sábado, 25 de dezembro de 2010
flew low.
Quem sabe uma hora as coisas aconteçam da maneira que eu sempre quis, mas de tão fácil que acabe sendo, percam a graça e eu comece a querer uma coisa nova.
Ai um dia eu acordei e não era nada disso.
Sim, eu ouvi dizer muitas coisas, passei por várias pessoas e pude amanhecer pensando.
Não sei o que acontece, mas as coisas nunca têm uma explicação lógica.
Ou é, ou não é.
Sim ou Não.
Vamos lá, descompliquem.
Ai o blábláblá termina.
E lá vamos nós atrás de outro memé para poder seguir a vida.
Afinal, as coisas nunca são descomplicadas o suficiente.
Cadê a graça em viver com facilidade?
Se eu gostasse de coisas fáceis, seriam elas que eu desejaria todas as noites antes de ver o dia nascer.
Ai eu pensei, pensei e nada aconteceu.
Sabe, quando se tem noção de sua própria capacidade se enxerga melhor o mundo.
Ai começa todo o blábláblá novamente...
Alguém obriga-me a buscar tratamento?
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
a dash of drama, please.
Exagerada em tantas formas, desde a forma de amar até a forma de sorrir. Não sei falar bem, tenho que falar MUITO bem, não sei falar mal, tenho que DETONAR a pessoa.
Não sei chorar, tenho que me desaguar e quase matar todas as pessoas a minha volta de preocupação, achando que eu vou morrer; não sei apenas sorrir, eu tenho que pegar nas pessoas, tenho que fazer movimentos e tentar provar com o máximo que posso, de que estou feliz.
Isso me irrita. Pessoas assim me irritam e ai eu percebo o quão insuportável eu sou e faz com que eu me pergunte em que momento da minha vida eu me tornei essa pessoa chata que sou hoje. (drama)
Oks, eu me tornei essa pessoa assim que nasci. Eu sempre fui assim, insuportável, dramática, exagerada. Os papagaios da chácara do meu avô gritam e choram como eu fazia quando era pequena. E ainda chamam meu avô, com voz de choro, porque eu certamente estava fazendo algo errado e minha mãe me dando bronca.
Sempre fui assim, dramática. Ou era tudo, ou era nada. Ou eu amava, ou eu odiava. Nunca aprendi a ser meio termo. Não me importar, não me afetar.
Eu não consigo não tomar as dores de pessoas que eu gosto ou que ao menos tenho um leve afeto. Sempre fui assim.
Lembro de uma cena que nunca sairá da minha cabeça, quando eu tinha 8 anos e um garoto chamou minha mãe de chata. Simplesmente enfiei a mão na cara dele sem nem querer ver o que poderia acontecer. Ele era mais velho, maior e eu estava na porta da sala da diretora, batendo nele.
Colocar minha mãe como exemplo chega até a ser apelação, porque essa eu defendo de qualquer um em qualquer situação.
Mas com minhas amigas e amigos é a mesma coisa. Não adianta, eu coloco o insulto ou a agressão como sendo minha e não sossego enquanto não acabo com a pessoa que fez um amigo/a meu sofrer.
Ás vezes isso é péssimo, porque acabo defendendo pessoas que mereciam que eu as chutasse. Porque neguinho sabe a minha fraqueza.
Mas isso não vem ao caso. Aliás, acho que nada nesse texto vem ao caso.
Agora eu não sei mais o que fazer, as coisas estão tão complicadas que primeiro eu defendia a minha madrinha - e continuo defendendo, mesmo ela merecendo que eu nem na cara dela olhasse mais, depois de tudo o que ela fez pra mim quando eu era menor - ou se eu fico putíssima com ela, por causa das atitudes infantis que ela anda tomando.
Ai eu acabo em um beco sem saída, porque se eu a critico, todo mundo me dá bronca, como se eu nunca tivesse passado pelo que ela está passando. Tudo bem que eu nunca me casei, mas eu também já construi meia vida com uma pessoa e esse pequeno espaço feliz foi arrancado de mim. Eu também já cai em depressão, me tranquei no quarto, mas sempre pensando em minha mãe, sabendo que eu teria que passar por aquele momento triste, mas me recuperar sem fazer nenhuma besteira, pois minha mãe sofreria. Coisa que ela não faz. E isso me deixa com raiva, porque tomo as dores de meus avós.
Ai eu venho e transformo tudo em uma grande novela mexicana, cheia de choros e exageros e formas de tentar me fazer de forte, mas ao mesmo tempo me mostrando frágil.
Como o @luizsingle mesmo diz: 'Não tenho culpa se você é muito sensível.'
Que coisa, não? Uma pessoa que já passou por tudo o que eu passei ser 'sensível'. Eu não sou sensível, eu sou extremista, dramática, chata, para ser mais exata.
E sei que isso enche o saco, sei que isso não é agradável e que pessoas assim não são agradáveis. Mas essa foi a maneira que aprendi a viver.
Sempre assistindo aos teatros do meu pai, depois de uma briga com meu tio. Sempre assistindo aos exageros da minha madrinha sempre que eu fazia uma birra: 'Não quero que você passe nem na calçada da minha casa, nunca mais.'; e assim eu cresci, sabendo que era drama, mas também sabendo que se eu estou reclamando é porque tem algo que está realmente me incomodando, mesmo sabendo que eu vou exagerar, as pessoas que me conhecem sabem bem separar o drama da minha dor.
Ás vezes eu dou risada também, eu exagero no fingimento de felicidade ou até mesmo no próprio sentimento de felicidade. Até com meu cachorro eu sou extremista: ou eu amo ele demais e aperto ele até ele gritar, ou eu fico com muita raiva, bato nele e o deixo de castigo por qualquer arte que ele tenha feito. Não sei distinguir com quem eu devo ou não brigar, quem eu devo ou não agradar.
Em uma conversa com a minha mãe, um dia, de boa, com meus amigos no carro eu disse: 'Tratei ele como trato todo mundo... normal." e minha mãe respondeu: "Muito mal, né?!"
Pois é, para não chorar eu trato mal, para não me envolver eu trato mal, para eu não sofrer, eu machuco os outros.
Com exagero, na maioria das vezes sem necessidade.
Mas mesmo sendo assim, eu sei me cuidar, eu sei me curar e sei que as coisas não vão tão mal ao ponto de querer sumir e nem tão bem ao ponto de querer explodir de tanto rir. Não existe vida assim. Ninguém é assim.
E ai eu lembro da última coisa que a minha linda @sulis_brasil me disse: 'Se cuida, cuida de você porque ninguém vai fazer isso se você não fizer. Só você pode se fazer bem.'
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
the most noble way of being selfish.
Tem vezes que ela nem sabe o porque está tão brava, o porque odeia tanto aquela pessoa ou porque ficou tão irritada com um ato tão simples de alguém.
Muitas vezes ela acaba arrependida por tratar mal as pessoas que estão a sua volta, por ter falado coisas sobre uma pessoa que ela nem conhecia -mas que julgou por uma atitude ou outra- e até mesmo por não conseguir disfarçar quando está MUITO irritada.
Por isso ela vive tomando tapas na cara da vida;
Quando ela mais precisa: é aquela pessoa de quem ela não gostava gratuitamente, ou que não gostava por causa de um deslize cometido, que a ajuda.
Quando ela não tem mais ninguém: é aquela pessoa que ela tratou mal a segundos atrás, que está ao teu lado para ajudar.
Quando precisa chorar: é o ombro de uma daquelas pessoas que a irritam que está ali, disposto a ser molhado por tuas lágrimas.
É das pessoas que ela menos espera e que ela dizia tanto que nunca se aproximaria, que ela tem afeto, compreensão e ajuda.
E assim vai levando.
Sim, é o jeito dela, mas ela vive se perguntando de onde vem toda essa irritação, toda essa mania de não gostar de nada, de ficar brava por qualquer coisa... Sem falar no teu ciúmes descontrolado.
Ela vive sonhando, também.
Mas esses sonhos ela sabe que raramente serão realizados.
Ela sonha por sonhar, não para se satisfazer ou para ter algo para fazer. Mas sim porque lá ela nunca está errada. A mais nobre forma de ser egoísta.
Ela jura que vai mudar, ela se esforça para melhorar, mas ai no dia seguinte ela 'acorda de ovo virado', 'dorme com a bunda descoberta', 'o cosmos não favorece' e lá está de mau humor novamente.
Irritada com o mundo. Insatisfeita com tudo...
Até que resolve voltar a sonhar. E nesses sonhos, ela tem sempre a razão.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Conto de fadas para mulheres do séc. 21.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- "Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre... "
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:
- "Nem FO...DEN...DO!"
(Luís Fernando Veríssimo)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
mess.
Ás vezes o desespero é tanto de se fazer útil, que saímos arrumando a casa, arrumando o quarto, arrumando os arquivos do computador.
Ok, agora está tudo organizado, mas você ainda se sente no meio de um furacão, como se estivesse tudo fora do lugar, porque não adianta arrumar a bagunça do mundo, enquanto a bagunça da mente não estiver arquivada, etiquetada e simplesmente bem guardada.
Passado na pasta de passado, presente na pasta de presente e a pasta do futuro devendo conter apenas uma única folha, onde estará escrito: 'que eu seja merecedor do melhor.'
Como se fosse um lembrete;
Para termos o bom, deveremos ser bons, fazer o melhor de nós, mesmo que isso exija muito.
Caso contrário, é proibido reclamar e a vida jamais te devolverá o dinheiro.
Acho engraçado quando eu entro em desespero e saiu revirando as pastas da minha mente a procura de uma resposta. A pasta que eu mais reviro é a do passado, ignorando a do presente, que é a mais importante e a que eu sempre esqueço de arrumar.
Vou deixando passar, assim, como se passa o tempo, como se passa um dia, uma noite de sono;
Meu quarto está em ordem, minha casa está limpa e arrumada. Os arquivos do meu computador, então, todos por ordem alfabética, perfeitos.
Minha mente está revirada.
Um tempo que deveria ter passado em uma pasta errada, transforma toda uma vida e uma maneira de agir.
