domingo, 25 de dezembro de 2011
me encantou.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
aquele quebra-cabeças de 500 peças.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
a saudades que eu gosto de ter.
E bate aquela saudades enorme!
Eu tinha 11 anos e detestava aquele lugar, não me dava bem com aquelas pessoas e nem tentava... 12, 13, 14, me acostumei. Com 15 comecei a ser verdadeiramente feliz lá dentro, hoje eu sei disso com toda a certeza do meu coração. Aos 16 eu tinha bons amigos, grandes colegas, um amor e adoráveis professores, todos que ganhei de presente daquele lugar.
Quando cheguei aos 17, vi minha estrada chegar ao fim de lá, para que eu pudesse entrar em um novo estágio da minha vida. A essa altura já não era apenas eu ali dentro, tinha ótimos, grandessíssimos amigos, admiráveis professores amados, uma história de vida... Fazíamos parte não de um grupo, mas sim, formávamos uma grande família, onde cada um tinha um jeito, um gosto, um olhar no rosto e esperanças no coração...
Nos prometemos que, como aquele seria o último ano juntos ali, faríamos dele o melhor de nossas vidas. Hoje eu afirmo o que antes já afirmava, só que agora com mais convicção, de que nós realmente conseguimos! Foi o melhor ano da minha vida!
É uma saudades gostosa, de todas as histórias, todos os dias, todas as aulas dormidas, os conteúdos aprendidos, as choradeiras e risadas dadas no colo da professora, irmã mais velha, de português. Saudades das invenções do professor de biologia e de seus bons dias inspiradores. Faltam as broncas da professora de química para que não sentássemos no colo uns dos outros, para não dar mal exemplo às crianças do pré. Saudades do professor de matemática, acordando a turminha para as notas. Falta das aulas descontraídas de geografia, das aulas alucinadas de história com o professor e seu jeitão...
Sempre pensei que sairia de lá e seguiria meu caminho sem vínculo nenhum com aquele ambiente. Até porque, quando ali estava, sempre me perguntava porquê de ex alunos aparecerem tanto lá, para rever todos. Hoje eu sei.
Hoje posso ver que é impossível falar de mim, contar minha vida, sem sitar pelo menos o nome de uma pessoa de lá. Como eu amo aquele lugar e aquelas pessoas...!
Sabe, aproveitem, aproveitem muito enquanto vocês ainda podem. Cada segundo de vida, cada suspiro existente, não deixem ser em vão. Aproveitem! Esse será o amor eterno de vocês, nunca, em lugar algum, em tempo algum, vocês terão experiências como as que têm e tiveram ai.
E ao fim da jornada de vocês, como na minha, sobrará a saudades, as fotos, os conselhos recebidos e dados, os trabalhos de literatura. Sobrará a recordação gravada na mente e no coração, que o tempo jamais estragará ou apagará de vocês, de nós.
Resta o amor e a gratidão eterna à todos e para todos. Desde os gêmeos hiperativos da cantina, passando pela mãezona da secretaria, pelo despojado dono de tudo e pelo sério e correto diretor e sua esposa, que formam o casal mais bonitinho da história. Além do corpo docente e dos amigos, da família que formamos e que escolhemos para ter.
Um amor e uma gratidão enorme e verdadeira.
Obrigada, de coração!
Eu amo vocês.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
to smithereens.
Pensamos que as dores diminuirão, até termos certeza de que os cortes não se cicatrizam e infeccionam, devido ao contato com o chão sujo dos caminhos que percorremos.
Aí nos conformamos com um mundo cinza e sem graça, até que o colorido sorri e achamos que ele gosta de nós. Mas o colorido se vai com a mesma rapidez com que captamos seu sorriso e acabamos sozinhos, doloridos e cada vez mais gelados.
Construímos muros de concreto, enormes, onde nos escondemos e nos moldamos para a realidade arrasadora, até sermos puro gelo. Puro medo de viver, puro medo de ser e não precisar explicar.
Vivemos aos trancos, nos escondendo por baixo de roupas que 'dizem' o que somos e procurando refugio nos fones de ouvido que tocam o mais alto possível, músicas tristes ou histórias com finais felizes que gostaríamos que fossem nossas histórias, nossas tristezas. Transportamos todo e qualquer sentimento para o menor rumor de esperança existente em coisas irreais, porque precisamos acreditar em alguma coisa.
