mais próximo que eu já cheguei desse sentimento.
Sinto muito pelas coisas e pessoas que perdi ao longo desse caminho, desse começo de ano, mas não vou me iludir achando que daqui a pouco as coisas vão mudar, porque eu sei que não estou aberta para mudanças.
Eu quero apenas aqueles olhos para mim, aquele sorriso e aquele cheiro. Pode não ser muito, mas para mim é fundamental.
Ás vezes momentos bons são mais importantes do que momentos felizes.
Minha vida é digna de novela. Uma novela escrita por Manuel Carlos. Só não moro no Leblom e nem me chamo Helena, mas de resto, minha história é tão intediante e 'sofrida', quanto.
Sou tonta, sou vingativa e muito orgulhosa, mas mudei muito, como mudei...
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