Ás vezes eu gostaria de ligar o aspirador e retirar todas essas coisas passadas de dentro de mim.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
each with its each.
O que acontece? Sempre tem um chato que vai discordar, mas até ai, cada um com a tua opinião e todos convivendo em uma sociedade livre.
A teoria é sempre linda, rs.
Os chatos, se contentam em apenas discordar. Mas aqueles que gostam de chamar atenção, vão polemizar. Vão polemizar tanto, até você cansar de ouvir sobre aquele assunto que para você já tinha morrido, mesmo porque, não vê maldade no que você escreveu ou expressou.
Cada um sabe o que é, do que gosta, do que tem vontade...
Bom, ai a pessoa vai lá, junta todos os teus amiguinhos e te trolla durante tempos, bem do tipo: 'eu causo, olha como eu sou polêmico.'
Típica atitude daquele que foi o patinho feio do colégio, sabe? Aquele que todo mundo sempre zuou e que até hoje é carente de atenção? Pois é, é desse tipo de gente que eu estou falando.
Não me incomodo que não concordem comigo, ou que venham discutir sobre algo que eu falei ou escrevi, mas venha com jeito, sem arrogância e sem deduções. Porque não tem nada mais babaca, do que brigar e julgar por uma coisa que você mal ouviu ou leu, de uma pessoa que você não conhece.
Não sou a favor da censura e muito menos do apedrejamento. Como já dizia o ditado 'cada cabeça uma sentença', mas ninguém precisa julgar e ficar apontando para uma pessoa apenas porque não concorda com o que ela fala, pensa ou como ela age.
Uma coisa é não concordar, outra coisa bem diferente é querer trollar essa pessoa e fazer com que ela viva nos teus padrões de certo ou errado.
Até porque, o que é certo? O que é errado?
Me provem e eu me adaptarei aos padrões. (:
terça-feira, 9 de novembro de 2010
losses.
Já perdi a calma, perdi o sono, perdi meu avô e perdi também a linha.
Já perdi a paciência, perdi dinheiro, perdi amores e pelo caminho perdi amigos...
Já quase perdia a cabeça, já perdi a humildade, perdi a educação e perdi também pessoas que eu quis que se perdessem de mim.
Por essa vida, por tantas vezes eu perdi a consciência, perdi a dignidade em festas, perdi meu celular, perdi o telefone de alguém importante.
Tiveram também aquelas pessoas que me perderam, mesmo eu querendo que elas não me perdessem.
Sem falar nos shows, nas festas, nas vontades e nos gostos que perdi por ai...
Mas ganhei muito também. Não gosto de contar meus ganhos e acertos, nem sempre é bom as pessoas estarem a par de nossa felicidade e realização. Apenas aquelas poucas que nós escolhemos como merecedoras de divisão.
Já perdi o riso, perdi a fala, perdi o brilho nos olhos, perdi minha hammister....
Já perdi o caminho, já perdi a intenção e perdi mais ainda a ingenuidade.
Não quero encontrar nada disso, se perdi é porque não me faz falta. Apenas algumas pessoas me dão saudades, mas não me fazem falta.
Quantos amores ainda posso viver, quantas festas ainda terei, quantos sorrisos ainda colocarão em meu rosto...
E as lágrimas? Ás quero de volta também, todas as lágrimas que perdi, tanto as que chorei, quanto as que deixei de chorar.
Tudo volta e tudo se perde, é um ciclo.
Já perdi as contas, já perdi meu tempo, já perdi uma chance, já perdi a noção, já perdi...
terça-feira, 2 de novembro de 2010
everything becomes boring.
Um dia você se encontra no meio de uma selva, literalmente, cheia de pessoas que dizem estar ao seu lado. Realmente estão, mas apenas para te passar a perna quando você perder o equilíbrio.
Já foi tão mais fácil viver. Não, não, nunca foi fácil.
Viver nunca será fácil, coisas fáceis são para pessoas desesperadas e desajeitadas.
Um dia você acorda e as coisas vão bem, tudo está em seu devido lugar e você não tem mais por que acordar.
A vida fácil acaba sendo sem sal, sem graça, sem facilidade para continuar vivendo.
Alma;
Em uma manhã gelada e coberta pela brancura da neve que caia, em uma rua estreita e deserta, passava uma linda garotinha loira, de olhos verdes, que vestia uma calça marrom pouco maior que ela, um colete cor de rosa por cima de uma blusa branca de lã, luvas e um gorrinho azul.
No meio de seu passeio, um grande muro com muitos nomes escritos nele, instiga a pequena menina a fazer o mesmo. Então, ela para e analisa. Com um giz branco como a neve que sobre ela caia, escreveu: ALMA.
Quando se virou, uma grande vitrine em formato oval, do que um dia deveria ter sido uma loja, e dividida em três partes, faz com que ela perca o fôlego. Lá dentro, atrás daquele vidro, havia uma boneca que mais parecia seu próprio reflexo. Sim, era idêntica a Alma, mesmas roupas, mesmo tom branco de pele, cor de olhos e cabelos...
A garota, então, depois de alguns instantes parada, perplexa com tamanha semelhança, se dirige até a porta de vidro, ao lado da vitrine. Mas suas tentativas de entrar são em vão.
Emburrada, Alma se abaixa, faz uma bola de neve e a arremessa contra o vidro da porta, depois segue andando. Nesse mesmo instante, a porta se abre fazendo um pequeno barulho.
Com um sorriso alegre e surpreso, ela volta correndo e termina de escancarar a porta. Fica alguns poucos instantes parada, olhando tudo e então começa a entrar lentamente, observando tudo a sua volta, com detalhes.
Milhares de bonecas, cada uma com um estilo diferente, cada uma parecendo ter saído de uma época diferente e muito perfeitas. Quando vê, já estava no meio da sala e as bonecas a cercavam.
Alma não poderia estar mais encantada e finalmente encontra o teu objeto de desejo e curiosidade, aquela boneca que mais parecia o seu reflexo em um espelho.
Ao caminhar em direção a boneca, a pequena garotinha, tão vidrada em seu desejo, acaba não percebendo que existe algo no chão, acaba tropeçando em um bonequinho.
Este tem olhos arregalados, cabelos negros. Veste um terno e um shorts preto, com meias brancaspuxadas até ás canelas. Ele aparenta ser o menor de todos os bonecos que ali estão e está sentado em um triciclo.
Ela então se abaixa e o coloca em pé. O boneco então, sai pedalando em direção a porta, ela só o observa. A porta então, rapidamente se fecha, mas o pequeno boneco continua indo contra ela, batendo-se nela inumeras vezes e provocando um grande barulho.
A garota ignora o boneco e levanta-se do chão, voltando toda a atenção, novamente, para a boneca tão idêntica a sí, que no começo, estava na vitrine e agora encontrava-se em uma mesinha de centro. Veio o espanto! A boneca já não estava mais sobre a mesa.
Nervosa, e espantada, começa a olhar para todos os cantos da pequena sala, passando os olhos nas milhares de bonecas expostas nas inúmeras prateleiras. Então, a encontra ao meio daquela multidão de rostos inanimados, em pé, em uma das prateleiras.
Ela corre e se aproxima, sobe em um sofá que está aos pés das prateleiras e se estica para alcançar a boneca. O boneco continua a se bater na porta, agora com mais força, o ritimo é acelerado e o barulho se torna mais rápido e mais intenso do que antes.
A pequena Alma tira a luva e toca levemente o rosto da bonecatão cobiçada. Imagens surreais tomam conta de toda a sua mente. São pedaços de corpos dos bonecos, imagens dela mesma assustada e o som do boneco se chocando contra a porta, ao fundo.
Tudo se apaga;
Agora, Alma está observando a pequena sala, mas por outro ângulo. O boneco já não está mais no chão, o barulho se foi e ela pode ouvir sua respiração ofegante e desesperada. Ela não consegue se mover, apenas seus olhos têm movimento.
-É caro leitor, eu disse que não gostaria de estar lhes contando essa história, mas chegaremos ao fim.
Alma acaba como todos os outros, dentro da sala, cheia de bonecas, atrás da bela e atraente vitrine. Imóvel em uma das prateleiras e cercada por todos aqueles grandes olhos, que são os únicos movimentos que existem por lá.
Agora, ela é a alma por trás da boneca de aparência idêntica á dela, ela é a própria boneca, como todas que ali também estão. Almas de crianças, presas em corpos de plático.
Um novo ciclo, então, começa. À frente da vitrine, surge uma nova boneca. Uma linda boneca de cabelos cor de fogo, casaquinho vermelho de flores amarelas e meia calça branca. Ela então, fica ali, na vitrine, posicionada para cumprir sua missão, aprisionar mais uma pobre alma.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
meus primeiros passos.
Nunca precisei dar um só passo sozinha, mesmo eu querendo fazer isso. E como fazia.
Mas com o passar do tempo as coisas vão mudando, e por mais que eu não queira que aconteça, agora sou forçada a dar os meu primeiros passos sozinha, sem ter minha mãe ou meu pai atrás de mim, ou me segurando com uma mão só.
É engraçado me ver ao meio de tantas pessoas, procurando meu nome em listas e chorando por ter ficado em 88º lugar. Tudo isso sozinha. Logo eu, que nunca nem na padaria fui sozinha, por vergonha e por mimo, pois sempre tive quem faria por mim.
Dessa vez só eu posso dar esses passos. Não posso ficar no carro esperando, ou mandar a minha mãe ligar para mim;
Não posso fingi que esqueci do compromisso, apenas porque não tinha quem ir comigo. Agora sou eu por mim mesma.
Meus primeiros passos, mesmo que sempre independente, nunca fui sozinha, e agora tenho que me virar.
Não posso negar que isso assusta, mas eu tenho que confessar estar adorando isso.
É a parte que eu mais gosto. Conseguir me sentir verdadeiramente independente, livre de tudo e de todos, e aquela sensação gostosa de estar vencendo as minhas próprias barreiras.
Mesmo que exista o choro, por mimo, ou o medo por estar só, as melhores escolhas eu sempre fiz sozinha.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
is ending...