Ai nos afundamos.
As desculpas que pensamos em dar, cansam. As desculpas chulas que ouvimos, cansam. As péssimas desculpas que inventamos e contamos, cansam.
É um tal de transportar energia, transferir sentimentos, inventar pessoas e gostos. Um jeito todo torto de ser e fazer, uma vontade tola de esquecer, deixar passar.
As coisas infelizmente às vezes, saem do caminho certo.
Nunca confiamos nas pessoas, não acreditamos no que vemos, não nos importamos com os cacos ao chão e sempre despejamos mais sujeira.
Quanto menos pessoas temos a nossa volta, mais queremos que elas se afastem.
Nós tentamos, achamos que tentamos, que nos esforçamos, mas achar e tentar apenas, não é o suficiente para conseguir e fazer dar certo todos os sonhos e desejos que criamos e recriamos em nossas mentes.
No fundo, gostamos do nosso canto, das nossas grosserias e ficamos com todo esse 'mimimi' de querermos que as pessoas estejam sempre dispostas a estar conosco, sabendo que nós também não somos dispostos a muita coisa, quase sempre.
É um jogo limpo e perigoso, de nós com nós mesmos e quase sempre acaba mal.
Passamos a vida pisando em cacos e virando casca vazia.
domingo, 18 de setembro de 2011
planned or not.
Falha minha. Minha única certeza planejada é a falta de planejamentos para a vida toda que se foi e que ainda será. Porque o medo de ter esperanças e me frustrar é exatamente o que me prende em uma correnteza de escuridão e incerteza, que não machuca se não for.
Se não for aquilo, se não for meu, se não for para mim, se não for como quero, se não for...
Isso pode ser mania de quem gosta de contrariar tudo o que julgam certo e necessário, ou apenas característica de uma menina mimada.
Tenho casa mas não um lar, passo por pessoas, mas nunca fico. Estou sempre passando, sempre indo ou ficando e elas indo, ou me escondendo, ou tentando viver. Muitos julgam como incerteza, mas é apenas um mecanismo de defesa de quem não quer se machucar mais. Não por não suportar mais uma queda, apenas por achar que não mereço cair novamente. Já estou acostumada com a desilusão e seu discurso sobre a vida e o futuro não vão mudar minha opinião.
É uma desilusão pessoal e intima.
São desilusões comigo mesma, com meus atos e minha forma de proteção. As pessoas cumprem direitinho com seus papéis. Algumas se esforçam para conviver com meu gelo, outras gostam sinceramente de mim, apesar das dificuldades que imponho.
Sou de partida, nunca de chegada, sou de passagem, nunca de permanência. Sou o começo ou o fim, geralmente não participo do meio.
Gostaria de ser sem pesar, sem doer. Meus impulsos julgados, resumem um animal acuado e pequeno, que só quer se proteger e não tem ideia do quê.
Imprime-se no meu falho discurso a tentativa de expressar com voz o que só sei colocar no papel. Não gosto de plateias, porque nem eu mesma sei me entender. Preciso aprender a me calar, como forma de falar.
Não me acostumo e não me conformo. Quero o que quero e agora, sem titubear. É tão complicado ter que esperar, sendo que não se acredita em um futuro, quando não se planeja um futuro e só deseja que o agora seja.
Todas as velharias da gaveta hoje pesam, mas eu jamais as planejei. Todas aquelas palavras erradas e lágrimas derramadas foram momentâneas e inesperadas. Melhor assim, talvez se soubesse de suas existências jamais caminharia por caminhos correntes que me deixassem aos seus pés.
Tantos sentimentos ridículos, que só são extremamente ridículos pelo tamanho da verdade que carregam. Deve ser por isso e talvez por mais algumas outras coisas que evito deixar algo ficar.
Vivo à me machucar, bater com a cara no muro, porque sou bicho, sou fera que não mede consequências e não enxerga horizontes. Minha mente vive somente o que tenho em mãos agora e não almejo mais que isso, até ter novas coisas em mãos. Talvez seja por isso que machuco tanto. Não só a mim, mas aos outros. E eu espero que haja uma maneira de evoluir, sem precisar não sentir.
