quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

nada que importe para alguém...

Sou daquele tipo de pessoa louca, sabe? Aquela pessoa que não acredita em nada, mas acredita em tudo ao mesmo tempo. Que não tem fé nenhuma, mas na hora do desespero corre pra igreja, para o centro espírita, recorre a simpatia... (mentira, nunca fiz simpatia, ainda)
Ontem mesmo, eu estava sentada no banco da igreja evangélica (que nem é a minha 'religião') e pensando sobre isso. Quantas vezes eu entrei naquele mesmo lugar, desesperada e ainda não acreditando em nada. Quantas vezes eu fui até lá, não porque eu acreditava que 'Deus' faria algo por mim, melhoraria a minha vida e blábláblá; mas sim porque eu precisava de alguém ao meu lado, que acreditasse que as coisas melhorariam...
E sempre foi assim. Eu sou esse tipo de pessoa louca que não acredita, mas que precisa estar ao lado de pessoas que acreditam, só pra não perder as esperanças. Sou pessimista.
Não falo só de religião, mas também de amizades. Sempre recorri aos meus amigos nos momentos mais difíceis, porque eu sabia que eles acreditavam em mim, que eles acreditariam que eu seria capaz de passar por qualquer dificuldade que fosse, sem me despedaçar por completa. Preciso de incentivo, não acredito em mim, na minha capacidade.
Ontem nessa mesma igreja e continuando esse pensamento, uma pessoa que eu sempre tive, digamos assim, certo medo, por causa de algumas coisas que ela me disse em momentos de dificuldade, veio, me abraçou e simplesmente falou que me amava. Pera lá, te conheço a menos de um ano. Mas ai eu descobri que essa pessoa não me dá medo e senti uma ternura e uma afeição tão grande por ela, que até me estranhei.
Mas n'way, não acredito nessas coisas, mesmo que eu queira, sou completamente racional e não consigo acreditar em coisas que eu não posso ver e nem sentir.
Hoje é um daqueles dias em que eu acordei com uma sensação horrível, como se as coisas fossem dar errado, ou que algo de muito ruim vai acontecer com alguém que eu amo muito. Não sei o que é, e essas sensações me deixam completamente preocupadas e com medo profundo.
Essas coisas passam.
Ai voltando ao assunto de ontem, eu percebi que sempre entrava naquele lugar pedindo algo. Pedindo para as coisas serem menos difíceis, pedindo para algo me fazer parar de chorar, pedindo um pouco de auto controle... Mesmo sabendo que essas coisas só dependiam de mim, mas eu me forçava a acreditar que se eu fizesse tudo certinho, alguma força maior me ajudaria. PÉÉÉ, erro meu, que eu conseguiria. Saia de lá e ia pra onde? Sair com os meus amigos para beber, rs.
Mas ontem foi diferente, eu cheguei a um ponto da minha vida em que eu não desejo nada. Não quero mais nada além do que eu já tenho. Ai eu pensei: o que eu estou fazendo aqui? E descobri que eu gosto de estar lá. É tudo muito piegas e muito clichê, tudo muito fantasioso e radical, mas eu gosto daquilo. Gosto de ver aquelas pessoas e tentar entender o que se passa naquelas mentes. Talvez seja por causa da profissão que eu seguirei, mas eu gosto de ver o quanto elas realmente acreditam em tudo aquilo.
E eu mesmo não acreditando, sei que muitas das vezes que eu pensei que havia caído e não conseguiria mais levantar, foram aquelas pessoas que acreditaram em mim, que eu conseguiria, não sozinha -tem esse detalhe- mas que eu conseguiria sair daquela.

'Já é seu, mas precisa de esforço. A escolha é tua: vai arriscar e continuar tentando, ou vai desistir do teu maior sentimento?'

Um comentário:

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