A vida no colégio nunca foi fácil, nunca tive facilidade em fazer amizade e muito menos gostei de matérias como matemática, química, física... Não gosto de ouvir ordens também, e quanto mais me mandam fazer as coisas, menos eu faço, pois gosto de fazer por vontade e não por obrigação.
Em resumo, eu nunca fui a melhor aluna, mas também nunca fui má. Sempre tive notas boas, até mesmo quando não estudo. Acho que não sou de todo mal, rs.
Mas a verdade é, que eu nunca gostei de ir para as aulas, até tinha, um motivo ou outro para ir para a escola, em alguns dias, mas sempre quis que acabasse logo, todos os meus estudos, para eu poder aprender exatamente aquilo que eu escolhi, e não o que me era imposto.
Pois é, está acabando. Faltam menos de três dias para a minha primeira prova de vestibular e menos de um mês para tudo isso acabar.
Fim das aulas de química, matemática, física... Fim do convívio com professores que eu aprendi a admirar e adorar, como o Cacá de história e a Sue Ellen de Português e Literatura. Além de professores, são ótimos amigos, ótimas pessoas, preocupadas não só com o nosso aprendizado, mas também com o nosso bem estar e realizações.
E agora? Como eu vou seguir a partir daqui? Foi nesse último ano que eu conheci as melhores pessoas e fiz as melhores amizades. No começo do ano fizemos o acordo de fazer desse o melhor ano de nossas vidas, e realmente conseguimos, mas não quero que termine. Foram tantas histórias, tantos amores, tantas brigas, tantas risadas e finais de semana de porre juntos, que agora é estranho pensar em tomar um rumo completamente diferente do deles.
Ano que vem cada um estará correndo atrás de seu sonho, de seu destino, e raramente os caminhos se cruzarão. Alguns mudarão de cidade, outros irão viajar... Novos amigos, novos estudos, vida nova.
Mas eu não sei mais se realmente é isso que eu quero. Acordar em um mundo completamente novo, sem aquelas pessoas que eu aprendi a amar e a conviver com todos os erros e acertos, para ter que me adaptar a novas situações, novas pessoas e novos acertos e erros.
Não posso ser hipócrita ao ponto de dizer que sentirei falta de todos e de tudo, mas de uma grande minoria gratificante, sim. São poucas as pessoas, são poucos os momentos, mas é estranho pensar que ano que vem não estarei mais sentada naquela mesma mesa de todos os intervalos, olhando para aquela mesma janela, e vendo as mesmas pessoas, crescerem e me sentindo tão pequena quanto elas.
É um pouco como foi ano passando, quando eu sempre teimava em fazer amizades ou amores no terceiro colegial, e quando o ano acabava, sempre me perguntava como seria no ano seguinte, quando eles fossem embora e eu continuasse ali, a esperar que algo novo me animasse para acordar ás seis da manhã, todos os dias, do próximo ano.
Mas a vida se seguiu, e agora quem vai embora sou eu, quem deixará aquelas mesas e pessoas mais novas que teimaram em fazer amizade com pessoas do terceiro colegial, como eu teimava sempre.
Além de estar deixando tudo isso, estarei deixando um pouco de mim naquele lugar. Todas as minhas histórias de seis anos, todas as minhas aventuras desde então, os meus aprendizados... Lá eu aprendi a fazer inimizades, mas também aprendi o quanto é bom ter amigos de verdade, que sim, existem pessoas boas o suficiente para nos aceitar como somos, e que nós também somos bons o suficiente, para aceitar aqueles que nos querem bem. Aprendi a amar lá também. Amei muito naqueles corredores, chorei muito lá também.
Lá perdi meu avô, ganhei um primo, cortei relações com o meu pai e aprendi a conviver com a minha irmã. Foi lá que eu aprendi quem eu era de verdade, sem preconceitos e sem vergonha do que eu me transformava.
Aprendi a mentir, aprendi a sonhar, e também que de onde menos se espera ajuda, é justamente de onde mais nos orgulharemos de dizer que tivemos apoio.
Não amo a todos, mas os poucos de lá que eu amo, são os que me farão falta.
As aulas mais deliciosas de literatura, com a Sue falando horas sem se cansar e com a paixão nos olhos, que nos dá vontade de mergulhar naquele mundo que para ela é tão maravilhoso e nos faz querer ser como eles. As aulas de história, em que o Cacá nos cobra tanto, nos joga a matéria no colo e faz com que nós nos esforcemos ao máximo para aprender aquilo que ele sabe tão bem. E como não falar das aulas do Clóves, com aquele jeito doido dele de ensinar e de lidar conosco. Brincalhão, mas ao mesmo tempo muito sério, faz com que entremos no mundo da biologia brincando e aprendemos sem nem perceber. Quando nos damos conta, já entendemos exatamente o que ele queria que entendêssemos.
Como não citar as aulas da Suzete? Tão chatas, sempre cheias de sermão sobre a UNICAMP. Com os devaneios de algumas vezes em que ela se perdia para mexer no computador, ou quando contava de suas experiências de viagens e cursos.
E por que não falar do Aymoré? Se Deus realmente existe, é ele, sem dúvidas. O cara sabe tudo, deu aula até para Maomé. Tão irritante com os teus diminutivos, porque a turminha sabe que se não souber aquela matéria que é coisa do sexto ano, olha a mãozinha, e dará tchauzinho de miss para a vaga do vestibular, rs.
É, eu realmente sentirei falta de tudo isso, mas não que me fará ter vontade de voltar no tempo, apenas continuar meu caminho, sabendo que eu passei seis anos da minha vida, rodeada de ótimas pessoas. Que mesmo chatas, cansativas, apaixonantes, deslumbradas, elas foram as melhores companhias de todos os meus últimos anos.
E que assim como eu estou torcendo para que a vida delas continue bem, sei que elas também estarão torcendo por mim.
Não foram apenas anos de estudo, foi uma vida aprendendo a ser o que eu sou hoje.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
do not be fooled.
Não que nunca tenham tido seus desafios no começo, mas o final é bem pior. Não vá esperando um final feliz, juras de amor e relação eterna. Aqui, caro leitor, existe apenas uma história de duas pessoas que se conheceram e com a mesma rapidez que se amaram, se afastaram.
Era uma manhã como qualquer outra, em um dia normal e tedioso como todos, mas ela se forçou a levantar e seguir a rotina. Provavelmente ele tenha feito a mesma coisa, pois tua animação era tão igual a dela...
Naquele dia conseguiu tudo dar errado, nada de rotina, apenas brigas, choros e raiva, muita raiva.
Para ele um dia comum, cuidou de teus afazeres e logo após os ter terminado, cuidou de ter uma vida social agradável, naquela noite tão gostosa de sexta-feira.
Diferente dela, que estava magoada, ferida e que saiu apenas para machucar quem a machucou.
Pois é, há maus que vêm para o bem, e foi atacando que ela foi atacada. Tentou usar ele para machucar, mas acabou arrebatada por algo, que nem mesmo ela, entendia.
Dias se passaram e aquela sensação não saia. Tanto dele, quanto dela. Mesmo as intenções sendo tão diferentes, um para amar, outro para usar, mas o objetivo era o mesmo.
Então, que se entenderam. Mas nada demais, não era difícil de conviver com ele, e ela se tornava amável até demais quando queria. Ele era uma presa fácil para ela, que sempre foi tão astuta em teus planos de ataque.
Mas tempos depois, ela percebeu que não era bem assim. Sim, estavam juntos, ela gostava dele. Ele não era mais um de seus jogos, ele era real, e ela queria ser real para ele também. E conseguiu.
Foram meses felizes. Sem interferências, sem brigas.
Eles se encaixavam perfeitamente, como se fossem feitos sob medida um para o outro. Até perceberem que as coisas não estavam tão boas assim.
Na realidade, ele mudou. Começou a jogar, e ela que tinha abandonado o seu próprio jogo na metade, já não tinha mais como retomar as tuas velhas regras, pois naquele momento, estavam ultrapassadas.
Por que então, que as coisas tomaram esse rumo?
Até hoje ele não sabe, e ela se arrepende de ter parado de jogar.
Muito bem, caro leitor, não digo que as coisas foram tão fáceis no começo, mas o final é mais doloroso do que parece.
Ele, que no começo se mostrou tão manso, uma presa tão fácil, ao final conseguiu dar o bote e arrancar as tripas dela, que se achava tão inteligente e faceira. Que nunca imaginou ser dilacerada de tal forma, por algo tão aparentemente, inofensivo;
Ela aprendeu com isso, que quanto mais fácil as coisas vêm, mais rápido elas vão embora; e quanto mais dócil algo pareça, mais ameaçador é.
Aquele que se debate, que se mostra corajoso, difícil e coloca as cartas na mesa, são mais fáceis de se derrotar, pois não existe nada por trás da mesa. Já aqueles que aparentemente não jogam, são os melhores jogadores.
Ele, não é feliz. Ele deixou de ser feliz a partir do dia em que decidio começar a jogar; ao contrário dela.
Eu disse, não se iluda com histórias bonitas, no final, tudo sempre acaba.
Por bem, ou por mal, acabam.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
dream.

Poder vê-los, poder ouví-los...terça-feira, 21 de setembro de 2010
I don't want anything easy.
Me faço essa pergunta todos os dias.
Por que será, que nós nunca estamos satisfeitos com aquilo que podemos ter, ou que temos, e estamos sempre á procura de algo que talvez nunca vamos conseguir alcançar?
Eu sei que as coisas não são fáceis - ainda bem, caso contrário a vida seria a coisa mais sem graça - , mas nós precisamos mesmo, passar a vida nos matando para conseguir uma pontinha de satisfação?
Não seria muito mais fácil desejar e amar aquilo que está ao nosso lado, e que também nos deseja?
Talvez a culpa seja daqueles contos de Wall-Disney, que sempre acaba nos mostrando que a princesa fica com o príncipe, ou que a camponesa casa com a fera, o corcunda se apaixona pela cigana, e assim por diante.