Essas regras não servem para mim, mas quem sabe um dia, eu aprenda a respeitá-las. Acho tolice desperdiçar uma vida incerta com planos incertos e sonhos vãos. Não planejo, apenas existo.
domingo, 21 de agosto de 2011
erroneamente.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
das coragens.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
não lhe diz respeito, mas pode lhe interessar.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
moradores invisíveis.
sábado, 30 de julho de 2011
perfection.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
sweet...?
domingo, 17 de julho de 2011
São Paulo 10°, cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos.
sábado, 9 de julho de 2011
amor coceguinhas.
Eram feito imãs
.
Às vezes se atraiam, outras tantas se repeliam. Mas eram imãs
um do outro.
Aqueles cabelos castanhos, aqueles olhos que nem mesmo ela, que os conhecia tão bem, sabia explicar como eram esses olhos. Não eram como os de Capitu, que eram olhos de ressaca, estavam mais para os olhos futuristas de Clarice Lispector
, mas a cor... Ela não sabia explicar, por mais que tentasse.
E tentava. Pelo menos havia tentado um dia. Hoje já não mais, apenas admirava e se deslumbrava com olhos tão...
Mas voltando aos cabelos castanhos, tão dela, bons para agarrar mas nem sempre suficientes para isso. Eles poderiam estar arrumadinhos como sempre ou uma bagunça
completa... Estavam sempre lindos e não há quem a faça desistir dessa ideia.
Tinha também uma coisinha no canto da boca... Um sorriso contido, tímido. Um sorriso que quando se revelava dava gosto de sorrir junto. Dizem que os olhos são o espelho da alma, mas aquele conjunto de sorriso e olhos eram mais que isso. Os olhos sorriam, mas não como aquele meio tímido que aparecia ao canto da boca.
E ela se deixava invadir por um torpor único e só dela. Ela sabia que mais ninguém sentiria aquilo por pessoa alguma, a não ser por ele. E ela sabia que outras pessoas sentiriam sim, essa mesma coisa que ela sentia ao vê-lo e sentia uma pontada no peito, pois ele nunca seria exclusivamente dela.
Um erro...
Um grande erro vindo de uma caixa de muitos outros erros existentes, mas que ela não se cansava de comete-los e nem se arrependia de te-los cometido.
Aquele cheiro vindo da roupa dele era tão...Tranquilizador, sim, é essa a palavra que vem a sua mente quando tenta descreve-lo. Um cheiro que acalma, daqueles cheiros que tem em cama de mãe, sabem? Aquele cheiro que nos dá tanta proteção
, tanta segurança e tranquilidade que nos faz dormir em segundos, um sono confortável, um sono único...
Se ela pudesse passaria a noite olhando para aqueles olhos indescritíveis, mexendo naqueles cabelos tão perfeitos e milimetricamente
bem cuidados. Provocando aquele risinho tímido de cantinho de boca e sentindo aquele cheiro envolta a mil braços e abraços e cobertores...
Mas eram como imãs
. Ou muito se atraiam ou muito se repeliam.
Uma pena, grandessíssima
pena. Para ambos, que poderiam ser tão eles, mas que foram apenas dois.
Dois ótimos
, dois perfeitos, mas dois.
Antes ela não conseguia terminar tais descrições ou tentativas sem olhos marejados, sem mãos tremulas e frases clichês. Hoje ela sorri ao se lembrar, ao se esforçar a contar e arrumar adjetivos
para tais coisas que a atraem tanto.
Amor não morre e não se repele. Apenas corpos se afastam.
Mas as mãos... As mãos que sempre são necessárias estão sempre dispostas a agarrar qualquer chance de fazer valer. Aquelas mãos sempre esticadas ou entrelaçadas deles, era como um: 'eu estou aqui para sempre.', um acordo mútuo e mudo entre eles.
Isso ninguém poderia lhes tirar. O silêncio do acordo cego existente. Não importa se tentem, esse é só deles.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
poems, flowers and chocolate liquor. but why not sonnets?
domingo, 12 de junho de 2011
mais alguns passos.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Nazaré Tedesco que se esconda.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Da série coisas que eu não entendo:
sábado, 21 de maio de 2011
run with it.
terça-feira, 10 de maio de 2011
efeito sanfona.
domingo, 1 de maio de 2011
I did not regretted. I only regret.
