Sim, eu inventei de ir para Recife em um momento digamos que... crítico da minha vida. Então comprei a passagem para Novembro e quando Novembro chegou, eu descobri que não queria e não precisava mais me distanciar. Mas fui, tinha que ir agora.
No avião eu sentei ao lado de um senhor, e minha madrinha e a amiga dela, sentaram atrás de nós. Pobre senhor, ele não aguentava mais eu falando na orelha dele. As três não calavam a boca um segundo, eu ficava olhando para traz a todo momento e nós riamos muito alto, o tempo todo.
No meio da viagem o senhor supostamente foi ao banheiro, mas alguns instantes depois, sentou ao meu lado uma mulher, a filha dele. haha' o coitado não aguentou e trocou de lugar com a filha que estava sentada mais atrás do avião.
Essa foi outra, que queria me matar, teve um momento em que eu olhei para ela e ela estava de olhos fechados e tampando o ouvido. haha' foi muito engraçado.
Minha madrinha me jogou sacos de batatinha, estourou a pulseira e fez nós ficarmos procurando as pedrinhas que caíram... uma farofa! haha'
Chegando em Recife, fomos direto para casa do meu tio, e lá, querendo dormir, ele não deixava. Mudou toda a decoração do quarto 'para nos acomodar melhor'. Coitado, eu entendo, mas ele precisava fazer aquilo a hora que nós chegamos? Não poderia ser antes?
Quando finalmente conseguimos dormir, as 4 horas da manhã, lá começa a amanhecer. É a morte, sim, a morte.
Acordei as 7 horas e fiquei fazendo hora para não ir a praia, mas não teve jeito, me arrastaram para lá e eu fui, mas com uma camada de protetor solar fator 30 e mais uma de bloqueador solar fator 60. Sem contar nas camisetas e no shorts e os três guardas-sol que eu fiquei escondida em baixo.
Depois disso, eu almocei, dormi e mais tarde me enfiaram dentro de um barco. Meu Deus, o que eu estava fazendo ali? Eu não quero entrar no barco!!
Bom, tive que ir. Passei por todos os rios principais que cortam a cidade, até que é bonito de se ver, mas é enjoativo, cansativo e aquele ar grosso de água do mar misturado com água salgada estava me sufocando. :s
Quando eu sai de dentro do barco, eu fiquei 45 minutos esperando meu primo ir nos buscar. Mais risada. Nós três juntas só falamos e fazemos besteira.
Fomos para casa, jantamos e fomos ao shopping. Essa foi a parte que eu mais gostei! Comprei um livro e passeei bastante. Foi bom. Pena que eu não encontrei a Melissa que eu queria na cor que eu queria. :(
Sábado: acordei as 8:30 da manhã, sim, o sol já estava batendo no meu rosto desde as 5 horas da manhã. Me arrumei e fui para a casa do meu primo. De lá seguimos para Porto de Galinhas.
Mais praia! Foi nesse dia que me enfiaram dentro do mar, eu descobri que tenho algum tipo de alergia a praia, porque fiquei toda empipocada, toda vermelha. Um saco. :@
Passei o dia com um calor infernal sob e sobre mim. Até que por um milagre começou a chover. Eba!
Ficamos andando pelo centro da cidade, em baixo de chuva (muito bom *-*), e eu não achei a minha Melissa na cor certa lá também.
Voltamos para casa e fomos visitar a tia Irma, ela nem está tão mal quanto me falavam, eu achei que ela está muito bem até, a não ser pelos problemas que ela já tinha quando morava aqui.
De lá fomos para uma pizzaria e depois casa!
Domingo: acordei as 8:30 da manhã, e não fui a praia, dessa vez eu me recusei a ter que ir até aquele local que eu detesto. Fiquei em casa com o meu tio lendo meu livro e assistindo Multishow. Amei poder fazer o que eu mais gosto, dormir, assistir TV e ler. :)
Quando minha madrinha voltou da praia, dei muita risada com ela contando que o Heitor, o afilhado da minha tia que mora lá, foi a praia com elas e do nada saiu correndo e elas chamavam ele e ele não parava de correr e elas correndo atrás dele... Diz que foi a cena mais engraçada. Correram quarteirões atrás do garoto. Tudo porque ele queria um 'soveti'. (me apaixonei pelo sotaque dele)
Almoçamos, dormimos e fomos para Olinda. O cidade complicada. Sobe ladeira, desce ladeira, passa calor, passa aperto, tira foto... Cansativo, chato.
Voltamos de Olinda e fomos para uma feira que estava tendo no centro de Recife. Meu Deus, quanta gente. De onde sai tanta gente feia? Juro, não vi uma alma bonita a não ser o moço que estava no aeroporto (queria que ele viesse embora comigo). haha'
Cheguei em casa, arrumei minhas coisas, dormi e finalmente, casa!!! Ai que felicidade!
Chegando no aeroporto, na sala de embarque, quem eu encontro? Sim, a moça que veio ao meu lado. haha' Ela me olhou com uma cara que eu poderia jurar que se estivesse sozinha, ela me mataria ali, com as próprias mãos. o.o
Entrei no avião, ouvi todas aquelas coisas típicas de antes do voo e dormi um pouquinho. Dessa vez sem falar nada, sem conversar com ninguém. Passei a viagem calada.
Quando o avião pousou, senti um medo, uma ansiedade por estar finalmente em casa. Medo por não saber como será essa semana com as pessoas. Ansiedade porque não aguentava mais ficar longe das coisas que eu gosto e das pessoas que eu amo.
Essa viagem me serviu para confirmar todas as coisas que eu tinha em mente. Sim, eu realmente odeio praia, sol, areia, água salgada e calor. Sim, realmente não tem uma pessoa bonita naquele lugar. Sim, eu realmente amo como eu imaginava, como eu sinto. Sim, as decisões que eu ando tomando estão certas, não devo abandonar nada agora. (conselhos de uma psicóloga)
Lá o capeta passa protetor solar, os camarões tem insolação e os tubarões não são brancos, são morenos 'da cor do pecado'.
Mas até que valeu a pena, até que eu ri bastante, me diverti e consegui colocar a cabeça no lugar, os pensamentos em ordem.
Foi engraçado, mas não volto lá durante uns bons 25 anos. (só se precisar ir antes)
Eu amo a minha cidade, sou mais Paulista do que imaginava. Amo a chuva daqui, o frio de doer a noite, o transito caótico e toda a poluição.
Pode ser loucura, mas eu sou assim.
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