Talvez a culpa seja nossa, que estamos sempre a procura de algo que nos complete, e nunca percebemos que não somos metade, somos inteiros a busca de alguém para compartilhar tanta inteiridão.
Nessa busca sem fim, acabamos desperdiçando nosso tempo, nossos sentimentos e nos magoando. Nessa busca, acabamos desperdiçando o tempo de quem nos ama, e as machucando.
Tudo poderia ser mais fácil, mas se fossem mais fáceis, eu estaria reclamando sobre por que as coisas são assim, sempre tudo na mão, sempre amando quem nos ama e deixando de lado aqueles que não nos desejam.
Na realidade, a vida é uma grande busca, e pode sim, ser como nos contos de Wall-Disney, só depende de quem tenta os realizar.
Não desejo nada fácil, pois gosto de me superar. Não quero nada na mão, pois gosto de derrubar minhas próprias barreiras e vencer meus próprios medos.
A vida como ela é, é quem realmente nos ensina a viver de verdade; Viver de desafios, viver de amores não correspondidos, de amores que não queremos e de experiências que desejamos ter, e que podemos sim, tê-las. Só depende de nós.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
twins.
Após alguns meses de muitos olhares trocados, de muitas coisas subentendidas, decidi que precisava falar com ela.
Foi a melhor coisa que eu já fiz até hoje, na minha vida.
Sem dúvidas, ela é a parte de mim que faltava. Sabe aquela pessoa que você pensa: 'putz, como eu não conheci você antes?'
Ela é uma parte identica a mim, com as mesmas palavras ditas, os mesmos erros cometidos, as mesmas maneiras de magoar e abandonar as pessoas, sem sentimento algum após o ato cometido. Experiências vividas juntas, que nós só poderiamos ter vivido juntas. Coisas compartilhadas, palavras, conversas.
Ela me entende apenas com um olhar e mais nada. Ela sabe exatamente o que falar e sabe exatamente quando apenas me abraçar.
"Sabia que ela estava pensando: ele não tinha a mínima ideia de quanto nos conhecíamos. E não estou falando apenas de segredos enterrados em nossos diários. Ela é minha gêmea ao avesso. Tem olhos azuis, cabelo louro... Eu sou morena de olhos castanhos com os cabelos encaracolados...Mas existe um fio invisível que nos une. Nós duas podemos jurar que esse elo começou antes mesmo de nascermos. E podemos jurar que vai existir até o final de nossas vidas."
É assim que eu me sinto em relação a minha gêmea @way_c.
E sei, que por mais que doa, mesmo com a mudança dela, para longe, nada entre nós irá mudar.
sábado, 28 de agosto de 2010
vain things.
Hoje eu sinto que tomei a mesma decisão, em várias outras coisas, dessa vez mais sérias, para não me machucar mais. Simplesmente deixá-las de fora da minha vida, para evitar novos danos.
Sempre tive mania de julgar as pessoas por olhares que elas davam para mim, ou coisas que eu as ouvia dizer quando eu passava e supostamente achava que eram para mim. Julgava de um simples bom dia a um eu te amo. Sempre foi assim.
Até que eu percebi que a minha capacidade de julgamento não era tão boa quanto eu julgava que ela era. Aquelas pessoas que eu supostamente me mantinha afastada porque elas não gostavam de mim, eu percebi que não era bem assim, quem não gostava delas era eu.
Até o momento em que eu precisei de um colo, e as únicas pessoas que estavam ali para me dar o que eu precisava, eram justamente aquelas pessoas das quais eu nunca quis ter um contato.
Não sei o que acontece, eu sempre disse tanto para uma pessoa que ela tinha medo de ser feliz, mas no fundo, pensando essa noite eu cheguei a conclusão de que quem realmente tem medo da felicidade sou eu. Eu é que fujo todas as vezes que me vejo a sorrir, eu que me encho de perguntas sem sentido, só para me deixar mal e não viver realmente aquele momento que me faz bem.
Fico instigando as coisas e pessoas a darem errado quando estão comigo...
E quando eu ouço de uma pessoa que se tornou muito próxima de mim esses tempos, que eu preciso parar com isso, é porque realmente eu não sei julgar.
Julgava que essa pessoa não gostava de mim, julgava que a outra pessoa tinha medo de ser feliz, julgava que eu sabia das coisas...
Transporto todas as minhas frustrações e medos para as outras pessoas e transformo os meus defeitos em defeitos dos outros, só para ter o que criticar, sem nem perceber que a pessoa que realmente não sabe viver, sou eu.
Tudo por medo de me machucar novamente. Por deixar que as coisas fiquem para trás, somente porque um dia ela acabou me deixando mal, ou me machucando.
Defesa auto destrutiva.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
listed, rs.
1- Sou completamente viciada em Coca-Cola.
2- Não saiu de casa sem chapinha.
3- Meu cabelo já foi pintado de várias cores e eu já até perdi as contas de quantas vezes.
4- Não falo com o meu pai a dois anos.
5- Quando eu era pequena morria de medo do 'Chuck o boneco assassino'.
6- Já tentei me matar.
7- Quando minha mãe ficou doente achei que ela não conseguiria se recuperar.
8- Sou apaixonada pelo céu.
9- Detesto frutas, legumes e verduras, com algumas excessões apenas.
10- Sou extremamente grossa e estúpida com a maioria das pessoas.
11- Amo a cidade de São Paulo.
12- Sou briguenta.
13- Detesto discutir futebol e religião, porque sempre me irrito e acaba em briga.
14- Tenho uma super queda por meninos com jeito afeminado.
15- Já coloquei um amendoim no nariz. D:
16- Amo frio.
17- Tenho um lado biscate muito forte, mas que poucas pessoas conhecem.
18- Faço promessas e raramente as cumpro.
19- Não tenho paciência alguma.
20- Meu nome completo é Maríllia Fernanda Gonçalves Bergamasco. (chorei, rs.)
21- A maior parte do meu guarda-roupa é de roupas pretas.
22- Tenho tendência a afastar as pessoas de mim, por causa do meu jeito.
23- Sou MUITO mau humorada.
24- Minha matéria preferida é Português.
25- Tenho obsessão por mentes psicopatas e pretendo trabalhar nessa área.
26- Todos os testes que eu já fiz, dizem que eu tenho tendência a ser psicopata e a maioria das pessoas que me conhecem concordam, rs.
27- Sou compulsiva por livros, CD's, séries e discografias.
28- Sou muito irônica e sarcástica.
29- Não sou pessimista, apenas vejo e falo a realidade.
30- Falo MUITO palavrão e gíria.
31- Tenho uma preguiça absurda de escovar os dentes.
32- Não gosto de usar salto, vestido, shorts e saia.
33- Mudo de humor com uma facilidade incrível.
34- Não bebo cerveja.
35- Adoro vodka.
36- Não sei me controlar e normalmente chuto móveis e dou socos em paredes para não bater em ninguém.
37- Já assisti milhões de vezes A Casa Das Sete Mulheres, e sempre quis que os Farroupilhas ganhassem.
38- Odeio Beatles.
39- Já fiz ballet, capoeira e pintura, mas todo mundo acha que é zueira minha.
40- Já fui mordida por um Rotiveiller.
41- Fico nervosa quando sei que vou ficar sem Internet.
42- Choro por qualquer coisa, praticamente, mas na maioria das vezes é por ódio.
43- Sou completamente impulsiva e intensa em todas as coisas que faço.
44- Sou anti-social.
45- Não gosto de demonstrações excessivas de afeto em público.
46- Sou MUITO ciumenta e possessiva.
47- Sou egoísta demais.
48- Me bato em paredes, móveis, rolo escadas e escorrego em tapetes o tempo todo. Desastre é praticamente o meu segundo nome e já me perguntei várias vezes como eu consigo fazer certas coisas, mas nunca descubro.
49- Adoro pessoas chatas e mau humoradas, pessoas legais e sorridentes me estressam.
50- Falo demais, principalmente quando estou nervosa.
51- Morro de medo de perder o amor da minha vida.
52- Sou muito carinhosa e atenciosa com as pessoas que eu realmente amo.
53- Tenho tendência a ser depressiva.
54- Tomo remédios faixa preta á 4 anos, por causa da Síndrome do Pânico e da minha tendência a me isolar.
55- Pessoas com estilos diferentes e personalidades fortes me atraem.
56- Não me orgulho de nada do que eu já fiz.
57- Quando eu tinha 5 anos, ajudava meu pai a esconder as amantes dele da minha mãe, e me acho uma cretina por isso até hoje.
58- Faço acompanhamento psicológico desde os meus 6 anos.
59- Não me incomodo nem nunca me incomodei com o que as pessoas acham ou falam de mim, mas morro de ódio quando falam mal de alguém que eu amo.
60- Defendo minha família e meus amigos com unhas e dentes, mesmo se eles estiverem errados.
61- Nunca me senti acolhida pela minha família.
62- Falo tudo o que me vêm a cabeça, sem pensar antes e normalmente ofendo e magoou pessoas sem querer, por causa disso.
63- Tenho um medo absurdo de cachorros.
64- Morro de nojo de comida gelada.
65- A maioria das coisas que eu critico (e são muitas), já fizeram parte da minha vida.
66- Fico bêbada quase todos os finais de semana (não que me orgulhe ou achei isso bonito).
67- Meu maior sonho é pular do alto do prédio sem para-quedas, direto em um colchão de molas.
68- Mando as pessoas se foderem ou tomarem no cu com grande frequência.
69- Já tive um caso com um garoto comprometido e com um filho.
70- Esperava minha mãe dormir e fugia a noite pela porta da cozinha, para encontrar meu amigos.
71- Mudei muito nos últimos tempos, por uma pessoa. Tanto para o bem, quanto para o mal.
72- Batia na minha irmã qundo ela era pequena.
73- Amo ficar sozinha.
74- Tenho compulsão por celular.
75- Adoro ficar horas conversando ao telefone.
76- Escrevo MUITO.
77- Não sei disfarçar.
78- Encaro meus defeitos como qualidades.
79- Não me acho bonita.