I will have to learn.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
daqui a pouco cresço, passa...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
there is no purity .
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Lucidez.
sábado, 9 de abril de 2011
laughter.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
grown-up life is not easy.
quinta-feira, 31 de março de 2011
is love, only love...
domingo, 27 de março de 2011
e se eu estiver errada...
segunda-feira, 14 de março de 2011
and not take it back.
quinta-feira, 10 de março de 2011
pois é, meu bem.
Como as coisas mudam, não, meu bem?
Foram palavras, gestos...
Um mundo que tinha que ser, que foi, mas que ficou para trás.
Olhos vidrados, coração apertado, mente martelando e pernas tremendo.
São muitos efeitos colaterais ainda.
Pior que ás drogas é a droga do coração.
É sempre aquele susto, aquela insegurança.
Pra que tanta possessividade com ás águas da chuva que passou, molhou e deixou apenas o frio?
Confiança sai de cena, olha ali aquela morena.
Calma coração, não pula agora não.
-Sorria, sorria!
Gritava a razão, mas não queria, não dava não.
A chuva passou, o frio ficou, os olhos continuam vidrados...
Parece que tem gente mexendo com os caminhos, sempre um encontrando com o outro, não é, meu bem?
Não tem ninguém para fazer isso parar.
A cabeça roda, o coração chora e os olhos vidrados são apenas um quadro de toda a solidão.
Do tempo, do vento, do momento de colisão.
Admitir dói o coração, dói mais não saber dizer não.
Pois é, meu bem, as coisas nunca ficarão bem.
quinta-feira, 3 de março de 2011
but today I want...
Quero um amor, café na cama.
Quero sorrisos, carinhos, caricias de amor durante a noite.
Preciso de palavras, de ouvintes, daqueles lábios.
Hoje eu necessito daqueles olhos, do brilho das estrelas e de um sentimento bom.
Desejo crianças correndo, o frio na barriga e a certeza de um amor.
Amor mutuo, eu amo, ele ama, nos amamos.
Meus móveis, minha decoração, meu jeito estampado em cada parede.
Quero rir até a barriga doer, chorar até adormecer, gritar até enrouquecer, quebrar até não sobrar mais nada.
Preciso me sentir livre, me sentir segura.
Quero um abraço de adeus, um abraço de volta e um abraço de estou aqui e sempre estarei.
Preciso de tão pouco e quero tanto.
São as coisas que vão se tornando difíceis demais e eu que vou desejando de menos.
Pensamentos tolos, nunca me levarão para frente, eu sei.
Mas hoje eu quero um amor, um café e uma cama.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
also find it easy to speak ill of me.
Meu maior sonho, a vida toda, foi sair dessa cidade. Aqui nunca foi o meu lugar e eu nunca suportei a hipótese de viver a vida inteira aqui. Nunca tive grandes amigos, nunca tive interesse em nada daqui. Pesadelo.
Era um amigo aqui, uma amiga ali e sempre milhões a me apontar. Nunca me incomodei, sempre incomodei aos outros... Tinha aquela vez ou outra que eu me estressava: 'Porra, da pra parar de me olhar torto? Nunca te fiz nada.' Mas depois passava... Sempre gostei de chocar, era engraçado ver as pessoas com uma imagem sobre mim, completamente diferente da realidade. Era assim que eu me protegia do mundo, ainda me protejo.
Um romance sem graça aqui, um jogo interessante ali. Sempre encarei assim: jogo.
Como meu avô diz, e hoje penso que ele muito certo está, de alguma forma, não existe amor. È só uma palavra para definir o sentimento de desejo que sentimos por outra pessoa. Não só desejo de sexo, mas desejo de estar perto, de se sentir importante. Coisas assim.
Bom, cresci. Cresci sendo detestadas por muitos, mas realmente amada pelos poucos que conseguiram me aturar. Já fui definida por uma amiga como jaca: dura por fora e mole por dentro. E também como 8 ou 80: ou amam muito, ou odeiam de coração, rs.
Não reclamo, pelo contrário, porque sei que esses poucos já passaram por todos os meus testes. Porque sim, sou dessas que testam as pessoas. Muitos, opa! Pera lá, cadê você quando a coisa ficou feia? Cadê você depois que eu surtei... Pois é, meus testes, minha confiança.
Até que um dia eu não testei, apenas estava em mais um dos meus jogos e pronto, cai em mim. Era essa a vida que eu queria para mim. Tinha bons amigos, uma boa convivência dentro de casa e uma pessoa que eu não me importei em testar, apenas acreditei e ainda acredito nela, sem mesmo saber o porquê.
Tudo bem, então porque estou reclamando? Pois é, as coisas nunca são boas por tempo suficiente.
Um ano termina, outro começa e as coisas ainda estavam bem, minha vida ainda era a que eu desejava, apesar de não ser um conto de fadas. Aliás, sempre esteve bem longe dessa categoria, mas eu nunca quis isso, também. Não tenho vocação pra otária, apesar de muitas vezes fazer bem esse papel.
Mas, voltando..
Eu ganhei bons amigos, não só porque passaram em meus testes, mas porque eu cultivei dentro de mim, sentimentos cada vez mais fortes por eles. Coisa que eu nunca havia feito antes. Não eram muitos, mas para mim, sempre foram grandes.
Comecei a me afeiçoar a essa cidade tão maldita, antigamente. Quando tive a oportunidade de ir embora, abandonar tudo e sumir, não quis. Não era mais a minha prioridade sumir daqui, eu não estava mais sozinha, tanto dentro, quanto fora de mim, me sentia completa.
Mas as coisas não são definidas apenas por mim. Meus bons amigos tiveram que ir.
Não ir só de mudança, mas ir também de me deixar só. Não porque eles queriam, mas porque todo mundo precisa crescer mais e mais, a cada dia.
A cidade é tão pequena e medíocre novamente e eu me sinto cada vez mais sozinha e com vontade de ser engolida pelo colchão da minha cama.
Hoje recebi uma mensagem que me fez chorar por uma hora.
Foi aquela saudades que dói, aquela dor que não se sabe de onde vem, mas também não tem como pará-la.
Uma dor indescritível que só quem à sente, sabe do que estou falando.
E agora é assim, só a dor que resta, enquanto eu continuo nessa cidade e vejo novamente a vida passar e sinto novamente essa vontade incontrolável de ir embora daqui. Numa tentativa desesperada, de fazer a dor da saudades passar.
Mas essa não é uma opção.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
one, two, three, go away again.
As pessoas passam, não te olham, não te percebem. Aquele lugar não pertence a você.
Definitivamente ninguém se encaixa, mas fazer o quê? Todos sabem fingir muito bem.
Olha pro céu menino, a chuva cai e você não pode sair dai de dentro. Eles vão te olhar feio, você não quer parecer um maluco.
Não, não corre daí, fica mais um pouco, só mais alguns minutos e você vai aprender.
Pode até valer a pena no final, vai que o prêmio seja maior do que o crescimento pessoal?
Carrinho não pode mais, se chorar não terá colo. Menino, vê se cresce, aprende a se virar.
Dificilmente você vai se encaixar, mas você finge tão bem, porque ignorar?
Era uma vez, duas, três. Não foi mais.
A vida correu, a chuva passou, você conseguiu, não parou.
Uma, duas, três. Tua chance mais uma vez.
Vai menino, o céu está limpo, corre daí antes que vire mais um cínico.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
the dance must go on.
O mundo desanda, mas você não pode desandar.
Já chorando as coisas que serão perdidas e ainda no choro pelas coisas que se perderam a algum tempo.
A vida não é justa, minha cara.
É porrada de todos os lados e se você não for forte, não chega nem na metade.
Uns que vem, outros muitos que vão e você se sente parada no mundo, não pertencendo á aquele ambiente.
Só não tire o sorriso do rosto, não se exponha, não se rebaixe. O mundo pode cair, mas você não vai quebrar.
Seja forte, gente mole não dura muito.
E lá vem, mais porrada daqui, mais perda de lá.
Não, você não pode chorar. Não tem tempo pra isso, as coisas vão desandar.