80- Costumo usar as pessoas das quais eu não tenho afeto algum, só para o meu bem.
81- Não guardo rancor.
82- Sou ótima amiga, mas melhor ainda como inimiga.
83- Não me importo com os sentimentos alheios.
84- Pessoas efusivas me irritam profundamente.
85- Odeio modinhas e pessoas que as seguem.
86- Critico a tudo e a todos.
87- Não obedeço a ninguém e só faço o que eu quero.
89- Tenho vontade de esfolar a cara de pessoas falsas no asfalto, até virar carne moída.
90- Não perdoo mentira e nem falsidade.
91- Tenho nojo de pessoas que se acham.
92- Costumo me fazer de forte e fingir que não ligo para nada, mas não sou tão forte quanto pensam.
93- Duvido sobre a existência de Deus.
94- Não suporto teorias religiosas.
95- Sou fresca pra caralho.
96- Detesto ter que dar explicações.
97- ODEIO que duvidem de mim.
98- Não sou nada humilde.
99- Não tenho juízo algum.
100- Detesto o fato de ter que ser responsável.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
slap in the face.
E ouvir de alguém totalmente desconhecido, torna as coisas ainda mais difíceis. Ouvir de alguém que você nunca viu na vida, que as pessoas que a tua volta estão, nada mais querem do que vantagens e nada mais fazem que se aproveitar das tuas bondades e belezas, não é nada agradável.
A verdade nunca é conveniente, e sempre faz a gente chorar, por mais que a conheçamos. Eu nunca me senti ofendida ou atingida por ela, mas dessa vez a coisa foi mais fundo, pegou no meu ponto fraco.
Mas a pergunta é, como ela sabia de tudo aquilo? Como ela pode me descrever tão rapidamente e tão precisamente, sem nunca ter se quer colocado os olhos em mim? Essas coisas me assustam.
Mas ao mesmo tempo que foi assustador, foi a maneira mais clara e precisa de perceber, que as coisas não estão nada bem, mas que eu posso ter pequenos momentos de bem-estar, nem que seja com pessoas que eu nunca tenha visto na vida. Talvez seja com elas que eu deva ficar agora.
Tapas na cara ás vezes são necessários, para que nós aprendamos a lidar com as situações. E para perceber que chorar não é nada relevante, que chorar não resolve nada.
Por mais que muitos me rejeitem, sempre existirão aqueles que me acolherão. E pelo que eu sou, não pelo que eu aparento ser.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
how it can be.
Mas sinto que poderia ter um avião invisível, subir no balcão da padaria. Sinto que poderia correr quilômetros em baixo de uma chuva ininterrúpta, apenas para sentir o teu cheiro, para ver o teu sorriso, mas principalmente, para sentir os teus olhos em mim.
Reencontrar o meu lugar no mundo.
sábado, 26 de junho de 2010
tactics.
Sempre fui muito intensa, explosiva. nunca quis timidez, nunca soube lidar com o fim.
Não me venham com fórmulas e frases, não me venham com maneiras e desejos.
Eu vou como eu quero, até onde eu quero.
Quanto mais eu bato a cabeça na parede, quanto mais sangra, mais lá eu continuo. Até conseguir o que eu quero.
Pudera eu, saber desistir. me refazer, esquecer de tudo.
Seguir em frente.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
paths.
Aja, seja para o que for, agir é melhor do que esperar ser agido. As coisas não acontecem sozinhas, é preciso que alguém as comece, ou as termine;
Não se esconda, não se anule. Viver de passado é besteira, e viver de futuro também. Não pense em nada, apenas siga com tuas escolhas.
Não aceite conselhos desnecessários, não mude, nunca mude, a não ser que essa seja a tua vontade. Caso contrário, sempre haverá uma pessoa que seja, para gostar de ti assim, como é.
Faça, mesmo que ache errado, faça, não se preocupe. Ninguém nunca te entenderá, e mesmo que se explique, não será o suficiente para quem está fadado a lhe criticar.
Tente, se não der certo, pelo menos você tentou.
Ame, ame muito, beije muito, se entregue aos braços da primeira pessoa que encontrar. Diga eu te amo quando sentir vontade, não consiga viver sem esse alguém. E quando todo o encanto acabar, chore, chore muito, até tirar de você todos os resquícios que pudessem existir dessa pessoa.
Ao fim, continue se entregando, buscando a cura do incurável, a cola para o quebrado;
Viva, simplesmente viva, como você quer, como você sonha. Não busque por fórmulas, por pessoas certas ou por métodos anti qualquer coisa. Só se realmente está vivo, aquele que consegue fazer a sua própria fórmula de vida.
E se te julgarem, que sim, isso acontecerá constantemente, não se aborreça. Cada um faz a vida que quer, e aqueles que não são capazes de se entregar a vida com tanto fervor, sempre criticará quem o faz.
Não se esqueça dos amigos, os verdadeiros amigos. Esses serão as únicas pessoas que estarão ao teu lado em todas as situações, até mesmo quando você não os chamar. Isso, é ser amigo.
Quem não gostar de você de cara, provavelmente não gostará após te conhecer, mas não ligue, quem te ama, não precisa de explicações.
E ao final, eu peço que cometa todos os erros que puder cometer, que acerte o máximo que puder, e nunca siga o mesmo caminho que eu. Ainda peço que me prometa, nunca desistir de ser feliz por medo. Não há desespero maior, do que a pessoa que se anula por medo de viver.
"Por medo de sofrer, ela fugiu. Mas mal sabia ela que já estava sofrendo, por temer."
I don't know play.
Brincadeiras machucam;
Brincadeiras machucam principalmente quando se jogam sentimentos no tabuleiro.
Engraçado como os sentidos, os sentimentos, as vontades, tudo se modifica ao longo do tempo, tudo se transforma. do medo, do receio, surgiu o afeto, o amor. Do que era apenas status, virou vontade concreta e apaixonada.
Mas quando não se sabe a hora de parar de brincar, quando não se sabe brincar, as coisas perdem o rumo, e nós perdemos a direção.
Uma vez a brincadeira começada, não se tem como parar. É um ciclo vicioso, onde quem ganha ao fim, está perdendo tudo, até mesmo a si.
Após a brincadeira não há vida.
Mas foi brincando que eu aprendi a não me arrepender de brincar;
Quando achamos que estamos cometendo o maior erro, é quando podemos, na verdade, estar comentendo um grande acerto, que nos fará bem.
Talvez eu até brincasse mais vezes. Eu nunca soube parar mesmo.
domingo, 20 de junho de 2010
confusion.
não consigo, não posso mais me controlar. tudo está sem rumo.
do nada a lugar nenhum, quando nada se tem, nada se perde. talvez isso seja uma mentira.
quanto menos se tem, mais se perde. e eu já não possuo mais nada, nem mesmo ao meio do nada.
confuso não? tudo é assim agora.
eu já não me esforço mais, e nunca pensei que consideraria tanto essa possibilidade.
quem sabe algo não dê fim a isso? quem sabe o fim não dá fim a isso?
espero que algo se resolva, ou que algo se acabe rapidamente.
apenas memórias sobreviverão... SE sobreviver algo.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
after the storm, the calm always come.
Ás vezes com motivo, ás vezes sem motivo, ás vezes até sem perceber.
Mas existem momentos em que eu paro e analiso os acontecimentos...
Foram exatos 4 meses. Dias de desespero, nervosismo, medo descontrolado, silencio, solidão...
Foram 2 meses em que eu não contava com ninguém, apenas comigo e rezando para a minha sanidade mental. Quantas questões, quantos medos, perguntas sem respostas e vontade de que alguém gritasse e me fizesse acordar daquele pesadelo.
Decidi então que não dava mais para aguentar sozinha. Segurar a minha barra e a de todos aqui de casa. Pedi ajuda para a pessoa que sempre está ao meu lado, sempre esteve.
E lá se foram mais dois meses... Já não dava mais para esconder, já não dava mais para enganar e nem mudar de nome. Minha mãe estava doente, sim, a pior doença.
"Força, vamos passar por isso". Pedia todos os dias por calma, para conseguir ser racional ao extremo. Com a ajuda dele, e das minhas amigas, as coisas não pareciam tão assustadoras, mas eu ainda temia, e muito.
É fácil para as pessoas mandarem nós termos calma e pensamento positivo, mas eu temia o pior. Minha mãe sempre foi e sempre vai ser a única coisa que eu possuo na vida. Nem pai, nem tios, nem avós, apenas eu, minha mãe e minha irmã. Na maioria das vezes, eu cuidando das duas.
O tratamento começou, a série de cirurgias e exames... Eu procurava me distrair, não ficar em casa, não ficar sozinha.
Os dias foram se passando, a expectativa para o ultimo resultado cada vez maior. Quando ele saiu, que alívio, tudo estava acabado.
Ela conseguiu, eu consegui, estava tudo bem.
Para variar, quando um problema nunca é suficiente, lá vieram outros. Alergia, infecção...
E lá vamos nós mais uma vez, lutar, enfrentar e fazer tudo ficar bem. Eu, mais uma vez sozinha, sem contar nada para ninguém, sempre alegando que estava tudo bem. Mas só eu sabia dos riscos que estavam em jogo.
Hoje eu vejo, como eu dou valor aos pequenos momentos que passo com a minha família, como isso foi importante para que eu dê cada dia mais importância e valor a essas duas que moram comigo. Apesar delas serem o grande poço de chatice e reclamações, elas são tudo o que eu tenho. nada mais, nada menos que a minha família.
E toda a tempestade se foi, o céu está cada vez mais limpo, e agora, poderemos enfrentar qualquer coisa juntas, que eu sei que jamais desmoronaremos.
sábado, 5 de junho de 2010
briefly, several actions.
Aprendi errando quais decisões eu deveria tomar, e também vi com meus erros em quem acreditar. Eu vi tantas pessoas cruzando o meu caminho, mas tão poucas conseguiram me mostrar que eu devo acreditar. E todos sempre me disseram o que eu deveria fazer, mas ninguém parou ao menos para me entender. Mas agora não vou mais me adaptar, não vou dar mais tempo ao tempo, e ver a minha vida passar. A dor dura mais, infelizmente a alegria não ensina tanto quanto a tristeza, a dor dura mais e o sorriso logo se vai. Erros são lembrados e triunfos esquecidos, tão fácil ter inimigos, o difícil é fazer amigos. É triste ver que as pessoas em que você confiava são verdadeiros dementadores que precisam trazer a tona todo seu passado para poder estragar seu presente. Isso me da raiva, por sempre ter acreditado que as pessoas que estavam comigo realmente eram "amigos". Mas uma hora você tem que abrir os olhos e ver que 90% são uma farça, 9% fazem o que for para te ferrar, e apenas 1% são os verdadeiros, em que você pode confiar. No meio de tanta bagunça e idiotice, eu já achei as pessoas em que eu posso confiar. E você? Acredita realmente nos seus amigos?
terça-feira, 25 de maio de 2010
.
posso até inventar, atropelar as coisas, sorrir precisando chorar. uma maneira de me destacar, chamar atenção, mas já não há mais ninguém para notar.
como uma estrela que morre e para de brilhar;
talvez eu fuja daqui, talvez eu não passe de um nada. talvez eu afunda e não tente nadar, talvez eu leve um dia inteiro para acreditar que já não sou mais ninguém. talvez alguém me conte...
já não consigo nem mesmo matar minhas próprias vontades.
preciso sair de mim, o oco me confunde;
domingo, 23 de maio de 2010
truths.
decidi fingir que as coisas são/estão fáceis, mesmo sabendo que daqui a pouco tudo irá cair em ruínas.
a capacidade de auto-destruição humana é algo absurdamente assustadora, e descobrir que podemos nos tornar algo tão sem emoções e doçura, é uma vantagem. todos que andarem por onde eu andei, se tornaram assim, está mais do que comprovado.
o desespero aparecerá, mas já não tão frequente e incontrolável como antes; a saudade e a necessidade de algo também surgirão ás vezes, mas agora, elas irão embora como se fossem estranhos, sem deixar marcas.
não há motivos para se apegar a nada, quanto mais solidão, menos sofrimento. tudo será arrancado de ti a qualquer momento, indepêndente de qualquer coisa, iremos sempre perder tudo e todos.
sorrir se torna ato involuntário e programado, como um robô. já não existem mais motivos sinceros para que eles apareçam, apenas a obrigação de mostrar algo irreal. e aos poucos iremos envelhecer... solitários, programados, ríspidos...
até o final chegar e ninguém perceber que a jornada acabou, pois os sentimentos existentes, si existentes, dormem escondidos atrás das muralhas construídas.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
a place where you belong.
antes dentro do meu corpo habitava a esperança, o amor fervoroso, o medo de perder qualquer coisa que fosse.
hoje habita apenas um vazio, que não será preenchido tão cedo, mas por falta de querer. já não sou mais eu, já não tenho mais os mesmos planos, nem as mesmas vontades.
incrível como uma frase pode mudar praticamente uma vida de convivência.
eu me olho no espelho e não me reconheço, tanto por fora, quanto por dentro. mudei tanto, as transformações foram ocorrendo aos poucos, mas me transformaram um alguém completamente diferente.
olho novamente e reparo, que na verdade, eu só voltei a ser o que era antes. uma carcaça irrelevante, sem apego ou sentimentos vãos por pessoas nulas. sempre fui assim, e não sei porque decidi mudar. mudei para voltar a ser como antes, talvez pior, quem sabe?
nunca me senti tão fria, e o inverno transforma tudo em gelo, e meu coração já não pulsa mais como antes. já não existe mais aquele ser humano compreensivo e persistente, existe apenas a competidora de sempre, transformando tudo em um jogo sem fim, onde quem ganha, na realidade, não ganha nada.
apenas eu, como antes;
e tudo se torna uma confusão momentânea, e a sensação de que a história se repete, e eu nada posso e nada quero contra isso.
as relevâncias, se tornaram irrelevantes e eu perdi todas as minhas prioridades desses últimos tempos, e até as de antigamente.
restou a carcaça com vontade de seguir em frente, mas sem capacidade, sem saber como fazer isso.
e hoje eu só quero continuar aqui, onde eu estou. com esse medo absoluto de ser quem eu sou, de ficar apenas comigo, mesmo quando eu sou a única companhia para a minha própria mente; não dá para fugir a vida toda.
preciso que as coisas se resolvam sem que eu me mova, sem mais marcas ou arranhões. serei apenas o bloco de gelo raciocinante, sem medo ou receio de ferir alguém.
se precisar brincar, se precisar jogar com pessoas, farei, como antes. pior do que antes, não medirei mais meus atos.
e o pior (ou melhor), eu não posso reclamar disso, pois me sinto bem assim. nada mais quebrará as barreiras que construí.
agora sou apenas eu em uma vida sem importância, como antes.
terça-feira, 11 de maio de 2010
habit.
Como será, conviver com essa tensão sob você, o tempo todo?
Como será, conviver com uma pessoa da qual você não sabe quando irá explodir?
Pensando assim, entre explodir e perder todas as coisas/pessoas que amo, a melhor saída é relevar.
Conforme se vai relevando, as coisas já não lhe parecem mais tão dignas de explosão, quanto antes. Agir pausadamente, pensar, observar os atos cometidos.
Tudo isso é necessário, e agora, é também feito.
Para que levar tudo tão a sério, se ao final das coisas, tudo será como antes? Explodir nunca foi a solução, nunca mudou nenhum acontecimento, ao contrário, piorou a situação.
Hoje eu vejo isso, tudo está mais claro agora, tudo está mais calmo.
Não que seja uma atitude fácil, para quem explodia no mínimo 5 vezes ao dia, para quem não aceitava brincadeiras, para quem estava acostumada a brigar por qualquer coisa.
Mas é necessário, e não só por/pelos outros, mas também por mim.
E assim as coisas serão agora, auto controle preciso, até a calmaria se tornar hábito.
sábado, 1 de maio de 2010
?
Que tipo de pessoa eu sou, que mesmo a pessoa me amando, não consegue/quer, ficar comigo?
Pessoas boas são sempre rodeadas de pessoas que as amam...
quinta-feira, 29 de abril de 2010
free fallin.
Para reviver um relacionamento forte, chega a hora em que paramos de proteger o que temos...
Permitir o que precisamos de verdade.
Seguir em frente pode ser expandir-se, voltar atrás ou alcançar o equilíbrio. O que importa é a sua melhora.
Enquanto novas jornadas começam com um simples passo, podem terminar com um rápido passo em falso.
Mesmo quando o relacionamento mais saudável corre risco de vida, é importante lembrar. Ás vezes, a receita errada é bem o que o médico pediu.
terça-feira, 27 de abril de 2010
the last word, no return.
As lágrimas agora correm soltas, sem medo, apenas dor.
A dor da perda, da incapacidade e da vontade de sumir, porque a dor maior foi te ver partir, ainda me amando.
Sofrimento dobrado, pra mim e pra você.
As coisas nunca foram fáceis, e você as jogou fora. Eu nunca mais terei com ninguém, o que eu tive com você. Eu nunca mais amarei ninguém, como eu te amo.
Dizer que acabou é muito fácil, o difícil é aceitar, fazer o coração aceitar. Mesmo sem querer.
Ás vezes, uma mentira dita várias vezes, se torna verdade. Na verdade, para uma mentira ser verdade, temos que acreditar nela. E eu não acredito que acabou.
O que estava ao meu alcance, eu fiz. Cheguei ao meu limite de exaustão, de falta de amor próprio, de dor, sacrifício, tristeza, humilhação..
Se tem uma coisa que eu não sou, é fraca! Eu sei, e sempre soube, onde eu estava me metendo, e quais poderia ser as consequencias dos meus atos. Não foi nada como eu planejei. Nada é fácil, mas nunca será tão difícil, quanto te ver partir, dizendo que me ama.
Quem ama não abandona, quem ama não se engana. Não te julgo, pois te conheço melhor do que a mim mesma, talvez, te conheça melhor do que até você mesmo possa se conhecer. Eu acredito em você, eu me orgulho de você.
Foi tudo lindo enquanto durou, mágoas, raiva, ou qualquer sentimento ruim desse tipo, nunca passará pelo meu coração, a teu respeito.
Como eu disse, eu amo você, e para sempre, irei te amar.
Mas agora é hora de pensar em mim, eu vou viver um pouquinho para mim.
As coisas não estão fáceis aqui em casa, você sabe disso. Vou tentar ser feliz, mesmo sabendo que não conseguirei, tentarei ter pequenos momentos de alegria.
Meu coração é teu, e sempre será, está com você e eu não o quero de volta.
Vá ser feliz, que tudo na tua vida de certo, que teus sonhos e projetos sejam realizados. Que te fassam feliz, como você merece, como eu tentei fazer.
Agora é o momento de me dedicar a mim.
Estou indo embora, ainda não sei se apenas da tua vida, ou de cidade. Não decidi nada ainda, e não quero decidir por enquanto. Vou deixar as coisas passarem, a poeira baixar, a dor amenizar, a tristeza se camuflar atrás do meu sorriso de sempre.
Pensa bem no que te disse, ouça o teu coração, e faça o que é melhor pra você.
Pense também, no que eu te disse hoje, em tudo o que eu te disse. E se achar melhor, volta, pode vir pra mim, que eu nunca te negarei meus braços. Meu coração é teu, quem manda em meu corpo é ele, e você o possui.
Errado ou não, é assim que as coisas funcionam.
Te ver partir doeu, dói, doerá para sempre, até você voltar. Mas eu, nada mais posso fazer.
Fica bem, fica calmo. Estou aqui, mesmo sem estar presente fisicamente, eu estou em pensamento e em alma.
Se precisar procura, chama, volta.
Teu cheiro ainda está em mim, mas o teu amor, será sempre o que eu mais me orgulharei de ter.
Amo você e só lamento, por tudo ter que ser assim.
Fica firme, fica bem. Vou viver pra mim, mas você sempre será eu!