Para, respira, aprende a se portar. Cada lugar um sorriso, as pessoas precisam disso.
Agora está tudo bem, pode sorrir de verdade, aquele com vontade, que você estava guardando para alguém. Mas vai com calma, não grita. Não, não, não faz escândalo, todos têm o sono leve.
Corre, corre com o vento, isso, dance minha cara. Aproveita, você merece.
Olha lá, mais uma vez, não se deixe abater, o mundo está começando a ruir. Você não achou que a dança duraria muito tempo, achou?
Levanta, não dá tempo de chorar. A dança tem que continuar...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
my private bubble.
Só faço o que eu quero e isso muitas vezes é levado como caretice.
Não gosto de engatar um relacionamento em outro, não gosto de ficar com desconhecidos, não gosto de beber porque todo mundo está bebendo, não me visto para os outros, não sigo os padrões... Faço tudo no meu tempo, no meu momento. Preciso de espaço.
Cuido de quem eu acho que precisa de mim.
Oks, eu criei o mundo em que estou vivendo agora. Eu deixei muitas coisas passarem e prendi muitas coisas que deveriam ter passado a muito tempo.
Não sou mais criança, mas ainda sou completamente irresponsável.
Sento e vejo em que mundo me meti. Um lugar feio, onde qualquer ato mais ou menos é motivo para olhares tortos e palavras ásperas.
Se tem uma coisa que realmente me deixa sufocada é ter razão e não poder gritar.
Saia dos padrões e sejam apedrejados.
Sou egoísta, aprendi a viver excluída, porque muitas pessoas não sabem ouvir a verdade, ou pelo menos o que eu acho que seja a verdade em meu mundo.
A maioria das pessoas gostam de ibope, e eu não sou telespectadora da vida de ninguém, apenas da minha. Não gosto de mover os atores principais de lugar, isso me assusta.
Mas ninguém aceita, ninguém acha certo.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
come have a cup of tea ...
Gosto do mistério, do difícil, do praticamente inalcançável...
Não preciso de facilidade e nem cuidados... Posso até entortar, mas sei que jamais quebrarei.
As coisas não vêm fácil, mas se vão com uma leve brisa. E não se engane, quanto mais você apertar, mais elas escorreram pelo meio de teus dedos.
Não sou de cruzar os braços. Já tenho o não, o máximo que posso conseguir será um sim.
Pois bem, se fosse fácil não me encantaria, não me traria o menos tesão.
Fecho os olhos, eu gosto do escuro, as coisas que eu estimo estão comigo agora.
Loucura, sempre fui louca. A minha loucura é negra, porque na escuridão eu enxergo melhor.
Palavras podem até se gravar em mim, mas eu jamais me importei com cicatrizes. As ignoro, elas um dia acabam sumindo ou se tornando insignificantes.
Guardo mágoas no fundo de minha alma, mas jamais guardarei ódio de ninguém.
Sou tola, perdoou fácil qualquer erro cometido, mas jamais esquecerei. Boa memória é o castigo dos tolos.
Ai eu simplesmente fecho meus olhos, agora estou calma, as coisas estão bem... Estão comigo as coisas que mais estimo...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
man of the house.
Tenho verdadeira repulsa de homem assim. E até mesmo de mulher, assim.
Não vou negar que para alguns assuntos sou categoricamente machista, mas quem não é em algum ponto, que atire a primeira calcinha.
Homens que se acham no direito de ofender e depois pedir uma simples desculpa, que fica tudo bem, merecem... sei lá, uma depilação na virilha.
Tive em casa o exemplo mais nojento do machismo. Aquele em que o homem trata a mulher como doméstica. "Mulher minha tem que ser rainha do lar. Passar o dia esquentando o umbigo no fogão e depois esfriando no tanque. Porque o bom é assim, ter uma filial e várias matrizes." - Valeu aê, babaquice humana.
Não estou falando que mulheres e homens devem ser tratados iguais. Mulheres têm que ser tratadas com carinho. Não adianta bater, porque dependendo da mulher que tu tem, ela não vai apanhar calada.
Sou a favor daquela que cozinha para o marido/namorado/whatever, larga um ano de trabalho para se dedicar ao filho recentemente chegado a vida. Aquela que se arruma para o próprio marido/namorado/whatever e não para outras mulheres...