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Error 145
A partir do momento em que você consegue alcançar o teu grande objetivo, tudo muda. A pressão aumenta, as coisas ficam mais tensas. Agora, você tem o que perder. Agora você sabe, que é capaz de conseguir as coisas que te fazem bem, mas também sabe, que ao menor deslize, tudo pode acabar sendo colocado a baixo. A perda é certa, caso você erre.
Errar, errar é tão relativo. Para mim o que é errado, nunca necessariamente, será errado para você também. Ás vezes a mais certa das coisas ao meu conceito, pode ser um erro gravíssimo no teu modo de encarar as coisas.
E ai entra o pânico.
Pânico de ter que se policiar, porque você tem o que perder agora. Pânico de não poder impor limites a tudo, porque existem sempre duas visões, pelo menos, de cada fato. Pânico, porque agora você PODE e IRÁ perder, se você quiser que as coisas continuem sendo feitas da tua forma, APENAS, da TUA forma, e continuar arriscando o teu bem mais precioso.
Quando se trata de um outro ser humano, é normal que pensamentos entrem em contradição. É sempre assim, ninguém é capaz de pensar sempre 100% da mesma maneira que outra pessoa, mesmo que a afinidade que exista entre elas, seja a maior possível.
A partir daqui, o sentimento mais terrível de todos, pode tomar conta das relações. Sim, estou falando de ciúmes.
Ciúmes de amigos (as), nem sempre é aquele possessivo (não estou falando de mim, claro), sempre quando somos amigos, conseguimos nos dividir ou dividir alguém, com mais pessoas. É normal, como na família, quando se tem irmãos, temos ciúmes, mas sabemos, que os pais (amigos) são tão nossos, quanto dos outros.
Ás vezes o ciúmes entre amigos (as) exagera. Ai começam os problemas.
A maior parte dos meus problemas, são ocasionados pelo ciúme excessivo, tanto de minha parte, quanto da parte das pessoas que me cercam.
Duas pessoas que vivem ao meu lado, e que são completamente opostas, uma da outra, são um grande exemplo, do que o ciúme pode causar.
Quando o ciúme é entre namorados, a coisa fica mais feia do que já é. No meu caso, as coisas se tornaram terríveis, tensas. Tanto por causa do namorado, quanto por causa das amigas. Virou uma grande bola de neve.
Namorado com ciúme de amiga - amiga com ciúme de namorado - mãe com ciúme de namorado (a) - irmãs querendo amenizar - BRIGAS!
Ciclo vicioso! Você corre para não brigar com um, mas sempre acaba errado, magoando, outro. Exatamente por aquela questão que eu comentei no começo. O que é certo para mim, o que é errado para você, nunca serão, necessariamente, iguais.
Sou completamente ciumenta, completamente possessiva. E tenho pessoas, completamente idênticas a mim, que convivem comigo, todos os dias. Aquela que um dia talvez eu possa voltar a chamar de melhor amiga. Talvez eu devesse continuar chamando-a assim, pois nunca deixamos de ser melhores amigas, a única coisa que estragou, foi o ciúme.
Começou por mim, ela namorando, se dedicando ao bem precioso, que ela sempre desejou e que felizmente conseguiu conquistar. Então, para manter as coisas bem, ela precisava se dedicar.
Acho que o diálogo sempre foi nosso melhor amigo, sempre que algo ocorria, nunca foram trocados gritos ou ofensas. Sentávamos, falávamos, e nos entendíamos. Até que entramos em um acordo e tudo se resolveu.
Logo após veio a nova bomba: eu estava com o meu bem precioso. Eu precisava cuidar com todo o carinho, daquilo que tanto me faz bem, e que eu tanto lutei para conseguir ter, e ser verdadeiramente feliz.
Com isso, mais uma crise. Dessa vez da parte dela, que não entendia que nada mudaria, que eu não me dedicaria apenas aquilo, porque a minha visão de certo, errado, e dedicação, é diferente da dela. A carência veio a tona e eu não sabia como lidar, mas dei o maior carinho possível a ela, que nunca havia me cobrado isso antes. Não estava acostumada com ela me pedindo carinho, pois sempre foi da minha parte, que surgiam os abraços.
Não conversamos sobre a última briga. A coisa saiu de controle, ela gritou, eu ignorei-a durante 5 dias. Nunca nos tinha acontecido algo assim. Mas erros acontecem.
Parando para perceber, eu ando MUITO ciumenta.
Ciúme é um sentimento natural, não que seja bom, mas também não é ruim. Basta sabermos aplicar a quantidade certa, para cada relação que temos na vida.
Perceba, que quando nos damos conta, de que o ciúme está nos fazendo mal, é porque certamente, iremos fazer algo que não agradará alguém. Ou então, porque já FIZEMOS o que não agradou alguém.
Auto controle, quando está relacionado ao ciúmes, nunca vence. Talvez até vença, mas não que todas as batalhas até que a guerra seja ganha, foram vencidas exclusivamente por ele. O ciúme sempre ganha algumas. Ás vezes, em casos terríveis, ele pode ganhar todas.
Ele pode ser também, uma forma de auto defesa. Já parou para pensar nisso? Quando estamos acostumados a perder o que mais nos felicita, quando possuímos esse bem, nos agarramos a ele e somo como leoas cuidando de seus filhotes.
Eis aqui, o grande erro.
Se nós já perdemos, mas hoje, possuímos o que nos faz feliz, é porque realmente merecemos ser feliz. Por tanto, não há motivos para ciúmes exagerado, nem defesa do que se tem, com todas as forças. Se for para a nossa felicidade, nada de mal nos atingirá.
Mas somos humanos, não tem como agir racionalmente 100% do dia, com todas as coisas.
Então, o ciúmes domina alguns de nossos atos e ações. Por pânico.
Pânico de perder, de que seja como das outras vezes. Pânico de ver aquilo que você mais ama, partir, sem você poder fazer nada, e sem a certeza de que quem errou não foi você, porque errar é relativo.
Eu tento me controlar, juro que tento. Esses dias andam sendo difíceis. Exatamente por eu ter passado por tudo o que passei. Sei que ninguém lê essa coisa, talvez duas, no máximo três amigas minhas, por tanto, sabem do que estou falando. E mesmo se tiver alguém que não me conhece, mas que lê isso, sabe também, porque eu sempre desabafei aqui.
Por passar por tudo o que passei, ano passado, por ter perdido mais de uma vez, uma única pessoa, mas sempre conseguido, no final, fazer as coisas voltarem ao normal, que eu sinta tanto ciúmes. Ciúmes absurdos até mesmo dos pensamentos dele, das lembranças que ele tem da vida que vivia com pessoas que eu nem mesmo conheço. Ciúmes de amigas necessitadas de atenção, de amigos, bons amigos, que o chamam para sair. Ciúmes da mãe dele... Preciso me controlar. Principalmente por saber, que se hoje ele está comigo, é porque assim como ele conquistou o espaço dele na minha vida, e que é tão importante, eu conquistei o meu e sou tão importante quanto, na vida dele.
Mas somos humanos, e errar é humano. Nem sempre conseguimos racionalizar tudo.
Ainda mais quando falamos de relações entre pessoas que se amam, se odeiam, ou simplesmente existem.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
and now?
Nunca pensei que crescer seria tão massacrante.
São responsabilidades, preocupações, pessoas, horários, estudos, namoro, compromissos, vestibular, dúvidas, trabalho...
E o meu tempo para subir em árvores, brincar de esconde-esconde, arrumar a casinha da minha Bárbie?
E se eu não estiver ligando para o vestibular, o colégio, os compromissos, e só querer brincar de ser criança mais uma vez e aproveitar ainda mais o que eu já aproveitei?
A realidade é que: eu cresci!
Agora quem manda sou eu, agora eu SOU gente grande. As responsabilidades são minhas, as atitudes são minhas, as consequências são minhas.
Já escrevi algo parecido aqui. Dessa vez eu estou mesmo brincando de ser criança.
Me deixei levar pelo mimo que me dão, pela minha falta de juízo que sempre esteve presente em mim, mas que eu sempre lutei contra. Agora que voltei a não ligar.
Se passar no vestibular, que bom, se não, tento depois. Se me atrasar para um compromisso, peço desculpas, mas não vou correr e deixar de aproveitar cada segundo da melhor parte, que é se arrumar para sair.
Irresponsabilidade? Não, para mim não. Isso se chama viver. (:
Mas... e agora?
segunda-feira, 29 de março de 2010
27-03-2010
As pessoas me surpreendem, me pegam de guarda baixa. E quando eu pensei que seria o fim, aqui estava o recomeço de minha vida.
Não mais do que de mansinho, ele chegou novamente e explodiu meu coração de amor, paixão, desejo e vontade de mais. Não mais do que de repente, ele me surpreendeu, fez o que eu mais desejava, mas nunca achei que fosse possível.
Sem mais, hoje eu sou a pessoa mais feliz do mundo. E sei que nada mais poderá nos atrapalhar.
As coisas deram certo, e eu estou aliviada por isso. Significa que além de eu não estar errada sobre tudo o que eu tinha em mente, e que melhor ainda, tudo valeu a pena!
Agora, eu darei o melhor de mim, para isso durar para sempre, mesmo que acabe.
Eu nunca mais vou esquecer aquelas palavras, aquele toque, aquele olhar brilhando, e aquele abraço que fez eu me sentir a pessoa mais amada e mais segura do mundo.
Agora o nós está completo.
sábado, 20 de março de 2010
ironies of fate.
Mas eu já cheguei a esse ponto tantas, e tantas vezes, que nem mesmo sei mais, se ele realmente existe, ou se é como qualquer outra coisa, que nós inventamos para deixar as coisas mais fáceis, ou então, menos dolorosas. Pensar que esse é o ponto final, é como pensar que não tem mais jeito, como se realmente não existisse mais nenhuma solução razoável para continuar. È como a melhor desculpa do mundo para desistir, sem ter que abaixar a cabeça e dizer: 'sou fraco.'
Do mesmo jeito que os dias passam rápido, e esse um ano se foi como o vento, a minha capacidade de superação, continua enorme, mas sem paciência para maiores danos.