Mas quer me ver puta é sair ditando regras que não existem. Mulher não é capacho e hoje em dia, mulher que lidera é vista com maus olhos.
Uma mulher que cuida da casa, sustenta seus filhos e segue sua vida sem a ajuda de um homem, é 'marginalizada', porque a sociedade é machista, mas ai quando a coisa é dentro da casa deles, o discurso muda.
A própria Dilma foi julgada por seu jeito durão de ser, porque brasileiro não aceita que mulher tenha pulso firme e senso de liderança.
Mas morria de rir quando via meu pai correndo de baratas e chamando minha mãe ou minha avó, pra matar pra ele, que já estava em cima de algum móvel aos berros.
O mundo ainda se assusta com casais separados que tem filhos, com mães solteiras, com mães divorciadas que seguem sua vida...
Um dia eu ouvi o pai de uma 'amiga', comentando com ela sobre a minha família e a família de uma amiga, a seguinte frase: "Namorado da minha mãe... Casa do meu pai... Umas amigas com famílias estranhas, que você têm, heim?!"
Alô querido, família estranha hoje em dia é a tua, porque a maioria da população é de pais separados.
Tem gente que parou em 1889 e não consegue acompanhar que quando duas pessoas não se fazem mais felizes, elas merecem se livrar umas das outras para tentar serem melhores.
Falta noção e sobra opinião, no mundo.
E esse é o típico pensamento de homem que me dá nojo: mulher que separa não pode mais ter homem nenhum na vida, ou mulher viúva tem que chorar o luto até a própria morrer.
É desse tipo de homem que eu procuro manter a distância, porque de machista já bastam alguns pensamentos meus.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
but I changed as I changed.
As pessoas podem até descordar de mim, mas eu sei que eu mudei muito. Em todos os sentidos.
Sempre fui distante das pessoas e hoje eu sei o porquê.
Me deixei levar por uma série de sentimentos por pessoas que eu realmente achei que também tinham um pingo de afeição por mim. Me arrependo de ter me aberto para taís.
Não quero ser ingrata, os momentos em que eu passei com elas, com certeza, foram muito especiais e eu aprendi muito com elas, também. Mas as coisas mudam, as pessoas fazem as tuas escolhas e nem sempre escolhem estar conosco 'na alegria e na tristeza'. Ter alguém apenas para a tristeza é sempre mais cômodo.
Repito, não quero ser ingrata, mas não posso ser hipócrita.
Ando entre o bem e o mal, o certo e o errado, o sim e o não, sempre. Sou radical demais. Odeio ouvir o silêncio, quando pergunto algo e estou disposta a ouvir qualquer coisa, só para não calarem a minha pergunta.
Eu me odeio por isso e já perdi muitas coisas com esse meu jeito.
Mas as coisas que mais me doem, por ter perdido, são três criaturinhas que eu julguei estarem sempre comigo. Infelizmente, os caminhos mudam. Os desejos mudam...
Eu continuo desejando a mesma coisa, mas hoje com mais intensidade. Eu desejo uma certa pessoa com tamanho amor e afeição, que chego a me julgar louca.
E eu percebo que mudei, quando eu penso nessa pessoa. Nas inúmeras coisas que eu já fiz para com ela e ela para comigo.
Ai eu percebo o que realmente me faz bem. Apenas sentar e conversar, apenas ligar e ouvir o barulho do ventilador do quarto dele, enquanto eu choro ou tento entender o que está acontecendo dentro daquela cabeça.
Quando um simples sorriso mexe com as estruturas de um certo alguém, é porque algo de muito especial realmente acontece entre essas duas pessoas. É isso que eu sinto. Não preciso de nada, apenas de um brilho no olhar.
Eu já fui louca, fofa, briguenta, passiva, paciente, ciumenta, possessiva...
Já tentei ser outra, tentei ser sociável, tentei ser certinha, tentei, tentei, tentei...
Cheguei ao ponto em que tento não deixar que me escape mais uma vez, a única coisa que me vem a cabeça, quando perguntam o que eu acho que é a felicidade. A única pessoa que faz com que eu me sinta feliz, mesmo eu não tendo certeza se é felicidade de verdade, mas é o mais próximo que eu já cheguei desse sentimento.
Sinto muito pelas coisas e pessoas que perdi ao longo desse caminho, desse começo de ano, mas não vou me iludir achando que daqui a pouco as coisas vão mudar, porque eu sei que não estou aberta para mudanças.
Eu quero apenas aqueles olhos para mim, aquele sorriso e aquele cheiro. Pode não ser muito, mas para mim é fundamental.
Ás vezes momentos bons são mais importantes do que momentos felizes.
Minha vida é digna de novela. Uma novela escrita por Manuel Carlos. Só não moro no Leblom e nem me chamo Helena, mas de resto, minha história é tão intediante e 'sofrida', quanto.
Sou tonta, sou vingativa e muito orgulhosa, mas mudei muito, como mudei...
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
nada que importe para alguém...
Ontem mesmo, eu estava sentada no banco da igreja evangélica (que nem é a minha 'religião') e pensando sobre isso. Quantas vezes eu entrei naquele mesmo lugar, desesperada e ainda não acreditando em nada. Quantas vezes eu fui até lá, não porque eu acreditava que 'Deus' faria algo por mim, melhoraria a minha vida e blábláblá; mas sim porque eu precisava de alguém ao meu lado, que acreditasse que as coisas melhorariam...
E sempre foi assim. Eu sou esse tipo de pessoa louca que não acredita, mas que precisa estar ao lado de pessoas que acreditam, só pra não perder as esperanças. Sou pessimista.
Não falo só de religião, mas também de amizades. Sempre recorri aos meus amigos nos momentos mais difíceis, porque eu sabia que eles acreditavam em mim, que eles acreditariam que eu seria capaz de passar por qualquer dificuldade que fosse, sem me despedaçar por completa. Preciso de incentivo, não acredito em mim, na minha capacidade.
Ontem nessa mesma igreja e continuando esse pensamento, uma pessoa que eu sempre tive, digamos assim, certo medo, por causa de algumas coisas que ela me disse em momentos de dificuldade, veio, me abraçou e simplesmente falou que me amava. Pera lá, te conheço a menos de um ano. Mas ai eu descobri que essa pessoa não me dá medo e senti uma ternura e uma afeição tão grande por ela, que até me estranhei.
Mas n'way, não acredito nessas coisas, mesmo que eu queira, sou completamente racional e não consigo acreditar em coisas que eu não posso ver e nem sentir.
Hoje é um daqueles dias em que eu acordei com uma sensação horrível, como se as coisas fossem dar errado, ou que algo de muito ruim vai acontecer com alguém que eu amo muito. Não sei o que é, e essas sensações me deixam completamente preocupadas e com medo profundo.
Essas coisas passam.
Ai voltando ao assunto de ontem, eu percebi que sempre entrava naquele lugar pedindo algo. Pedindo para as coisas serem menos difíceis, pedindo para algo me fazer parar de chorar, pedindo um pouco de auto controle... Mesmo sabendo que essas coisas só dependiam de mim, mas eu me forçava a acreditar que se eu fizesse tudo certinho, alguma força maior me ajudaria. PÉÉÉ, erro meu, que eu conseguiria. Saia de lá e ia pra onde? Sair com os meus amigos para beber, rs.
Mas ontem foi diferente, eu cheguei a um ponto da minha vida em que eu não desejo nada. Não quero mais nada além do que eu já tenho. Ai eu pensei: o que eu estou fazendo aqui? E descobri que eu gosto de estar lá. É tudo muito piegas e muito clichê, tudo muito fantasioso e radical, mas eu gosto daquilo. Gosto de ver aquelas pessoas e tentar entender o que se passa naquelas mentes. Talvez seja por causa da profissão que eu seguirei, mas eu gosto de ver o quanto elas realmente acreditam em tudo aquilo.
E eu mesmo não acreditando, sei que muitas das vezes que eu pensei que havia caído e não conseguiria mais levantar, foram aquelas pessoas que acreditaram em mim, que eu conseguiria, não sozinha -tem esse detalhe- mas que eu conseguiria sair daquela.
'Já é seu, mas precisa de esforço. A escolha é tua: vai arriscar e continuar tentando, ou vai desistir do teu maior sentimento?'