Hoje, pela milésima vez, depois de uma noite péssima de sono, eu acordei triste, mas sem me lamentar pelo que fiz. Acordei feliz, por ter tido a coragem que não tive durante esse um ano. Dessa vez, eu estipulei a barreira, eu coloquei o ponto final.
Mas não um ponto final como desistência, pelo contrário, um ponto final visando uma coisa nova. Esperar a poeira baixar, ver o que pode acontecer, no que pode dar...
Hoje, eu mais uma vez, assisti 500 Dias Com Ela, e por incrível que pareça, ironicamente falando, eu me identifiquei tão patética, quanto Tom. Meus medos, minhas crenças e meus sonhos, são tão delimitados aos dele, que tudo faz sentido.
Desde o começo estávamos avisados, tanto Tom, quanto eu, de que poderia não dar certo. Que seria melhor não rotular e muito menos se entregar. Desde o primeiro instante, Tom se apaixonou por Summer, desde o primeiro instante, eu me apaixonei por ele. Erro!
As vezes o ser humano é tão incapaz de amar a si mesmo, que decide amar ao próximo, como se não tivesse mais o que fazer, mais quem amar, como se ele mesmo não existisse. Para que tudo isso, se um dia esse alguém simplesmente vai embora e te larga com um vazio enorme dentro de ti, que você mesmo cavou?
Sou tão estúpidamente amorosa e sonhadora quanto Tom, e isso me irrita! Ver os meus erros sendo cometidos por ele no filme, me machuca, porque eu sei, que se aquilo acontecer comigo mais e mais vezes, como acontece com Tom, eu os cometeria de novo, como ele faz.
Mesmo sabendo que sempre será um ciclo vicioso, onde um erra, o outro chora, o outro pede desculpas, o outro desculpa, e acontece tudo igual mais para frente.
Não tem como mudar, se os dois não estão dispostos a mudar. A grande verdade, é que só damos valor as grandes coisas ou até mesmo as pequenas, que nos fazem bem, quando sentimos falta delas.
Enquanto Tom, correr atrás de Summer, ela nunca se sentirá desamparada, ela nunca precisará ir atrás dele para lhe pedir que fique. Enquanto eu, cometer os mesmo erros, de jurar ir embora, mas sempre acabar voltando, ele nunca precisará sentir medo da minha partida.
Só quando Tom e eu entendermos isso, é que receberemos o nosso devido valor. Mas até lá, quem sabe, as coisas não melhorem?
Hoje eu decidi que é isso que eu quero. Eu quero ser desejada, eu quero que ele sinta a minha falta, tanto quanto eu sinto a dele. E sei, que ele precisará de mim, tanto quanto eu preciso dele. As coisas não são fáceis, mas admitir que precisa de alguém, é muito mais doloroso.
Decidi então esperar. Sumir por uns tempos, mas dessa vez cumprir com o que eu disse. Se realmente tudo o que aconteceu, tudo o que passamos for real, ele jamais fará como Summer e voltará para me avisar que está noivo.
Apenas quando nós pararmos de nos apaixonar por eles, todos os dias, é que realmente poderemos ter um relacionamento, qualquer que seja esse. Sem rótulos, apenas com o coração.
Pois não adianta nada, eles voltarem e nós cometermos os mesmos erros de antes, nos anularmos, nos apaixonarmos tão loucamente por eles, que não sejamos capazes de fazer o que planejamos, tomar o controle do coração.
Só me resta esperar, para um novo começo e o prolongamento de mais um ponto final.
segunda-feira, 8 de março de 2010
time passes.
as vezes é só um ano, as vezes é UM ANO, foram tantas coisas, mas tantas coisas mesmo, que ninguém conseguiria imaginar.
em apenas um ano a vida mudou tanto, e foi tudo tão rápido. em apenas um ano, a vida ficou tão mais leve, mas ao mesmo tempo tão mais chorosa, tão mais complicada. em apenas um ano eu tomei a decisão do que eu realmente queria para o resto dos dias.
um dia era eu, no dia seguinte éramos nós. como as coisas são. (:
um ano que me deparei com aquele sorriso, aquele olhar que me deixou completamente extasiada, sem reação.
fui contra tudo e todos, larguei namoro, larguei amigos, enfrentei o mundo, mas agora não era mais eu, éramos nós, então eu estava segura.
foi tudo tão rápido, mas parece que eu te conheço a anos, e você tem essa mesma impressão. 'não, faz mais tempo, um ano é pouco pra tudo isso.' haha' exatamente, é pouco, mas foi o suficiente para nós traçarmos o nosso caminho, e tirarmos forças um do outro para ficarmos bem.
como lutamos e continuamos lutando, para conseguirmos ficar bem, juntos.
e assim estamos, em apenas um ano já passamos por tantas coisas, imagina quando chegarmos aos trinta? rs.
e eu sinceramente, espero chegar.
foi tanta amor, tanto carinho, tanta lealdade e confiança... espero que continue assim. meu amor por você não acabará tão cedo, e eu sei que o teu por mim também não.
por mais que o caminho seja difícil, nós não ficaremos parados. é você que eu quero.
e nesse um ano eu aprendi, que a vida é muito mais do que eu poderia imaginar. é completar, ser completada, doar, receber, sorrir, fazer sorrir. e o mais importante, confiar e acreditar que podemos tudo, se estivermos juntos.
eu amo você, mais que ontem e menos que amanhã. <3
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
to calm.
sei lá, é estranho pra mim vir aqui para não reclamar da vida, rs. as coisas finalmente parecem estar dando certo e da maneira certa, devagar.
eu aprendi nesse último ano, que preciso ser forte, porque muita gente depende da minha força, principalmente eu mesma. aprendi também, que não importa quantas barreiras existam, quantas coisas ruins ou boas aconteçam, o que tiver que ser, o que tiver que acontecer, acontecerá e não na hora que eu desejar, mas quando tiver que ser/acontecer.
para mim, aceitar isso é muito complicado, pois confesso, sou extremamente mimada e controladora. mas eu vou aprendendo a me controlar, para o meu bem.
descobri que quanto mais se corre atrás, mais se perde, quanto mais se explica, mais se enrola e quanto mais se desliga, mais as coisas fluem.
tenho necessidade demais, em me explicar, em traduzir tudo o que se passa dentro de mim. mas eu não preciso disso. eu não tenho por que me explicar, eu não tenho pra quem dar explicações.
depois do Carnaval e das conversas que rolaram, eu decidi confiar mais em mim. se as pessoas me enxergam de outra maneira, de uma maneira positiva, porque eu vou me sentir insegura ao lado delas? eu vou ser eu até o fim agora, independente do que possa acontecer. mesmo sabendo que a pior coisa do mundo pode acontecer.
e a minha decisão esse final de semana foi tomada. eu vou com essa ideia até o fim agora, e não vou me arrepender, como não me arrependo do que já comecei. (:
não vou negar que hoje eu estou insegura, com medo. mas ao mesmo tempo eu estou tão confiante, tenho alguém para me acalmar.
e mesmo que não seja tudo como antes, que apenas seja.
Clarice Lispector foi muito feliz quando escreveu: " Tudo errou... Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos. "
é bem isso, não vou mais denominar nada, deduzir nada. aprender a viver inconsequentemente é preciso. independente do que possa acontecer, eu vou viver e não vou mais tentar controlar tudo, vou deixar fluir.
danem-se as diferenças, danem-se os erros, os acertos, os acontecimentos e as lágrimas. é preciso deixar velhos hábitos e colher novos acertos.
como eu já escrevi, ser a mesma de antes, mas com as coisas de agora. chega de tentar melhorar a vida de todos e controlar tudo, chega de ser a base de todos. está na hora de encontrar a minha base, e ser feliz no meu porto seguro.
e eu sei que mesmo se eu naufragar, alguém me estenderá a mão. (:
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Carnaval.

Por fim, como não falar da melhor companhia do mundo? Sem dúvidas é a coisa mais importante para mim. terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
surprise
Para contar minhas coisas, para ouvir as delas, para rir, para chorar, para beber, para gritar, para fazer a maior bagunça do mundo...
Eu sinto falta da vida de antes, mas a vida de agora é MUITO boa. São oportunidades novas de enxergar velhos erros e corrigi-los.
Deixar de ser um pouco de antes, e ser um pouco de agora. Ou simplesmente continuar sendo a de antes com o que eu tenho agora. Porque sei, que quem está comigo agora, não vai me deixar.
Eu fiquei surpresa com as coisas que eu ouvi, feliz com as coisas que eu falei e maravilhada com as coisas que aconteceram. Nunca imaginei dizer isso, mas da bosta de um feriado que eu odeio, grandes coisas me aconteceram e eu fui MUITO feliz.
Tudo está mais claro agora.
Tudo tem sentido novamente.
Eu amo as pessoas que entraram em minha vida nesses poucos meses, e amo ainda mais aquela que já está comigo a quase um ano.
Prometi a mim mesma e a minha companhia perfeita, de que não cometerei o mesmo erro de antes. Principalmente depois de ouvir o que eu ouvi.
Não vale a pena deixar alguém para atender as vontades de outra pessoa, se você não tiver a certeza de que essa pessoa, fará o mesmo por você; E agora eu sei que por quem eu larguei tudo, não faz/fará/faria, o mesmo por mim.
Eu queria escrever tanta coisa aqui, falar tanta coisa.
Mas é tudo meio confuso ainda pra mim.
Quando que eu poderia imaginar que iria dormir na casa da Camila com a Leticia e principalmente com o Luiz?
Quando que eu poderia imaginar estar ajudando a Jéssica a fazer chapinha no cabelo da Leticia?
Como a vida é irônica.
Eu, Luiz e Camila. Eu, Jéssica e Leticia. Eu, Naty e Camila... Já disse que amo isso?
Esse é o caminho certo. Elas estão comigo, mesmo estando com outras pessoas também.
Mesmo eu passando horas falando sobre o mesmo assunto, rs.
Quanta surpresa. Eu amo surpresas. (:
